quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dormência e perda da sensibilidade podem estar ligadas à hérnia de disco

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Dores nas costas atrapalham pequenos afazeres diários e podem ter diversas causas. Uma das mais comuns é a hérnia de disco, uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, mas prevalece em indivíduos entre 30 e 50 anos. Em jovens, está associada a determinados tipos de exercícios repetitivos e mal executados, o que causa uma compreensão do disco na lombar. Já na fase adulta ou idosa, entram as lesões degenerativas da própria vertebra. Dependendo da gravidade, as formas de tratamento podem variar entre a realização de uma cirurgia, prática de exercícios ou tratamento medicamentoso para diminuir a dor e o desconforto, os principais sintomas de quem possui a hérnia de disco.

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Os sintomas de uma hérnia podem variar conforme a sua localização. O principal sintoma da hérnia cervical, por exemplo, é a dor localizada no pescoço. É comum quem sofre com a hérnia cervical queixar-se de dores e a sensação de formigamento nos ombros e nos braços. Pode haver dificuldade em movimentar o pescoço e apresentar falta de força muscular. Já na hérnia de disco lombar, as principais queixas são as dores nas costas que irradiam para uma das pernas, coxas e podem chegar até os pés. Características ligadas à doença são dormência e a perda da sensibilidade. A dor localizada na lombar normalmente piora os movimentos, podendo intensificar quando o indivíduo tosse, ri ou mesmo quando se esforça para evacuar.

A manifestação dos sintomas é diferente dependendo da sua localização e intensidade da compressão da hérnia, que determinará se o indivíduo sentirá dor, perderá a sensibilidade ou apresentará fraqueza. "Tais sintomas podem surgir subitamente, desaparecer espontaneamente e retornar em intervalos pequenos. Mas, também podem ser constantes e ter longa duração. A princípio o tratamento é conservador, com analgésicos e anti-inflamatórios. Além disso, também é recomendado que o paciente procure melhorar a postura, fazer alongamentos e exercícios que fortaleçam a musculatura.

Caso os medicamentos não consigam reverter o quadro de dor ou dormência e a hérnia influencie nas funções motoras do paciente, é preciso pensar no tratamento cirúrgico. Hoje, o tratamento é minimamente invasivo, oferecendo ótimos resultados com mínimos riscos ao paciente. Se o indivíduo persistir com algum desses sintomas, deve procurar o ortopedista para que ele faça uma avaliação minuciosa e determine se deve ao não fazer fisioterapia, devido à gravidade da lesão.

Não existe um grupo específico de exercícios para a hérnia cervical. Cada caso é único, os exercícios devem ser personalizados, realizados com perfeição e com a indicação de um profissional para que o quadro não se agrave. A prática de exercícios para a hérnia cervical é fundamental, durante a fisioterapia. Por exemplo, exercícios que fortalecem os músculos das costas ajudam a melhorar a postura. Um fisioterapeuta é o profissional indicado para ensinar e orientar o paciente, para que ele pratique em casa e melhore o quadro.

O ortopedista orienta como prevenir casos de hérnia de disco lombar. A primeira coisa ao se pensar em hérnia de disco lombar é que o paciente evite o sobrepeso, tenha hábitos de vida saudáveis, realize exercícios abdominais, que colaboram para reforçar a musculatura abdominal e vertebral, e faça alongamentos ao longo do dia.

Todo exercício precisa ser orientado por um profissional, para que não haja um desgaste muscular e nem a compressão do disco da lombar.

Como diagnosticar a hérnia de disco?

Um exame físico cuidadoso é quase sempre o primeiro passo para diagnosticar a hérnia de disco. O profissional examinará o pescoço, ombros, braços e mãos ou na região lombar, quadris, pernas e pés. e avaliará os sintomas, além de ser necessário uma série de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, ressonância magnética e radiografia da coluna.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Anatomia da Hérnia de Disco Torácica

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Embora na literatura existam publicações bastante antigas onde já são citadas as hérnias discais torácicas, até há pouco tempo era questionada a sua existência e com a melhora dos métodos diagnósticos por imagem passaram a ser bem mais reconhecidas e entendidas.

Ainda assim, hoje, a incidência de cirurgias para hérnias discais correspondem a apenas 0,2 a 1% de todas as cirurgias discais.


Um aumento no uso de imagens de ressonância magnética (RM), levou à descoberta de que talvez 15% das pessoas tem uma hérnia de disco torácica. Ver uma hérnia de disco torácica na ressonância magnética geralmente é acidental, ou seja, mostra-se quando a pessoa faz ressonância magnética para outro problema.

Poucas pessoas com uma hérnia de disco torácica sentem quaisquer sintomas ou tem problemas, como resultado desta condição. Em casos raros quando os sintomas surgem, a principal preocupação é se a hérnia de disco está afetando a medula espinhal.


Embora, muitas vezes, as pessoas referem-se a uma hérnia de disco torácica como uma hérnia de disco, o disco intervertebral realmente não escorrega para fora do lugar. Em vez disso, o termo hérnia, significa que o material do centro do disco ( o núcleo pulposo) tem sido espremido para fora do espaço normal. Na coluna torácica, esta condição afeta principalmente as pessoas entre 40 e 60 anos de idade.

O disco intervertebral é uma estrutura de tecido conjuntivo especializado que separa os corpos vertebrais. O disco é feito de duas partes. O centro, chamado de núcleo pulposo, é gelatinoso. Ele tem a maior capacidade do disco para absorver os choques. O núcleo é mantido no seu lugar pelo anel fibroso, constituído por uma série de anéis formados por fibras de tecido conjuntivo, em torno do núcleo gelatinoso. Os ligamentos são fortes e são feitos de tecido conjuntivo que unem os ossos entre si.

Os discos intervertebrais saudáveis ​​funcionam como amortecedores, amortecendo os impactos contra a coluna vertebral. Eles protegem a coluna contra a força da gravidade e contra as atividades de vida diária que aumentam a exigência de muita força na espinha, tais como saltos, corrida erguimento para a posição ereta e carregamento de pesos.

O canal vertebral é um tubo oco no interior da coluna vertebral. Esse canal vertebral envolve e protege a espinal medula, uma vez essa passa no seu interior. A medula espinal é semelhante a uma corda comprida feita de milhões de fibras nervosas (os neurônios). Assim como o crânio protege o cérebro, os ossos da coluna vertebral protegem a medula espinhal. O canal vertebral é estreito na coluna torácica. Qualquer condição que ocupe espaço-extra dentro deste canal pode ferir a medula espinhal.

Os vasos sanguíneos correm para cima e para baixo na coluna nutrindo a medula espinhal. No entanto, apenas a artéria espinal anterior, passa na parte da frente da medula espinhal, na região entre T4 e T9.

Os médicos chamam essa seção da coluna de zona crítica. Se este único vaso é danificado, como pode acontecer com a pressão de uma hérnia de disco torácica, a medula espinhal não tem outra forma de obter sangue. Não tratada, esta seção (T4 a T9) da medula espinhal, pode ocorrer problemas graves de fraqueza ou paralisia abaixo da cintura.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Conceitos e causas da Espondilose Cervical

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Espondilose cervical é o conjunto de alterações conseqüentes da artrose da coluna cervical. Com a idade, os discos intervertebrais perdem sua elasticidade, por perda progressiva do seu conteúdo de água. Quando a nutrição do disco se torna insuficiente, há perda dos seus elementos constituintes, que leva a redução da altura do disco, da sua resistência aos movimentos e aos traumas, mesmo pequenos, facilitando a sua ruptura e degeneração. Estas alterações discais são seguidas de reações ósseas das vértebras adjacentes, com a formação de osteófitos, ou bicos-de-papagaio, que tendem a fundir as vértebras.

Este conjunto de alterações pode predispor a uma redução do canal vertebral e dos forâmenes de conjugação. O canal vertebral contém a medula espinhal, que é uma estrutura nervosa responsável pela transmissão de todos os impulsos nervosos que chegam dos membros ao cérebro e que levam os estímulos nervosos do cérebro para os nervos e, conseqüentemente, para os músculos do corpo.

Não há uma causa única para a espondilose cervical. Pode haver uma predisposição à mesma nas pessoas cujo canal vertebral é congenitamente estreito.

Pequenos traumas repetidos contribuem para que os discos intervertebrais sejam lesados progressivamente, iniciando o processo de espondilose. Algumas profissões e atividades esportivas aumentam este risco.

Outro fator importante é o tabagismo, pois compromete a micro-circulação sangüínea e prejudica a nutrição do disco. Os osteófitos, os ligamentos e as facetas articulares hipertrofiados e os fragmentos discais protruidos, em conjunto, reduzem o canal e os forâmenes vertebrais, levando a compressão da medula e das raízes espinhais.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Hérnia de disco: acompanhamento físico e psicológico é fundamental

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A hérnia de disco é uma das doenças de coluna mais comuns. Seu tratamento costumava causar grande medo nas pessoas, pois era necessário uma grande cirurgia e longo tempo de recuperação. Hoje, médicos especialista em coluna oferecem um tratamento minimamente invasivo, oferecendo ótimos resultado com mínimos riscos ao paciente.

O paciente com hérnia de disco costuma apresentar dor que pode irradiar-se da parte inferior da coluna passando pela coxa, pela perna e chegando até o pé. Pode haver perda de sensibilidade e dificuldade ao movimentar membros inferiores. Normalmente estes sintomas são observados em um lado somente, porém são bastante incômodos.

A maioria dos casos de hérnia de disco podem ser tratados efetivamente com métodos conservadores como medicação, fisioterapia e cuidados posturais. Somente quando não obtemos melhora com métodos conservadores, utilizamos métodos minimamente invasivos como a foraminotomia cervical para ressecção da herniação. Esta técnica caracteriza-se por uma recuperação muito rápida no pós operatório. Nos casos onde a foraminotomia não esta indicada devido ao comprometimento do disco, utiliza-se método de preservação de movimento, como o disco artificial cervical, ou ainda métodos de estabilização rígida como a fusão cervical (artrodese).  

Abordagem psicologica no tratamento das dores da coluna

Assim como os fatores psicológicos podem contribuir para os problemas, a atitude, a compreensão e aceitação do paciente são pontos importantes no auxilio ao controle da dor crônica. Junto com o tratamento físico o paciente devera receber aconselhamento e acompanhamento psicológico para melhorar seu estado emocional.
Desenvolver uma atitude positiva sobre a recuperação aumenta as chances de que esta seja mais curta e fácil. 

Fatores que contribuem para dor

"A atitude, a compreensão e aceitação do paciente são pontos importantes no auxilio ao controle da dor crônica"

Depressão - É muito comum pacientes com dores crônicas na coluna desenvolverem algum nível de depressão. Há uma duvida quanto ao que vem primeiro: se a dor crônica ou a depressão. De qualquer maneira a depressão deve ser considerada e tratada adequadamente para que possa se alcançar o melhor resultado possível dos demais tratamentos.

Estresse - O estresse relacionado a outros aspectos da vida comumente aumentam a dor nas costas e pescoço. É muito importante identificar estes fatores de stress e a aprender a lidar com eles de maneira que não afete negativamente a dor. 

Medo e ansiedade - Estes são sentimentos comuns quando a dor volta após um período sem sintomas. Muitos questionamentos são feitos em relação às causas possíveis do retorno da dor. Irei perder os movimentos? Tenho câncer? Medo e ansiedade fazem com que a dor pareça maior do que realmente é.

Insônia - A insônia causada pela dor pode causar agitação, fadiga, transtornos de humor e irritabilidade. Tudo isso pode intensificar a dor. Restabelecer o ciclo de sono é um dos primeiros passos no tratamento da dor crônica. 

Opções de Tratamento

Técnicas de relaxamento são indicadas para lembrar ao paciente de relaxar física e emocionalmente com o objetivo de diminuir o desconforto na área afetada da coluna. O estresse físico e mental pode contribuir com este incomodo.

Atividades de lazer - Empenhar-se na realização de atividades que possam distrair sua mente e esquecer da dor forçando o seu cérebro a se concentrar em outras coisas que não a dor.

Pacing - é um auxiliar muito importante no processo de recuperação. É usado para ajudar a controlar a quantidade de trabalho que um paciente pode desenvolver em um determinado período de tempo a fim de evitar uma recaída ou mesmo a fadiga que também pode causar a dor.

Biofeedback - é um tratamento que usa eletrodos para monitorar a atividade muscular na área afetada da coluna e mostra isso em um monitor. Isto possibilita ao paciente visualizar o relaxamento dos músculos.

Existem, portanto, muitas maneiras de solucionar ou aliviar a dor nas costas. Procure um médico especialista em coluna e informe-se. 

Escrito por: Juliano Lhamby

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Obesidade sobrecarrega a coluna e aumenta as chances de hérnia de disco

 O problema que mais se destaca entre a população brasileira é a Hérnia de Disco (Foto: Divulgação)

Se na década de 70 a maior preocupação era com a desnutrição, hoje é a obesidade que chama atenção e coloca a saúde dos brasileiros em risco. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que 50,1% dos homens brasileiros com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de48%. São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres.

A obesidade passa longe de ser um problema somente estético, a doença está associada a diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta e infarto. Além disso, o sobrepeso pode atingir a coluna vertebral: 25% das pessoas obesas apresentam mais de chances de sofrer dores na coluna. Para ter a coluna afetada não é necessário entrar na categoria de obeso: cada 10 quilos a mais do que o recomendado aumenta o risco de dor nas costas. As pessoas obesas são as que mais enfrentam problemas na coluna, pois a obesidade sobrecarrega o peso sobre a coluna vertebral e pressiona os discos, causando uma hérnia no futuro. Mas o que muita gente não sabe &e acute; que não são apenas os obesos que correm esse risco. Aqueles que brigam com a balança também estão expostos a alterações na coluna.

As dores nas costas são bastante frequentes, afetam 36% da população do Brasil, segundo estudo feito pela Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz. Mas o problema é quando uma simples dor na costa impede a pessoa de realizar tarefas simples. Quando a dor é constante, acompanhada de formigamento, queimação e uma dor aguda que atinge o quadril, perna e nádegas, pode indicar um quadro de hérnia de disco.

A hérnia de disco é provocada por uma lesão dos discos que compõem a coluna vertebral. Esses discos estão localizados nas vértebras e agem como amortecedores, absorvendo os choques. 80 a 90% das hérnias de disco podem ser tratadas sem cirurgia, ou seja, apenas com tratamentos convencionais  que envolvem fisioterapia, exercícios físicos e medicamentos prescritos por um médico. Porém, quando a pessoa é obesa a cirurgia pode ser a mais indicada.

A cirurgia de hérnia de disco é indicada somente quando há perda motora ou de reflexo. Além disso, pacientes acima do peso são mais propensos a ter que passar por uma cirurgia para o tratamento cirúrgico da hérnia de disco em comparação a pacientes que não são obesos.

O problema é que a obesidade aumenta as chances de complicações cirúrgicas, o tempo operatório, a perda de sangue e o tempo de internação hospitalar. Estudos apontam que as chances das cirurgias feitas para aliviar a dor lombar e problemas de hérnia de disco não serem bem sucedidas são maiores em pacientes cujo IMC é superior a 40.

Além disso, outras doenças que estão associadas à obesidade também podem interferir na recuperação do paciente. Mesmo sabendo de todos os riscos, o paciente obeso deve conversar com o médico e avaliar quais são as chances reais de fazer uma cirurgia de coluna. Geralmente, quando a cirurgia é minimamente invasiva apresenta menos riscos de complicações do que as do tipo tradicional para os pacientes obesos.

Saúde em primeiro lugar

Perder peso é o primeiro passo para evitar e tratar doenças da coluna em pessoas obesas. O paciente obeso deve se preparar antes de submeter ao tratamento cirúrgico. É importante que ele comece adotando hábitos saudáveis. Além disso, as atividades físicas são grandes aliadas da hérnia de disco. O exercício compensa a fraqueza muscular típica dos pacientes com hérnia de disco.

Se você já foi diagnosticado com hérnia de disco, consulte seu médico para saber quais são os exercícios que pode fazer em casa para aliviar eventuais dores nas costas.

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