Saiba como reconhecer problemas de hérnia de disco



Olha essa reportagem sobre hérnia de disco com depoimento importante de uma pessoa que tem hernia de disco e precisou tratar por causa das dores.

Saiba como reconhecer problemas de hérnia de disco


Saiba descuidos que podem trazer problemas na coluna

 
© Reprodução
Muito comum problemas de coluna serem associados a postura incorreta, excesso de peso carregado durante a vida, osteoporose ou traumatismo. Na verdade, estas são apenas algumas das causas que podem desencadear uma disfunção vertebral. Curiosamente, existem cinco outras inimagináveis que podem machucar e muito a coluna: estresse, dormir muito, comer demais, cruzar as pernas e treinar em excesso.

É isso mesmo!  Algumas atitudes aparentemente inofensivas podem causar hérnia de disco, artrose e outras doenças da coluna. O estresse gera tensão na região dos ombros e trapézio, que é o músculo mais tensionado nos casos de preocupações e nervosismo. Dormir demais em uma posição pouco confortável pode gerar tensão, dores e, conseqüentemente, lesões em diferentes partes do corpo
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O sobrepeso impõe cargas maiores para a coluna e a região abdominal pode ser a mais prejudicada, aumentando a lordose lombar, gerando dor.


Em se tratando do cruzar de pernas, não é o ato em si que se torna nocivo, mas a permanência dessa posição. Manter as pernas cruzadas por muito tempo faz com que o quadril fique mal apoiado e, em conseqüência, a coluna se curva para fazer uma compensação, podendo ocasionar dores com o passar dos anos.


É preciso tomar cuidado para os treinamentos exaustivos. Fazer exercícios é ótimo para a saúde, mas o exagero, chamado de overtraining, sobrecarrega músculos e articulações. No final temos lesão e dor.

Estabilização vertebral na Hérnia de Disco

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Algumas razões como desvio postural, idade, genética, sedentarismo, obesidade, acidentes com impacto e movimentos errados repetitivos (até mesmo durante os treinos) são algumas possíveis causas para o desenvolvimento de hérnias. Devido a esses fatores o disco se racha deixando vazar seu núcleo, que ao entrar em contato com a médula espinhal, provoca fortes dores, formigamento, perda de sensibilidade ou dormência, sintomas que podem variar de região dependendo do local lesionado (cervical, torácica ou lombar).

Vários tratamentos podem ser utilizados para tratar a hernia de disco. Um deles é a establização vertebral.

Ela consiste em fundir as vértebras que estão danificadas por meio de consolidação óssea - após a cicatrização do osso, as vértebras se unem em uma só

Até que ocorra a cicatrização óssea, a estabilidade deve ser mantida artificialmente, seja por meio da colocação de implantes na coluna (parafusos e espaçadores) ou, agora em menor uso, coletes ou órteses. São dois os efeitos esperados no paciente com hérnia de disco: a diminuição da dor na coluna e, em alguns casos, a diminuição da chance de retorno da hérnia.

Lembrando que esse tratamento é diferente da estabilização segmentar vertebral, tratamento da fisioterapia.

Hérnia de disco e a volta às atividades físicas

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A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco inter vertebral, ou pode acontecer como consequência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

Por trazer dor e incapacidade, pode fazer com que o paciente tenha que se afastar de atividades que antes executava. Ao passar por um tratamento, o paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.

    O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

    Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente. Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global). Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

    Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

    Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

    Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar. Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

    Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.

Dores nas costas podem ser sintomas de hérnia de disco

 

A hérnia de disco é caracterizada pelo envelhecimento, precoce ou natural, dos discos intervertebrais que estão entre as vértebras cervicais torácicas e lombares. "Os discos presentes entre as vértebras funcionam como amortecedores, evitando o choque entre os ossos. A hérnia acontece quando um destes discos estoura e o núcleo pulposo dele se dispersa", explica o neurocirurgião especializado em coluna, Dr. Márcio Vinhal, do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

O especialista afirma que a patologia é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, mas ressalta que o excesso de peso e a prática de exercícios sem orientação podem ocasionar à doença entre os mais jovens. O neurocirurgião também alerta que o tabagismo pode intensificar o desenvolvimento de hérnias. "O hábito de fumar pode diminuir a circulação sanguínea que irriga os discos vertebrais, levando ao ressecamento. Consequentemente, isso causa o desgaste deste tecido", acrescenta.

O neurocirurgião esclarece que os principais sintomas da doença são dores nas costas e pernas, além da perda de força dos membros.  Formigamentos também podem ser um sinal de pequenas hérnias de discos, também conhecidas como protrusões discais.

Dr. Márcio também enfatiza que a maioria dos casos pode ser tratada com medicação e fisioterapia. "Em situações mais graves a cirurgia é necessária, visto que o paciente não respondeu aos tratamentos não invasivos. A intervenção cirúrgica é realizada em último caso", complementa.

O Hospital Santa Luzia, local de trabalho do neurocirurgião, realiza dois tipos de cirurgia para o tratamento de hérnia de disco. "As hérnias de disco da região lombar podem ser tratadas com cirurgias endoscópicas. Esse tipo de procedimento normalmente não precisa de anestesia geral e a recuperação é bem rápida. Já as cirurgias para o tratamento das hérnias cervicais são feitas a partir da reconstrução da coluna. Em alguns casos, é necessária a substituição do disco prejudicado por um novo", conclui. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília