Tens nas Algias Lombares Causadas por Hérnia De Disco


TENS (transcutâneous eletrical nerve stimulation) é um estimulador elétrico com a capacidade de estimular nervos periféricos com eletrodos colocados na superfície do corpo e cujos estímulos gerados são pulsos de tensão com o objetivo clínico de provocar alívio sintomático da dor. A dor é um mecanismo de proteção do corpo. Ela ocorre sempre que algum tecido esteja sendo lesado, provocando reação no indivíduo, eliminando assim o estímulo doloroso. As algias são sintomas mais comuns na hérnia de disco lombar que é a liberação ou prolapso do núcleo pulposo por ruptura ou afastamento do anel fibroso.Como a dor radicular é a principal queixa de um paciente portador de hérnia discal e o TENS é o principal recurso fisioterapêutico usado para provocar analgesia, faz-se necessário um levantamento bibliográfico com a finalidade de trazer comprovações teóricas na eficácia do TENS nas algias causadas por esta patologia específica.

Há interrupção da dor no uso da TENS? Sua analgesia tem efeito duradouro? Pode ocorrer acomodação neural? Quais as modalidades do TENS ideais para dor aguda e dor crônica? Baseado em dados bibliográficos, o uso da TENS na melhora do desconforto do quadro álgico trará ao fisioterapeuta maior segurança em associar os demais recursos necessários na reabilitação do paciente com hérnia de disco lombar.

II-REVISÃO de literatura

II-1- Hérnia de Disco

II-1-a) Conceito:

Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL,1992).

Quando há uma herniação medial, envolve a medula espinhal diretamente, pode haver pouca ou nenhuma dor, ou dor na distribuição radicular bilateral. Sendo que, em muitas vezes, a dor é sentido em local distante da herniação do disco.(CECIL,1992)

II-1-b) Fatores Etiopatogênicos: Traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos.(SAMARA,1985).

II-1-c) Localização da dor Lombar

É geralmente entre L4 e L5 e entre L5 e S1 comprimindo as raízes L5 e S1, respectivamente. Mesmo sendo incomum, há herniação L3 e L4. ( CECIL,1992).

II-1-d) Quadro Clínico

A coluna pode manter-se rígida, a curva lordótica lombar normal pode desaparecer, espasmo muscular pode ser proeminente e a dor exarcerbar-se na extensão da coluna e ser aliviada em flexão lenta. A parestesia e a perda sensorial com fraqueza motora no miótomo suprido por aquela raiz, além da diminuição ou ausência de reflexos são evidências de distúrbios neurológicos causados pela hérnia discal.

Quando há elevação da perna estendida em decúbito dorsal pode reproduzir dor radicular. Ao elevar a perna contralateral e houver dor espontânea sugere – se hérnia discal.
Pode causar a dor durante a palpação sobre o nervo femoral na virilha ou sobre o nervo ciático na panturrilha, coxa ou glúteos. (CECIL,1992).

II-1-e) Dor na Hérnia Discal

Por ser a dor o sintoma mais comum nesta patologia , a origem exata da dor localizada não é conhecida , mas pode resultar de compressão do nervo sinovertebral . A dor radicular geralmente aparece depois de ataques repetidos de dor localizada e é percebida como aguda, de forma súbita que pode irradiar da coluna ao longo da distribuição inteira da raiz envolvida ou afetar somente uma parte desta raiz . Ambas as dores, localizada e radicular podem ser aliviadas com o repouso e aumenta com as atividades.

As hérnias podem ser assintomáticas, neste caso herniação para o centro dos corpos vertebrais que delimitam o disco ( Nódulo de Schmörl ). E podem ser sintomáticas, e quando hernia para dentro do canal vertebral comprimindo terminações e raízes nervosas. Estas dependem da localização, do tamanho, do tipo e do grau de envolvimento radicular.

Algumas fibras desse feixe terminam na substância reticular do tronco cerebral, e a maior parte se encaminha para o tálamo, terminando no complexo centro basal. Deste, os sinais são transmitidos para outras áreas basais do cérebro e para o córtex sensorial somático. Para a dor do tipo rápido ser bem localizada é preciso que os receptores táteis sejam também estimulados.

Paleoespinotalâmico = Sistema que transmite os sinais dolorosos pelas fibras periféricas de dor lenta do tipo C e ocasionalmente do tipo A ? . Essas fibras nervosas periféricas terminam nas lâminas I e II das pontas dorsais da medula que juntos são chamados de substancias gelatinosas .

Nas próprias pontas dorsais , os sinais passam por um ou mais neurônios internunciais de fibras curtas antes de chegar à lâmina V ( células transmissoras T ) , onde originam axiônios longos que se juntam às fibras da via de dor rápida passando pelo lado oposto da medula e se encaminha para o lado ipsio lateral em direção ao cérebro ( GUYTON,1984).

II-2-Dor

II-2-a) Receptores da dor e sua estimulação

Os receptores da dor são as terminações livres (pele, periósteo,paredes arteriais, …). A maior parte das fibras dolorosas pode ser excitada por tipos múltiplos de estímulos (frios, alogamento excessivo, calor, …), que são denominados nociceptores mecânicos, térmico e químico.

A dor rápida é evocada por nociceptores mecânicos e térmicos, enquanto que a dor lenta resulta dos três tipos de nociceptores. Esses nociceptores químicos podem ser estimulados por substâncias químicas que têm grande importância no aparecimento da dor do tipo lenta, tais como: bradicinina, serotonina e prostaglandina (aumenta a sensibilidade).

Os receptores da dor não se adaptam ao estímulo nocivo, fazendo com que o indivíduo permaneça alerta ao estímulo lesivo, que provoca a dor durante todo o tempo que ele persiste.(CECIL,1992)

II-2-b) Vias de transmissão da dor

As terminações nervosas livres utilizam duas vias : para a dor rápida e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

Os sinais de dor rápida são transmitidas nos nervos periféricos em direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A ? (rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C. Devido a esse duplo sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla (rápida- em pontada e em queimação).

Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro por meio de duas vias:

Neoespinotalâmico = As fibras rápidas de dor do tipo A ? transmitem principalmente os sinais dolorosos mecânicos e térmicos. Elas terminam na lâmina I das pontas dorsais (lâmina marginal), onde excitam os neurônios de segunda ordem, os quais originam longas fibras que cruzam para o lado oposto da medula pela comissura anterior e se dirigem para o cérebro pelas colunas ântero-lateral.

II-2-c) Opiáceos endógenos

Em 1975, descobriu-se que no sistema nervoso central existem receptores para opiáceos endógenos (endorfina, encefalina e substância P) em altas concentrações, especialmente em áreas identificadas por Melzak e Will e em áreas associadas com nocicepção como importantes na inibição dolorosa: tálamo sistema límbico, substância cinzenta periaquedutal e substância gelatinosa, (UMPHRED, 1994).

II-3- TENS

II-3-a) Conceito

É uma terapia segura, não invasiva que "reduz" ou "elimina" os sinais de dor, favorecendo ao indivíduo a execução de suas atividades com maior conforto. Sendo um estimulador sensitivo trancutâneo, os impulsos da corrente são transmitidos através da pele com o auxílio do gel para não haver interrupção do estímulo. Na medida que os impulsos atinge o nervo, obtém – se a regulação para o controle da dor.

São pulsos de tensão regulares com amplitude variável de mais ou menos 85 V, freqüência de 2 a 200 Hz com duração de 20 a 90 ms. É aplicado para o tratamento da dor aguda e crônica. (SULLIVAN,1997).

- De Pulso

Contração mais parestesia, intensidade variável de acordo com o nível de tolerância do paciente, analgesia após 10 a 30 minutos, freqüência de 70 a 100 Hz e tempo pulso de 100 a 200 s. ( RODRIGUES e GUIMARÃES, 1998).

- II-3-d) Sugestão no modo de estimulação e colocação dos eletrodos na dor lombar na hérnia de disco

- DOR AGUDA

Tens Convencional de alta freqüência com analgesia, através da teoria da comporta, atuando na substância gelatinosa. Os eletrodos tetrapolares podem ser colocados :

Bilateral – usando dois canais em ambos os lados da região lombar.

Cruzada – quando dois canais cruzam a área de dor, concentrando a corrente da região da dor.

- DOR CRÔNICA
- Tens de baixa freqüência ( Tens Acunputura ). Analgesia liberada pelos opiáceos . Os eletrodos devem ser aplicados nos miótomos segmentares relacionados ou em pontos remotos de acunputura. ( RODRIGUES e GUIMARÃES, 1998) .

II-3-b) O Tens e a modulação da dor

A explicação neurofisiológica mais provável que explica a modulação da dor pelo Tens, levando a analgesia , é através da ativação do "Portão espinhal da dor", proposta por Melzack e Wall. Teoria na qual há um bloqueio dos impulsos da dor que vem da periferia ( lâminas II,III e V),sendo assim , esse bloqueio na substância gelatinosa ( II e III) agiria como uma comporta que tem a capacidade de impedir que impulsos aferentes alcancem as células T , as quais conduzem a sensação de dor para diversas partes do cérebro ( cerebelo, tronco cerebral, tálamo e córtex). (UMPHERP, 1994).

Quando se aplica um estímulo não doloroso através das fibras A ( rápidas) , esse estímulo "fecha" a "comporta , inibindo a percepção da dor ao nível medular, estimulando as células da substância gelatinosa , assim é necessário que as fibras A sejam ativadas primeiro, já que possuem limiar alto, sendo despolarizada pela corrente de alta freqüência e baixa intensidade que é indicado para dores agudas, onde o efeito analgésico é rápido, porém menos duradouro e uma sensação de formigamento. A alta insensibilidade e a baixa freqüência atuam no sistema nervoso central, estimulando substâncias analgésicas endógenas. São indicados para dores crônicas, onde o efeito analgésico é mais demorado, essa modalidade provoca uma sensação dolorosa. ( RODRIGUES E GUIMARÃES, 1998).

II-3-c) Tipos de Tens

A tens apresenta quatro modos de estimulação :

- Convencional

A sensação é percebida por um formigamento. A analgesia é imediata ou após 20 minutos de aplicação ( 10 a 30 mA). O efeito analgésico dura de 20 minutos a 2 horas, dependente totalmente das atividades da vida diária, a freqüência vai de 50 a 100 Hz e o tempo de pulso ( T ) de 40 a 75 ms.

- Breve e Intensa

A sensação de fasciculação muscular , não ritmica , intensidade de 30 a 80 mA, analgesia de 10 a 15 minutos , dura enquanto a estimulação estiver presente, freqüência de 100 a 150 Hz e o tempo de pulso 150 a 250 ms.

- Acunputura

Contrações fortes, intensidade alta, no limite suportável, analgesia de 2 a 6 horas e o tempo de 20 a 30 minutos, a área de percepção é em pontos remotos de acunputura, freqüência vai de 1 a 4 Hz e o tempo de pulso de 150 a 250 ms.

Para SULLIVAN,1993, a estimulação de baixa freqüência semelhante a acunputura tem propiciado alívio a dor de uma certa porção da população de pacientes, mas esta proporção é significativamente menor que a associada a Tens convencional. E fica em aberto que o posicionamento do Tens de baixa freqüência deve ser mediado por um mecanismo não opióide ainda indefinido.

Já Carlos Castro ( UFSC) , apresentou uma sugestão clínica: "Na prática clínica, os melhores resultados aparecem quando se associa uma sessão com alta freqüência e baixa intensidade e outra sessão com baixa freqüêhncia e alta intensidade e assim sucessivamente.

UMPHRED,1994,afirma que a acomodação neural, que é uma diminuição na percepção do estímulo, acontecendo na medida que o nervo aumenta seu limiar de excitação com a estimulação repetida, é a principal inconveniência da Tens convencional.

III – METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada na biblioteca da UNCISAL e com o uso de livros particulares. Iniciou – se em 04.10.00 e finalização na data atual ( 17.10.00).

IV-DISCUSSÃO

Segundo UMPHERED,1994, pensa – se que a endorfina , substância química semelhante a morfina, produz analgesia e efeito no humor através de interneurônios na substância cinzenta dorsal.

V-CONCLUSÃO

Baseado em pesquisa bibliográfica, a Tens tem ótima indicação na dor lombar causada por hérnia de disco,pois atua diretamente na teoria da comporta da dor. O que falta, porém, é uma pesquisa de campo para se comprovar realmente a eficácia no alívio da dor nesse tipo de paciente.Deve – se levar em consideração que a Tens é apenas um recurso fisioterapêutico, necessitando de recursos afins que tratem da hérnia de disco de forma geral, pois o problema base da hérnia discal é o que leva o paciente a Ter essa dor, necessitando assim que o fisioterapeuta estude o paciente como um todo, direcionando o tratamento de forma mais linear possível.

Fonte

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Hernia de disco x Pilates


A hérnia de disco é uma patologia da coluna vertebral relacionada ao deslocamento da parte interna do disco intervertebral para fora de seu lugar. Mas antes, vamos entender os conceitos. Entre as vértebras temos os discos intervertebrais, cartilagens fibrosas que acompanham o formato das vértebras e tem como função amortecer impactos, amenizar atritos e permitir maior mobilidade entre as vértebras.

Devido à força da gravidade, tensão do dia-a-dia, vícios/desvios posturais, envelhecimento ou tipo de movimento realizado pelo indivíduo, o espaço entre essas vértebras diminui e o disco é pressionado e até desgastado. Quando este desgaste é muito grande pode ocorrer uma ruptura no anel (a parte externa do disco), deslocando o núcleo discal para fora. Geralmente esse fragmento do disco que escapa comprime alguma(s) raíz(es) do nervo ciático, causando dor em uma das pernas. Dores musculares, pela compensação postural, e formigamntos nos braços também pode acontecer.

Em muitos casos de comprometimento intenso da raiz nervosa, é indicado a cirurgia. Em outros, o tratamento da hérnia de disco pode ser através de mdicamentos que reduzem a dor e a inflamação, além de fisioterapia. Entretanto, muitos médicos vem indicando a prática de PILATES como parte do tratamento devido aos excelentes resultados que o método vem proporcionando a este público também.

O PILATES promove a estabilização da hérnia de disco, possibilitando uma vida saudável e sem dor. O método se fundamenta, entre outros, nas forças centrais do corpo – CORE – que inclui o complexo lombar pélvico dos quadris, ou seja, esses grupos musculares centrais vão absorver grande parte do impacto, estabilizando sobretudo as articulações da coluna. Além de restabelecer os espaços intervertebrais através do fortalecimento e alongamento dos grupos musculares, resultando em uma maior proteção dos discos intervertebrais e alinhamento da postura adequada. Desta forma, os sintomas que tanto incomodam tem uma melhora significativa, possibilitando as práticas das atividades da vida diária e profissional de forma satisfatória e segura.

fonte: www.flexuspilates.com

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Coluna vertebral


Coluna Vertebral


O bom funcionamento da coluna vertebral é um fator importante na qualidade de vida, dessa forma as informações contidas neste livro são essenciais para todos aqueles que desejam manter ou ajudar os outros a manterem uma coluna saudável. Este livro apresenta de maneira clara e simples algumas informações básicas essenciais sobre a estrutura e função da coluna vertebral para os estudantes das ciências da saúde.

Nele, o leitor encontrará os seguintes capítulos:

Coluna Vertebral;
Uma visão Geral;
Articulações da Coluna Vertebral;
Movimentos da Coluna Vertebral;
Músculos que atuam na Coluna Vertebral;
Biomecânica do Sistema Axial;
Efeitos da Posição Sentada e as Pressões sobre a Coluna Vertebral;
Patologias Vertebrais;
Lombalgia e Lombociatalgia de Origem Mecânica;
Posturologia;
Exercícios Complementares;
 Anatomia;
Cinesiologia e Biomecânica.

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Microcirurgias são opção para tratar a hérnia de disco

Excesso de peso, sedentarismo, hábito de fumar (enfraquece os ossos e as articulações), fraqueza dos ligamentos e até mesmo fatores genéticos contribuem para o aparecimento da hérnia de disco. Este problema é mais frequente entre a quinta vértebra lombar e a primeira vértebra sacra e pode ser incapacitante quando não tratado. Mas hoje os casos graves de hérnias de coluna podem ser curados por meio de cirurgias minimamente invasivas, diz o médico Eduardo Barreto, coordenador do Serviço de Neurocirurgia do Quinta D'Or e especialista em coluna vertebral. O tema foi escolhido pelos leitores para a coluna desta semana.

O que caracteriza a hérnia de disco?

EDUARDO BARRETO: É a saída por pressão e/ou compressão do núcleo pulposo, a parte central e gelatinosa do disco intervertebral, que serve para articular uma vértebra à outra. Os discos funcionam como amortecedores. A hérnia pode ser aguda, causada por um esforço súbito, ou aparecer devido a esforço repetitivo ou hábito de adotar posições viciosas, como se sentar de maneira errada ou carregar pesos de forma inadequada. O problema é mais frequente na coluna lombar que na cervical. Neste caso, pode ser mais perigoso, pois a hérnia pode afetar a medula espinhal e todo o conjunto de raízes que formam os plexos nervosos.

Existe alguma forma de prevenir ou evitar a hérnia de disco?

BARRETO: Praticar alongamento, dança de salão, ioga ou outras atividades aeróbicas de baixo impacto ajuda a prevenir. Outra dica é fa$atividades aquáticas, como hidroginástica, natação e esportes que não causam impacto no eixo da coluna vertebral. Estudos genéticos mostram que alguns genes são responsáveis por doenças na coluna vertebral, como a escoliose do jovem, e algumas famílias apresentam uma maior incidência de hérnia de disco.

Qual é o tratamento de rotina para hérnia?

BARRETO: Usualmente deve-se realizar o tratamento com medicamen$e medidas fisioterápicas para o controle da dor. Antigamente, na crise, preconizava-se o repouso por duas semanas ou mais. Atualmente recomenda-se o repouso de no máximo 48 horas e analgésicos potentes, receitados por médico. O repouso prolongado causa fraqueza muscular, favorece à depressão e traz efeitos colaterais que podem prejudicar a reabilitação.

Quando se deve operar?

BARRETO: A cirurgia é indicada quando houver sinais de compressão de estruturas nervosas, com sintomas de fraqueza muscular, falta de força ou, em casos graves, paralisia ou dormências progressivas em membros. O paciente precisa procurar um especialista na área e fugir dos remédios ditos "milagrosos". É bom lembrar que nem sempre a dor de coluna significa hérnia de disco. O sintoma pode ter outras origens, como a instabilidade da coluna, fratura de vértebra por osteoporose (perda óssea) ou trauma, ou até mesmo sintomas de tumores na coluna vertebral.

O que existe de mais moderno para tratar o problema?

BARRETO: O tratamento mais mo$para as hérnias de disco são os métodos minimamente invasivos, chamados de discectomias ou a retirada do disco, na verdade, apenas da hérnia. O procedimento é feito com anestesia local e sedação. O paciente interna-se de manhã e à tarde já está em casa. A técnica pode ser aplicada com jato de água (hidrodiscectomia), radiofrequência ou por meio de instrumentos especiais. Essas são cirurgias indicadas em casos especiais, dependendo de avaliação médica. A microcirurgia também pode ser uma alternativa em casos selecionados. Existem mais opções de tratamento, como a substituição de disco (por disco artificial). Para o paciente que precisa de cirurgia, é importante que ele discuta todos os detalhes com o seu médico. O objetivo no tratamento é evitar que uma dor aguda se transforme em crônica, trazendo sérios prejuízos. Quando já existe falência de todo o sistema de sustentação da coluna vertebral, a técnica com a fixação do segmento (a artrodese) pode ser uma proposta para resolver o problema.

A hérnia de disco tem cura?

BARRETO: O nosso corpo tem a capacidade de produzir substâncias que promovem a reabsorção da hérnia em casos iniciais e principalmente das chamadas hérnias extrusas. Este tipo de hérnia rompe o ligamento posterior e ela fica solta no canal vertebral, sendo mais comum na coluna lombar. Se o paciente responder ao tratamento clínico de no mínimo quatro a seis semanas, com medicamentos, fisioterapia e eventuais infiltrações, pode ficar curado, desde que se condicione para evitar novas crises no futuro.

Fonte: O Globo

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Hernia de disco pode dar aposentadoria


 Apesar de a lombalgia estar entre os principais motivos de licença médica, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, "poucas são as pessoas que se preocupam em fazer atividades físicas, como musculação e pilates, e manter uma postura correta no trabalho", segundo especialistas do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. O fisioterapeuta osteopata Helder Montenegro explica que é importante tomar cuidados no trabalho para prevenir dores na coluna, LER e hérnias de disco. E entre os mais prejudicados por esses problemas estão dentistas, arquitetos, fisioterapeutas, carteiros, cabeleireiros, motoristas, mecânicos, secretárias, entre outros que passam muitas horas na mesma posição – sentados ou em posturas inadequadas.


De acordo com o fisioterapeuta, exagerar no carregamento de peso (acima de 10% do peso do indivíduo), ficar muito tempo em uma mesma posição, repetir os movimentos por muitas vezes durante o dia ou mesmo executar tarefas com o tronco para frente – postura que mais sobrecarrega os discos intervertebrais – são alguns dos fatores que devem ser evitados. "A recomendação para esses profissionais é a prevenção, mas quando o problema surge é preciso procurar um tratamento o quanto antes", explica Montenegro.

Para os profissionais que já sofrem com problemas na coluna e não querem se submeter a uma cirurgia, o tratamento convencional tem apresentado bons resultados. Segundo a Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, somente 10% dos casos de hérnia de disco precisam de cirurgia. E, para os outros casos, tratamentos com fisioterapia aliada a exercícios de fortalecimento dos músculos posturais, podem ser eficazes, evitando a recidiva. Além disso, pode ser recomendado para esses pacientes o repouso e uso de analgésicos, anti-inflamatórios e anestésicos.

Fonte: Flöter&Schauff Assessoria de Comunicação.

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Hérnia de Disco pode ocasionar aposentadoria precoce


Apesar de a lombalgia estar entre os principais motivos de licença médica, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, "poucas são as pessoas que se preocupam em fazer atividades físicas, como musculação e pilates, e manter uma postura correta no trabalho", segundo especialistas do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. O fisioterapeuta osteopata Helder Montenegro explica que é importante tomar cuidados no trabalho para prevenir dores na coluna, LER e hérnias de disco. E entre os mais prejudicados por esses problemas estão dentistas, arquitetos, fisioterapeutas, carteiros, cabeleireiros, motoristas, mecânicos, secretárias, entre outros que passam muitas horas na mesma posição – sentados ou em posturas inadequadas.

De acordo com o fisioterapeuta, exagerar no carregamento de peso (acima de 10% do peso do indivíduo), ficar muito tempo em uma mesma posição, repetir os movimentos por muitas vezes durante o dia ou mesmo executar tarefas com o tronco para frente – postura que mais sobrecarrega os discos intervertebrais – são alguns dos fatores que devem ser evitados. "A recomendação para esses profissionais é a prevenção, mas quando o problema surge é preciso procurar um tratamento o quanto antes", explica Montenegro.



Para os profissionais que já sofrem com problemas na coluna e não querem se submeter a uma cirurgia, o tratamento convencional tem apresentado bons resultados. Segundo a Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, somente 10% dos casos de hérnia de disco precisam de cirurgia. E, para os outros casos, tratamentos com fisioterapia aliada a exercícios de fortalecimento dos músculos posturais, podem ser eficazes, evitando a recidiva. Além disso, pode ser recomendado para esses pacientes o repouso e uso de analgésicos, anti-inflamatórios e anestésicos.

Fonte: Flöter&Schauff Assessoria de Comunicação


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Hérnia de disco é tratada com microcirurgia à base de injeção de água


Uma nova técnica que utiliza jato d'água em alta velocidade começa a ser usada no Brasil para tratar hérnia de disco contida.

Nesse tipo de hérnia, o núcleo do disco intervertebral está inchado e comprime os nervos da coluna, causando inflamação e dor, mas não há rompimento da membrana.

Para descomprimir os nervos, uma agulha de 2 mm de diâmetro perfura a pele do paciente e chega à inflamação. A água entra no disco a 960 km/h e fragmenta seu núcleo. Em seguida, parte do conteúdo é aspirado, o disco murcha e a pressão sobre os nervos é reduzida.

O procedimento, desenvolvido nos EUA, será apresentado nesta semana no Congresso de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna Vertebral, que ocorre em São Paulo.

Estudos no exterior já mostraram que a técnica apresenta resultados semelhantes aos da cirurgia tradicional (chamado de microdiscectomia), que precisa de um corte de cerca de 3 cm para tratar a hérnia.

Por aqui, pesquisadores do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo realizam uma pesquisa para comparar o procedimento convencional com a técnica à base de água, conhecida como hidrodiscectomia.

Será avaliada a recuperação de 40 pacientes -metade será submetida à operação com água. Resultados preliminares de 16 pacientes mostram que a recuperação do doente (redução de dor e retorno às atividades do dia a dia) são semelhantes.

"Já com relação à cirurgia, como sangramento e tempo de internação, a hidrodiscectomia é melhor", diz o ortopedista Raphael Martus Marcon, do instituto do HC.

Com o jato d'água, o paciente recebe anestesia local e recebe alta no mesmo dia. A técnica convencional exige anestesia geral e ao menos um dia de internação.

CUSTO ALTO

No entanto, a nova técnica esbarra no alto preço do instrumento, patenteado por uma empresa norte-americana.

A agulha é descartável e custa cerca de R$ 18 mil.

"Mas a redução de gastos paralelos com internação, por exemplo, pode tornar a técnica vantajosa quando se popularizar", pondera o ortopedista Wilson Dratcu, do Hospital Abreu Sodré.

Os custos de material para uma fusão das vértebras -outra opção para tratar esse e outros tipos de hérnia- podem chegar a R$ 30 mil, compara Dratcu.

"A técnica não é acessível à maioria. Algumas operadoras de seguro ainda não a autorizam, como ocorre com toda nova tecnologia", diz o ortopedista Pil Sun Choi, presidente do congresso.

Além do HC de São Paulo, o Hospital Abreu Sodré, vinculado à AACD, oferece o procedimento e tem bons resultados preliminares.

As cirurgias são indicadas para quem não responde aos tratamentos como fisioterapia, acupuntura e remédios, o que equivale de 5% a 8% dos que têm hérnia de disco.

Fonte: Folha Online


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Hérnia de disco em crianças


A hérnia de disco é patologia própria do adulto, na qual ocorre a diminuição do teor de proteoglicanos no núcleo pulposo e ânulo fibroso, com alterações da pressão sobre o anel fibroso, levando à ruptura deste e extravasamento do material nuclear para o canal vertebral.


Assim sendo, a hérnia discal é patologia rara em crianças e adolescentes, chamar a atenção para o fato de que tais lesões podem ser causa de dor e escoliose na faixa etária estudada, podendo levar a dificuldades diagnósticas.

A hérnia discal faz parte do grupo de patologias que podem provocar dores nas costas em crianças e adolescentes, ao lado dos tumores, infecções, etc.

Algumas vezes os pacientes vêm para consulta para avaliação da escoliose, que é secundária à dor. É necessário que o ortopedista esteja atento às queixas do paciente, lembrando sempre que escoliose não é causa de dor na faixa etária aqui estudada, sendo imperioso que se investiguem as possíveis causas.

Os casos aqui descritos evoluíram bem com tratamento não cirúrgico, à exceção do caso 4, que foi operado tardiamente, em virtude de o paciente ter procurado tratamentos alternativos, retornando conosco após dez meses do início.

Preconiza~se inicialmente o tratamento conservador, indicando a cirurgia apenas nos casos não responsivos a este tratamento.
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Fisioterapia para hérnia de disco lombar

Objetivos

    Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

    Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.

Tratamento Passivo

Calor: utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

Massagem: a massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

Eletroterapia: as correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.

Tratamento Ativo

    Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

    Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão. Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

    Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

    Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior. Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

    "A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

    Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

    Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.

Tratamento Contra Indicado

    Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.

Prevenção

    O paciente deve evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar freqüentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada.

    Evitar hiperestender o pescoço ou deixar a cabeça numa posição protraída ou em inclinação para frente por períodos prolongados. Realizar exercícios de fortalecimento, para evitar fadiga, muscular, fornecer um suporte para a coluna lombar, evitando o reaparecimento dos sintomas.

Retorno a Atividade

    O paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.

    O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

    Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente. Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global). Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

    Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

    Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

    Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar. Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

    Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.

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Sintomas da hérnia discal cervical


As hérnias cervicais podem ser responsáveis por três tipos principais de sintomas: cervicalgia, braquialgia, e mielopatia.

A cervicalgia nada mais é do que dor no pescoço, na região cervical. Embora seja muito freqüente nos caso de hérnia, a dor cervical é um sintoma pouco específico, que pode ser causado por inúmeros problemas além das hérnias cervicais, desde a má postura, até as deformidades do pescoço.

Muitas vezes ficamos em dúvida se a cervicalgia é causada mesmo pela hérnia, ou se está sendo provocada por uma contratura muscular, ou outro fator associado. É muito difícil e arriscado fazer o diagnóstico de hérnia cervical, ou definir algum tipo de tratamento mais agressivo, apenas pela presença de dor cervical.

Braquialgia é a dor irradiada para o braço, que vem a ser o sintoma mais típico da hérnia discal cervical. Geralmente esta braquialgia vem acompanhada de dor cervical, podendo então ser chamada de cervicobraquialgia. Esta dor é provocada pela compressão que a hérnia faz nas raízes dos nervos que se distribuem nos braços, sendo equivalente à dor ciática, que ocorre nas hérnias discais lombares. A braquialgia irradiada é um sintoma que costuma ser bastante específico, levantando de imediato a suspeita de hérnia cervical. Muitas vezes, o trajeto por onde a dor se distribui no braço pode dar informações até sobre qual o disco mais provavelmente doente. Isso pode ser muito importante para se saber qual o disco está sendo realmente problemático naqueles casos em que os exames mostram mais de uma hérnia.

A mielopatia é o quadro provocado pela compressão da medula cervical. Nem todas as hérnias cervicais comprimem a medula, apenas aquelas de tamanho maior, e que se deslocam para a parte mais central do canal. A mielopatia é um sinal bem mais grave que a dor cervical ou a braquialgia, a existência de mielopatia significa sofrimento do tronco nervoso principal daquela região, existindo risco de lesões definitivas, irreversíveis, que podem  comprometer os movimentos e a sensibilidade de todo o corpo do pescoço para baixo, deixando seqüelas muito graves. É raro que a mielopatia se estabeleça de modo repentino, via de regra ela se instala de maneira lentamente progressiva, no decorrer de meses ou anos. O quadro mais comum é de dificuldade para caminhar, com rigidez e aumento dos movimentos reflexos das pernas, acompanhada de alguma fraqueza dos braços.

A cervicalgia e a braquialgia são sintomas dolorosos que podem ser bastante desagradáveis, e até mesmo provocar limitações grandes, mas costumam ser de natureza limitada e benigna, apresentando riscos apenas ocasionais de lesão neurológica. Com a mielopatia é diferente, devido ao risco de seqüelas ela é um sintoma preocupante, e uma indicação para que se penseem tratamento cirúrgico de maneira mais rápida.

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Imagens de hérnia de disco

COLUNA VERTEBRAL por Poder das Mãos.

COLUNA VERTEBRAL por Poder das Mãos.

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Tratamento para hérnia de disco L5 e S1



A hérnia de disco é causada pelo processo de protusão do disco intervertebral por rompimento de suas fibras. Com isso há o risco de pressionar as raízes nervosas no canal vertebral ou infeccionar ou inflamar. Estas lesões, conforme a localização em que se estabelecem, causam os sintomas da Hérnia com dores.

O disco intervertebral é um composto tecido fibrocartilaginoso na formação de fibras concêntricas e suporta e amortece as cargas que recaem sobre a coluna vertebral. Essas fibras guardam em seu centro um líquido gelatinoso e pulposo.

Trauma agudo à região cervical ou lombar, de intensidade suficiente para romper o AF protetor, por exemplo, uma queda Desgaste ao longo do tempo, por má postura, excesso de peso, ou disfunções biomecânicas não corrigidas.

A herniação pode resultar de forças excessivas, esforços repetitivos e tensão prolongada sobre o mecanismo hidráulico ou a presença de um anel defeituoso. Podem também ser encontrados os seguintes fatores ou a combinação deles: esforço anormal sobre mecanismo normal, esforço normal sobre mecanismo anormal, esforço normal sobre um mecanismo normal quando está despreparado para aceitar o esforço.

"Dois mecanismos tentam explicar a maior incidência das anormalidades observadas na parte anterior dessas apófises nos segmentos torácico e lombar da coluna vertebral: o primeiro, por herniação discal intervertebral, como nos nódulos de Schmori, e o segundo, na osteocondrose de Osgoodschlatter". "As forças de tração atuam na porção anterior da coluna lombar por contração do diafragma, atuando em sentido cranial. Esportes que exigem extensão forçada desse segmento vertebral apresentam maior incidência de lesões nas apófises vertebrais".
tratamento é feito com o objetivo de restabelecer o equilíbrio da coluna comprometido com o rompimento da estrutura discal.

Há dois tipos de tratamento para a Hérnia:

O tratamento tem o objetivo de restabelecer a estabilidade da coluna vertebral comprometida com a ruptura da estrutura discal. Não basta sedar a dor, mas sim restabelecer o equilíbrio da unidade funcional. O tratamento pode ser conservador como repouso, bloqueio anestésico, uso de analgésicos e antiinflamatórios, calor, fisioterapia e reeducação através de exercícios corporais.

Já a cirurgia é aconselhada para garantir o restabelecimento da resistência e estabilidade da coluna vertebral. Sendo esta uma estrutura que suporta grandes cargas, apenas a retirada da hérnia não alcança esse objetivo principal, sendo necessário à fixação dos elementos operados.

Assim, cirurgias de apenas ressecção parcial ou total do disco, estão fadadas ao descrédito, pois em seus resultados a médio e longo prazo os pacientes revelam-se incapacitados para exercer atividades físicas e, na maioria das vezes, há uma reincidência do quadro álgico.

Quando a hérnia ocorre na região cervical, a dor é uma cérvico-braquialgia, ou seja, inicia-se no pescoço e se irradia pelo braço. Além da dor, pode haver alterações da sensibilidade (parestesia).

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Técnicas Posturais


Curso Online de Técnicas Posturais

  • Atualizar e oferecer conhecimento na área de Técnicas Posturais;

  • Aprimorar os conceitos sobre a importância das técnicas posturais  visando a melhoria da saúde e qualidade de vida.

Tópicos a serem estudados nesse curso:

Anatomia da Coluna Vertebral e Pelve;
Sistema Ósseo e Articular;
Principais Ossos;
Acidentes Anatômicos;
Curvaturas Fisiológicas e seus Sistemas;
Movimentos e Eixos;
Ligamentos;
Músculos;
O que são cadeias musculares;
"Power house" - centro de força - que músculos a compõe;
Origem, inserção e função de cada músculo;
Musculatura estática e dinâmica;
O que é tonicidade;
Músculos mono e poliarticulares;
Agonistas, antagonistas e sinérgicos;
Músculos fásicos e tônicos;
Testes de força e encurtamento;
Fáscia;
Anatomia e função;
Disco Invertebral;
Composição e função;
Respiração;
Músculos respiratórios;
Tipos de respiração;
Influência na postura;
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Avaliação Postural; 
 O que é Postura;
A Boa Postura;
 Ficha de Avaliação;
Disfunções;
Disfunções da Coluna Vertebral;
Disfunções da Pelve;
Disfunções do Disco Intervertebral;
Disfunções dos Músculos e Cadeias Musculares;
Tratamentos;
Fisioterapia;
Técnicas Posturais e Manipulativas; 
 R.P.G. (Reeducação Postural Global);
Osteopatia;
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Isostretching;
Pilates.

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Novo tratamento da hérnia de disco afasta dores e possível cirurgia


Carregar bolsas ou mochilas pesadas, postura errada, não se acomodar na cadeira, dirigir muito, ter sobrepeso ou levar uma vida sedentária. Se você se encaixa em uma (ou mais) dessas situações, você provavelmente sofre comdores na coluna, que se não forem tratadas corretamente, podem se acentuar e evoluir para doenças mais graves. A coluna vertebral é composta por vértebras, discos intervertebrais, nervos, músculos, medula e ligamentos. É nesse conjunto que acontece a maior parte das disfunções que causam dores nas costas. Entre elas, a hérnia de disco, cujo estágio inicial está presente na coluna de quase 65% da população adulta brasileira. 

Qualquer dor na coluna é hérnia de disco?

As vértebras da nossa coluna estão unidas por articulações chamadas de discos intervertebrais, que são constituídos de material fibroso e gelatinoso e desempenham a função semelhante a de um amortecedor, dando mobilidade para locomoção (caminhar), movimentos de impacto (corrida e salto). A hérnia de disco ocorre quando parte do disco, em geral os das vértebras cervical, dorsal ou lombar, escorrega para trás ou para o lado da coluna, comprimindo o nervo, daí a causa das dores. No entanto, essa dor é bem característica, como explica o ortopedista e cirurgião de coluna Ricardo Ueta, da Unifesp: "O sintoma clássico é a dor irradiada para os membros inferiores. Primeiro, a dor vem associada à região lombar, depois vai atingindo as pernas, os pés, ocasionando fraqueza muscular e formigamento", diz o especialista. 

O surgimento de uma hérnia de disco está relacionado às sobrecargas compressivas no disco intervertebral, causadas por uma série de fatores como má postura, desvio da coluna, instabilidade articular da vértebra, sobrepeso, esforço repetitivo e fraqueza muscular. Alguns estudos apontam que pré-disposição genética é um fator significativo para o aparecimento do problema. Em geral, o quadro clínico aparecer entre 25 e 50 anos de idade, mas, às vezes, as manifestações de dor não aparecem logo de início. Essa demora na descoberta do problema pode dificultar o tratamento.  

Tratamentos comuns

Segundo o ortopedista Renato Ueta, não há cura para o problema. "A hérnia de disco é um processo degenerativo. Os tratamentos feitos visam retirar os sintomas do paciente, porém a hérnia continua lá", diz o ortopedista. Na maioria das vezes, a hérnia de disco é tratada com medicamentos para reduzir a dor. 

Outros procedimentos são a fisioterapia postural e manipulativa, hidroterapia e eletrotermoterapia. Porém, casos mais sérios necessitam de cirurgia. "Recorremos à cirurgia quando não há melhoria dos sintomas com os tratamentos medicamentosos e com afisioterapia. O objetivo da intervenção cirúrgica é realizar a descompressão do nervo, que é feita a partir da retirada de um pedaço do osso que fica atrás do disco alterado", explica o ortopedista. Mas, como todo processo cirúrgico, ele provoca chateações e preocupações nos pacientes, por causa dos riscos de lesão neurológica ou de uma infecção. 

Novo tratamento

Desenvolvido nos Estados Unidos e presente em 25 países, o equipamento de descompressão - trazido ao Brasil pela clínica Spinal Care, de São Paulo, especializada em tratamentos para coluna não invasivos - é novidade em tratamentos para a hérnia de disco. 

O método funciona assim: uma cinta acoplada à máquina é colocada no paciente, proporcionado uma tração na região da hérnia. O paciente permanece deitado durante o trabalho de descompressão. "O fisioterapeuta vai identificar o disco lesado e programar a máquina para efetuar a tração na medida e no local certo", explica o fisioterapeuta Felipe Nicodemos, da clínica Spinal Care. "O equipamento aplica exatamente a tensão necessária para a abertura entre uma vértebra e outra sem submeter a área ao risco de lesão". 

Com o novo método, a possibilidade de que o descolamento do disco intervertebral seja amenizado é maior do que nos tratamentos convencionais, pois a descompressão é realizada diretamente no disco afetado. Os demais tratamentos costumam tratar a hérnia indiretamente. "Mesmo que esta amenização não ocorra, o paciente, em geral, tem melhora completa das dores na região afetada", afirma o fisioterapeuta.

 O tratamento completo custa em torno de R$ 5 mil. É feito no período de seis semanas, divididas em 20 sessões de uma hora de duração. A primeira parte de cada sessão é usada para descompressão do disco e nos 30 minutos finais, o paciente passa por fisioterapia. Os testes feitos por pesquisadores norte-americanos apontaram que após seis semanas de tratamento as chances de o paciente necessitar de cirurgia de coluna são reduzidas em 80%.  

Restrições

Segundo o fisioterapeuta Felipe Nicodemos, o método não é recomendado para pessoas que tenham osteoporose severa, que realizaram a cirurgia de coluna, pacientes com suspeita de fratura de bacia, comprometimento intra-abdominal e pessoas que tenham instabilidade articular severa. "A máquina faz tração na coluna e a cinta é bem apertada. Por isso, não fazemos o procedimento em pacientes com essas restrições, uma vez que a descompressão pode gerar complicações sérias nesse grupo", explica o especialista.

Fonte: Minha vida

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Tratamento "caseiro" para hérnia de disco


Essas dicas, que podem ser consideradas um tratamento caseiro, pode ajudar a aliviar os sintomas causados por uma hérnia de disco, além de poder ajudar a previnir o aparecimento de novas crises..

Passos para reduzir a dor

Os passos seguintes podem ajudar a reduzir a dor:

  • Evite movimentos e posições que aumentam a dor ou dormência.
  • Limite suas atividades, e tentar descansar brevemente a sua volta se sua dor é severa. Tente ter caminhadas curtas e fazendo atividades leves que não causem dor. Depois, gradualmente inicie suas atividades regulares. Mesmo se você tiver dor, repouso no leito de mais de 1 a 2 dias pode causar os músculos em suas costas, bem como o resto do seu corpo pode se tornar mais fraco.
  • Use gelo ou calor para aliviar a dor. Aplique gelo 3 vezes ao dia. Não use gelo por mais de 15 a 20 minutos de cada vez. Calor alivia a dor, para algumas pessoas, mas não deve ser usado na fase aguda da lesão ( primeiras 72 horas). Pergunte ao seu médico sobre o uso de gelo e calor para reduzir a sua dor.
  • analgésicos sem prescrição tomar para ajudar a reduzir a dor. Exemplos incluem a aspirina (como Bayer), paracetamol (como Tylenol), ibuprofeno (como Motrin) e naproxen o sódio (como Aleve).

Medidas para reforçar a sua volta

Exercícios podem ajudar a acelerar a sua recuperação, prevenir novas lesões à sua volta, e reduzir o risco de deficiência de dores nas costas. Outras medidas que podem ajudar a manter suas costas fortes e saudáveis incluem a perda de peso se você estiver com sobrepeso, e deixar de fumar se você fuma.


Postado por Dani Souto. Contato: danisouto@gmail.com

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Hernia de disco e hidroterapia


No Brasil, as doenças músculo-esqueléticas, com predomínio das doenças da coluna, são a primeira causa de pagamento de auxílio-doença e a terceira causa de aposentadoria por invalidez (FERNANDES, 2000). As lesões caracterizadas por dor na coluna lombar tem adquirido relevante importância nas últimas décadas por afetar uma parcela importante da população economicamente ativa. Entre estas enfermidades, está a hérnia de disco lombar. Essa patologia, pelas disfunções, invalidez e aspectos socioeconômicos que a acompanham, tem sido tema de inúmeros estudos epidemiológicos entre os trabalhadores (GARCIA, 1996). Observou-se que 30 a 40 % da população assintomática adulta apresentam hérnia de disco lombar (ORTIZ, 2000). Estudos epidemiológicos relatam que 80% da população mundial sofrerá de dores na coluna algum dia de suas vidas (DEYO, 1983; KOES, 1991).

A coluna vertebral é o segmento mais complexo e funcionalmente significativo no corpo humano. É o eixo de suporte e movimentação do corpo humano funcionando ainda como uma proteção óssea para a medula espinhal. A sustentação é realizada pelos elementos anteriores (corpos vertebrais, disco, ligamentos longitudinais anteriores e posteriores), e os elementos responsáveis pela movimentação são os posteriores que são os arcos neurais e articulações (GUIMARÃES, 1998).

A hérnia de disco consiste na propulsão de parte do núcleo pulposo através do anel fibroso, envolvendo tipicamente um disco que demonstre sinais de degeneração prévia. O surgimento se dá mais freqüentemente entre os 35 e 40 anos. As causas são variadas: trauma, estresse, genética (KISNER, 1992). Entretanto, as disfunções posturais são as mais freqüentes. A má postura adquirida pela maioria da população nas atividades de vida diária é responsável pelo aumento da pressão intradiscal e conseqüente degeneração do mesmo.

Atualmente o tratamento conservador é a opção mais aceita. O curso benigno da patologia é reconhecido por vários autores. Em um estudo realizado por WEBER em 1983, foi constatado que após 4 e 10 anos de lesão discal havia o mesmo índice de recuperação entre os grupos controle e experimental. Outros estudos apresentam índice de 90% de sucesso no tratamento conservador. No entanto, nos pacientes com quadro incapacitante de dor, recidivas ou alterações neurológicas importantes (síndrome da cauda eqüina) o tratamento cirúrgico deve ser escolhido. Recomenda-se também tratamento cirúrgico quando o paciente não apresenta resposta ao tratamento conservador em até seis semanas (ORTIZ, 2000).


Não há consenso quanto ao melhor tratamento de escolha. Aqui apresenta-se a hidroterapia, pelo fato da água possuir algumas propriedades físicas importantes que contribuem com a aplicação terapêutica e por ter sido relatada por alguns autores como sendo eficaz para alívio da sintomatologia. São elas: densidade, gravidade especifica, pressão hidrostática e flutuação (RUOTI, 2000; SKINNER, 1985). A diminuição da força da gravidade, resultado da flutuação, permite ao paciente exercitar-se em um ambiente com redução das cargas compressivas. Assim, um dos maiores benefícios da terapia aquática é a possibilidade da intervenção precoce, visto que nos exercícios terrestres há aumento da pressão intradiscal (KONLIAN, 1999). 


OBJETIVO

Verificar, através de uma revisão bibliográfica, a eficácia da hidroterapia no tratamento conservador da hérnia de disco lombar. 


2. DISCO INTERVERTEBRAL

O disco intervertebral está disposto em quatro camadas concêntricas. A mais externa é composta por uma densa lâmina de colágeno, a intermediária é uma camada fibrocartilaginosa; uma zona de transição e o núcleo pulposo. As lâminas são mais finas e menos numerosas atrás do que na frente ou lateralmente (HUMPHREYS, 1999).

Quando um disco está sob compressão ele tende a perder água e absorver sódio e potássio até que sua concentração eletrolítica interna seja suficiente para prevenir maior perda de água. Quando este equilíbrio químico é obtido, a pressão interna do disco é igual à pressão externa. A continuação da aplicação da carga sobre o disco por um período de várias horas resulta em uma diminuição ainda maior na sua hidratação. Por esta razão, uma pessoa normal sofre uma redução da altura de aproximadamente 1 cm durante o curso do dia (HALL, 2000). 

Por ser avascular, o disco deve contar com determinados mecanismos para a manutenção de sua nutrição. Alterações intermitentes na postura e na posição do corpo alteram a pressão interna do disco, causando uma ação de bombeamento dentro dele. O influxo e efluxo de água transporta nutrientes para dentro e remove produtos metabólicos, basicamente desempenhando a mesma função do sistema circulatório em relação às estruturas vascularizadas do corpo. A manutenção do corpo em uma posição estática por um certo período de tempo diminui esta ação de bombeamento e afeta a integridade do disco intervertebral (HALL, 2000).

Ao se aplicar uma carga constante num disco vertebral, ocorre a diminuição da espessura do disco, sugerindo um processo de desidratação proporcional ao volume do núcleo. Ao se retirar a carga, o disco recupera a espessura inicial, e essa recuperação da espessura inicial exige um certo tempo. Quando ocorrem cargas e descargas num período curto de tempo, o disco não tem tempo de recuperar-se. Também se as cargas e descargas se repetem de modo muito prolongado, o disco não recupera sua espessura inicial, independente do tempo esperado. Este é o fenômeno do envelhecimento (KAPANDJI, 2000).

Os esforços exercidos sobre o disco intervertebral são consideráveis, principalmente quanto mais próximo estiver do sacro. Nos esforços de compressão axial, quando uma força é aplicada por um platô vertebral sobre um disco intervertebral, a pressão exercida sobre o núcleo é igual à metade da carga aumentada de 50% e a pressão exercida pelo anulo é igual à da outra metade diminuída de 25%. Assim, o núcleo suporta 75% da carga e o anulo 25% (KAPANDJI, 2000).

3. BIOMECÂNICA DA COLUNA LOMBAR

A acentuação da curva lombar é conhecida como lordose. Ela resulta tipicamente de um desequilíbrio entre o fortalecimento dos músculos lombares e o enfraquecimento dos músculos abdominais. A inclinação anterior da pelve freqüentemente acompanha a lordose e contribui ainda mais para o estiramento dos músculos abdominais. Esta condição é a causa mais comum de lombalgia postural (HALL, 2000). 

Segundo KAPANDJI, 2000, o grau de curvatura da coluna lombar depende também dos músculos dos membros inferiores ligados à pelve. O músculo psoas, flexor da coluna lombar sobre a pelve, acentua a lordose lombar quando contraído. A correção da anteversão pélvica é obtida pela ação dos extensores do quadril: isquiotibiais e glúteo máximo, que levam a báscula da pelve para trás e restabelece a verticalidade sacral diminuindo a lordose lombar. 

A ação dos músculos da parede abdominal é efetuada por intermédio de dois braços de alavancas: o inferior, constituído pela distância promonto-púbica, e o superior constituído pela distância dorso-xifóide. Daí vem o papel mais importante na correção da hiperlordose lombar, sendo suficiente contrair glúteo máximo e reto abdominal para endireitar a lordose lombar. A partir desse momento, a ação de extensão dos músculos das goteiras lombares pode obter a tração para trás das primeiras vértebras lombares (KAPANDJI, 2000).

É importante lembrar que na lordose há sobrecarga na parte posterior do disco intervertebral, justamente onde há maior fragilidade em relação às fibras do anel, por serem menos resistentes posteriormente, favorecendo a ruptura e herniação do material nuclear.





A fixação do centro tendíneo leva a uma ação do diafragma sobre a coluna lombar, permitindo um tensionamento dos espinhais para exercerem uma póstero-flexão a partir de uma flexão anterior. A inserção dos pilares sobre os disco intervertebrais permite atrair o núcleo para frente levando assim a um pinçamento vertebral posterior necessário à póstero-flexão (SOUCHARD, 1980). 

O diafragma tende sempre a adotar uma posição de inspiração devido a sua relação antagônica com os abdominais e massa visceral. Como conseqüência têm-se uma hiperpressão abdominal e hiperlordose lombar que exagera a horizontalização do sacro e tende a criar problemas ao nível L5-S1 e a nível sacro-ilíaco (SOUCHARD, 1980). 

4. HÉRNIA DE DISCO LOMBAR

A hérnia é mais comum entre as vértebras L4-L5 e L5-S1. Alguns estudos reportaram uma forte predisposição genética na etiologia da degeneração do disco vertebral. Alterações na hidratação e no colágeno também são fatores importantes no desenvolvimento da hérnia discal, por reduzirem o efeito amortecedor. Dessa forma, haverá a transmissão de grande parte das forças que serão distribuídas assimetricamente (HUMPHREYS, 1999). Ortiz aponta o levantamento de peso como 31,4% das causas, 10 % para a realização de esportes e 2,7 % para quedas (ORTIZ, 2000).

Segundo KAPANDJI, 2000, a partir dos 25 anos as fibras do anel fibroso começam a desenvolver degenerações. As difusões da substância nuclear podem ser concêntricas, mas geralmente são radiais. As difusões anteriores são raras devido ao reforço pelo ligamento longitudinal anterior. Já as posteriores são bem freqüentes, principalmente no sentido póstero-lateral. Dessa forma, ao sofrer a pressão axial e entrar em esmagamento, uma porção do núcleo pulposo difunde-se, quer para frente, quer para trás, podendo alcançar a borda posterior do disco e aparecer sobre o ligamento vertebral comum posterior, e permanecer bloqueada pelo ligamento, ou entrar em conflito com alguma raíz nervosa. 

SINTOMAS

O primeiro sintoma da hérnia de disco lombar é uma dor aguda, em queimação e em pontada, que irradia para a parte lateral ou posterior da perna até abaixo do joelho (HUMPHREYS, 1999).

As manifestações de dor, com ou sem irradiação para o dermátomo correspondente, acompanhada de sinal de Lasegue e Tensão do Ciático positivos, comprometimento de reflexos, diminuição de força a alterações de sensibilidade estão presentes, mas são variáveis de caso a caso (HENNEMANN, 1994). 

A dor varia também com a mudança de posição. A posição de decúbito lateral associada à flexão de quadril alivia a dor ciática de L5-S1. A pressão no disco intervertebral aumenta na posição sentada e inclinada, e diminui na posição de pé ou deitada, explicando porque a maioria dos pacientes sentem alívio na postura ereta ou deitada (HUMPHREYS, 1999). No entanto, alguns pacientes sentem alívio na posição em pé ou sentado e piora em decúbito (HENNEMANN, 1994).


TRATAMENTO

A opção pelo tratamento conservador ganhou ênfase com o estudo de WEBER (1983). SAAL descreve em 1996 a história natural da hérnia de disco tratada sem cirurgia. Ele conclui que a hérnia de disco lombar tem um prognóstico favorável para a maioria dos pacientes, principalmente naqueles submetidos a um programa de atividade física. Não existem dados relativos a tratamentos como manipulação, repouso, eletroestimulação transcutânea em pacientes com hérnia de disco lombar. Entretanto, exercícios terapêuticos, como alongamento e treinamento de força da musculatura da coluna, têm produzido resultados interessantes devido ao retorno da capacidade funcional ser mais rápido do que nos pacientes sedentários. A inatividade, apesar de grande efeito na redução da dor, leva ao descondicionamento, perda de minerais, transtornos sócio-econômicos e perda da motivação. 

REABSORÇÃO

Um tópico relevante a respeito das hérnias de disco é a reabsorção do disco. Na história natural da hérnia de disco há indicativos da ocorrência do processo de reabsorção que se segue ao processo inflamatório inicial (HENNEMANN, 1994). SAAL, 1990, realizou um estudo analisando tomografias computadorizadas de pacientes antes e após tratamento conservador, com tempo em média de 25 meses entre um e outro. O tipo de tratamento não foi citado no artigo. O que se verificou foi que, dos 11 pacientes analisados, todos obtiveram redução do disco herniado. É interessante ressaltar que as maiores hérnias obtiveram os melhores resultados. Os mecanismo que levam a essa reabsorção não estão esclarecidos, entretanto alguns autores apresentam algumas hipóteses. No mesmo estudo citado acima, SAAL sugere que quando o material nuclear é exposto ao compartimento vascular do espaço epidural e é separado do compartimento nutricional do disco, o processo de reabsorção começa. O fato de haver um fragmento separado do disco inibe a produção dos proteoglicídeos hidrofílicos no disco, levando à dessecação. Além disso, células no espaço epidural, que são estimuladas pela resposta inflamatória, favorecem a fagocitose do material nuclear. Isto talvez explique porque as maiores exposições são reabsorvidas mais rápido. 


5. HIDROTERAPIA

A hidroterapia ou reabilitação aquática é uma modalidade terapêutica que tem o uso da água como meio de cura. O início do uso da hidroterapia é desconhecido, porém há registros datados de 2400 a.C. indicando que a cultura proto-índia utilizava água com finalidade terapêutica. A Era da Cura pela Água, que vai de 500 a 300 a. C. foi marcada pela criação de escolas de medicina nas estações de banho e fonte. Hipócrates usava o banho em contraste para tratar muitas doenças, como musculares e articulares (RUOTI, 2000; SKINNER, 1985). 


PROPRIEDADES FÍSICAS DA ÁGUA

A água possui algumas propriedades físicas importantes que contribuem com os benefícios da aplicação terapêutica.

Densidade

É a relação entre massa e volume de uma substância (SKINNER, 1985).

Gravidade específica ou densidade relativa

É a relação entre a densidade da substância e a densidade da água. A massa corporal magra possui densidade de 1,1 enquanto que a gorda possui densidade de 0,90 (RUOTI, 2000; SKINNER, 1985). 

Pressão hidrostática (Lei de Pascal)

A lei de Pascal afirma que a pressão do líquido é exercida igualmente sobre todas as áreas da superfície de um corpo imerso em repouso. A pressão aumenta com a profundidade e com a densidade (RUOTI, 2000). 

Flutuação (princípio de Arquimedes)

Afirma que há uma força oposta à gravidade atuando sobre o objeto. Quando um corpo está completa ou parcialmente imerso em um líquido em repouso, ele sofre um empuxo para cima igual ao peso do líquido deslocado. A força origina-se de que a pressão de um líquido aumenta com a profundidade. Corpos com densidade relativa maior que 1 afundará e os com menor que 1 flutuará pois o peso do objeto é menor do que o peso do corpo deslocado. Assim, o corpo humano desloca um volume de água que pesa ligeiramente mais do que o corpo, forçando o corpo para cima por uma força igual ao volume de água deslocado. Se a densidade da substância for igual a 1, ela flutuará logo abaixo da superfície da água. Com imersão até o processo xifóide, o corpo humano é descarregado em torno de 75% do peso corporal, com imersão até a cicatriz umbilical, em torno de 50% (RUOTI, 2000; SKINNER, 1985).

Um dos benefícios mais importantes da reabilitação aquática é a intervenção precoce, visto que na fase aguda da patologia os exercícios em terra não são toleráveis por aumentar as cargas compressivas na coluna. Na água, essas forças são bem reduzidas, favorecendo um programa de reabilitação mais intenso e precoce sem prejudicar a coluna. O repouso já está contra-indicado devido à atrofia e fraqueza muscular. Com o calor da água, há redução do espasmo muscular e da dor (ciclo espasmo/dor) pelo maior aporte de sangue e oxigênio para os tecidos lesados, e proporciona aos pacientes o preparo necessário para os exercícios em terra (KOLIAN, 1999). 

KOLIAN, 1999, propõe que o primeiro fator a ser considerado no tratamento hidroterápico é a redução da dor e espasmo e a estabilização dos movimentos padrões, onde é ensinado ao paciente como manter a coluna em posição neutra nas posições funcionais, como ao se levantar, ao transferir-se, ao se ajoelhar. Essa posição neutra é definida como a posição que garante maior estabilidade e menor estresse para a coluna. O próximo passo seria o fortalecimento do tronco proximal para desenvolvimento da postura a facilitar função. Desde que o paciente esteja hábil para manter a coluna neutra (através do fortalecimento dos abdominais), o paciente deverá realizar uma série de exercícios de estabilização com o objetivo de criar um feedback no centro de controle motor para manter sempre esta estabilização. 

A modificação dos estilos de nado para a reabilitação aquática também é válida. Os objetivos são eliminar movimentação do tronco, reforçar o controle lombar, encorajar propulsão dos quadris, joelhos e tornozelos, desenvolver estabilidade do pescoço e cabeça e estabilizar o controle e força dos membros superiores (KOLIAN, 1999).

Foi realizado um estudo por MCILVEEN, 1998, randomizando-se paciente com lombalgia e lombociatalgia para tratamento hidroterápico em grupo experimental e controle. O diagnóstico mais freqüente foi degeneração do disco intervertebral e condições degenerativas da coluna. Após 4 semanas, com sessões de 60 minutos 2 vezes por semana, os pacientes do grupo experimental apresentaram melhora significativa da capacidade funcional. Os pacientes do grupo controle apresentaram uma deterioração da funcionalidade. As outras variáveis como dor, grau de flexão e extensão lombar, reflexos neurológicos e sinal de Lasegue não apresentaram resultados estatisticamente válidos, entretanto a maioria dos pacientes beneficiados estavam no grupo experimental. 

LANGRIDGE, 1988, concluiu que, dos 27 pacientes do tratamento hidroterápico, 96% relatou aumento da qualidade de vida e 67% diminuição dos custos com médicos. Após 6 meses de tratamento, 85% relatou alívio da dor.

SMIT, 1991, submeteu 19 pacientes com lombalgia crônica a tratamento hidroterápico, desses, 14 relataram diminuição da dor e 16 aumento da mobilidade tóraco-lombar.

A tração é um dos tratamentos mais citados pelos autores. O paciente deve ser posicionado de modo a provocar separação de um segmento da coluna vertebral . Essa separação possibilita o fluxo de líquido e melhora a nutrição do disco intervertebral. O estiramento dos tecidos em torno da raíz nervosa possibilita o fluxo circulatório livre, melhorando a nutrição para o nervo e remove metabólicos e exsudatos produzidos por inflamação de baixo grau (GUIMARÃES, 1998).

A auto-tração é realizada numa mesa especial, dividida em 2 partes que podem ser movidas pelo fisioterapeuta. Com o paciente deitado na mesa, a pelve é presa por uma cinta fixada no fim da mesa. O tratamento começa com o paciente na posição mais confortável: supino, prono ou decúbito lateral. O paciente, então, puxa vigorosamente na barra da mesa acima de sua cabeça por um período de 3 a 6 segundos, tracionando assim a coluna lombar. Depois de descansar por 1 minuto, o paciente repete o procedimento por 30 a 60 minutos. Enquanto o paciente produz a força de tração, o fisioterapeuta move uma parte da mesa na direção do posicionamento menos doloroso (TESIO, 1993). 

A tração passiva pode ser realizada na mesma mesa da autotração. Com o paciente em supino, as coxas são fletida em 45o suportadas por um travesseiro cilíndrico abaixo dos joelhos. A tração é ajustada manualmente e mantida por uma corrente conectada nos pés da mesa. O ângulo vertical do peso é mantido entre 30 e 60º, tentando corrigir a lordose. O peso utilizado é de 35% do peso do paciente. Uma força oposta é obtida através de um colete torácico fixo à cabeceira da mesa (TESIO, 1993).

ONEL, 1989, descreve os seguintes efeitos da tração: retificar a lordose lombar acompanhada pela distração dos corpos vertebrais e aumento da altura do disco, alongamento da musculatura lombar e ligamentos, alargamento do forame intervertebral e espaços das articulações apofisárias. Esses efeitos causam uma diminuição na pressão intradiscal e provavelmente criam uma pressão negativa intradiscal que puxa o disco herniado de volta. No estudo realizado por Onel, 30 pacientes foram submetidos à tração lombar de 45 Kg por volta de 40 minutos durante um mês. O estudo não traz referência quanto à freqüência da tração, apenas que, após a vigésima sessão, os pacientes foram reavaliados. Dos 9 pacientes com hérnia lombar póstero-lateral, 3 apresentaram aumento do espaço discal, alargamento dos forames neurais, regressão do material herniado, tecido adiposo epidural tornou-se proeminente e ligamento amarelo mais fino; 1 apresentou separação das articulações zigoapofisárias e regressão do material herniado; 1 obteve somente separação da articulação zigoapofisária; 2 obtiveram mudanças no espaço discal ou articulações e regressão do material herniado; em 2 pacientes, nada mudou. Então em 66% houve regressão da substância herniada. Kolian, 1999, descreve que a tração produz relaxamento, reduzindo a pressão e irritação da raiz nervosa, e a água aquecida auxilia na redução do espasmo muscular.

DEYO, 1983, também relata a diminuição da protusão do disco em pacientes com hérnia de disco submetidas à tração observada por exames de raio-X. Sugere a aplicação de 25% do peso total do corpo para superar a inércia e resistência do corpo reinclinado e promover a distração da coluna. 

Já GILLSTRÖM, 1985, não registrou nenhuma diferença em tomografias computadorizadas e mielografias de pacientes com hérnia lombar submetidos à tração.

TESIO, 1993, realizou um estudo comparando a tração passiva e auto-tração e confirmou que a auto-tração é um método conservador efetivo na hérnia de disco lombar. Foi observado diminuição da dor e disfunção, e normalização dos sinais neurológicos. 

LARSSON, 1980, cita um estudo realizado por Lind em 1974, onde 20 pacientes com hérnia de disco foram tratados com auto-tração antes da cirurgia, e ao final do tratamento 15 deles não precisaram mais ser operados. Além da diminuição da dor, a redução dos sinais neurológicos foi verificada. 

6. MATERIAIS E MÉTODOS

No período de janeiro a abril de 2001 foi realizado um levantamento bibliográfico junto ao COMUT da Universidade Católica de Brasília sobre o tema "hérnia discal lombar e tratamento hidroterápico". Utilizou-se para esta pesquisa as bases de dados Lilacs, Medline, USP, UFRGS, Proquest, Rehabilitation, Unb e Scielo, utilizando as palavras-chave "hidroterapia", "hérnia de disco lombar", "tração lombar", "tratamento conservador". Os seguintes bancos de dados foram consultados: Bireme e IBICT. Os idiomas pesquisados foram o português, inglês e espanhol por se tratarem de idiomas de conhecimento da pesquisadora. É sabido também que a língua inglesa fornece dados atuais sobre o tema em questão.

Dos 92 artigos levantados foram selecionados 37 por tratarem diretamente do tema proposto ou estarem a ele associado. Foram considerados como critérios de exclusão desta pesquisa os artigos relacionados a tratamento cirúrgico e medicamentoso. A época de revisão bibliográfica variou de 1983 a 2001. O estudo de WEBER (1983) foi selecionado por ser clássico e mencionado por vários autores.

Dos periódicos selecionados, o de maior interesse foi a revista Spine, por possuir diversos artigos relacionados ao tema.

Finalizando o levantamento foram consultadas também literaturas, onde foram encontrados os conceitos clássicos de anatomia, patologia e biomecânica.

Os procedimentos de levantamento de dados foram realizados pelos funcionários da biblioteca; os artigos e livros foram selecionados pela pesquisadora, procurando direcionar a pesquisa para o tema proposto.

7. DISCUSSÃO

As patologias da coluna são as que mais incapacitam a população. Na análise de diversos artigos, ficou constatada a enorme prevalência de doenças músculo-esquelética que atingem a população economicamente ativa, confirmando também a grande repercussão na economia do país, devido ao aumento de aposentadorias por invalidez e gastos com tratamento adequado para esses pacientes. 

É de consenso que as intervenções cirúrgicas só devem ser realizadas após a tentativa do tratamento conservador. HENNEMANN, 1994, coloca que 80 a 90% dos casos de hérnia de disco lombar apresentam resultados satisfatórios com intervenção conservadora. Entretanto, a intervenção cirúrgica torna-se necessária quando há síndrome da cauda eqüina, comprometimento neurológico importante e progressivo, dor incapacitante e falha no tratamento conservador após seis semanas. 

Há muita controvérsia entre os diversos autores em relação ao tratamento conservador da hérnia de disco lombar. Vários métodos têm sido propostos, como: repouso, uso de coletes, manipulação, tração, exercícios terapêuticos, estimulação elétrica transcutânea, uso de calor, ultra-som, reeducação postural. Entretanto, faltam evidências científicas do melhor método de escolha. 

A reeducação postural, que é essencial para o paciente com hérnia de disco lombar, visto que a disfunção músculo-esquelética é fator de risco para desenvolvimento de patologia discal, não foi proposto pela grande maioria dos artigos revisados. HENNEMANN, 1994, CASAROTTO, 1995 e WEBER, 1983 citam a importância da escola de postura (Back School), onde os déficits posturais devem ser corrigidos, como o encurtamento de isquiotibiais, do psoas, a fraqueza dos abdominais e extensores lombares que favorecem a lordose. Além disso, habilita-se o paciente a cuidar da sua coluna, através do conhecimento dos fatores geradores de dor e o que fazer para preveni-lo.

O tratamento na hidroterapia é baseado no princípio de Arquimedes e na correção da lordose. A flutuação auxilia no aumento dos espaços intervertebrais. O paciente é orientado a permanecer em retroversão pélvica, retificando a lordose lombar, ajudando no aumento dos espaços entre as vértebras e alívio da compressão radicular. Orienta-se também a retificação da lordose cervical, mantendo a coluna alinhada. Os exercícios de reeducação postural agem alongando a musculatura paravertebral de toda coluna e são realizados em concordância com a respiração. 

A reeducação postural permite o relaxamento do diafragma, ao mesmo tempo pela subida do centro tendíneo na expiração e pelo estiramento de suas inserções lombares devido à correção da lordose (SOUCHARD, 1980).

A respiração correta produz um equilíbrio na musculatura lombar e abdominal devido a suas inserções nas vértebras tóraco-lombares e de sustentação de vísceras, por isso verifica-se a importância da reeducação respiratória proporcionando uma facilitação na recolocação das estruturas músculo-esqueléticas de forma a se obter uma estabilidade postural na região lombar.

Há uma tendência positiva em relação à prática de exercícios. O repouso, de acordo com DEYO, 1986, deve ser recomendado por, no máximo, dois dias. MALMIVAARA, 1995, escreveu que a atividade tolerada contínua é mais benéfica que o repouso no leito.

DEYO, numa revisão bibliográfica realizada em 1983, relatou que os três tipos de exercícios mais recomendados são: hiperextensão para alongar musculatura paravertebral, mobilizações em geral para aumentar graus de movimentos e contrações isométricas para musculatura abdominal e lombar, para estabilizar a coluna. 

MCILVEEN não encontrou resultados satisfatórios em relação à melhora da dor e mobilidade da coluna e déficit neurológico nos pacientes submetidos à hidroterapia. Entretanto, o mesmo acredita que o tempo de tratamento a que a amostra foi submetida foi curto (2 vezes por semana por 1 mês). O tempo de tratamento proposto pela literatura com exercícios terapêuticos normalmente é de no mínimo 3 meses, 3 vezes por semana, e na hidroterapia não seria diferente. 

Em relação a tração lombar, o método de aplicação não está bem definido. Falta consenso quanto ao posicionamento do paciente e ao peso aplicado. Somente a preferência da auto-tração em relação à tração passiva parece estar bem solucionada.

Não foram encontrados relatos sobre a tração subaquática. O trabalho é realizado de forma empírica, baseado nos relatos positivos de que a tração em terra possui efeitos mecânicos na anatomia e biomecânica, e possivelmente reduz o tamanho do disco herniado.

Na piscina, a tração vertical pode ser usada fixando-se pesos na cintura ou nos tornozelos, produzindo uma força oposta à da flutuação. É possível também a utilização de um colete flutuante, que colocado sobre o tórax, auxiliará a força de flutuação. 

8. CONCLUSÃO

Da leitura dos diversos autores pode-se concluir que o tratamento conservador da hérnia de disco lombar necessita de mais evidências científicas. Vários tratamentos são propostos, dentre eles a hidroterapia, tratamento considerado mais adequado para a hérnia de disco pois as propriedades físicas da água, principalmente a flutuação, possuem repercussões positivas em relação à hérnia proporcionando alívio da dor, melhora da postura e mobilidade, normalização dos sinais neurológicos e da qualidade de vida. 

Percebe-se a importância da postura na prevenção da hérnia de disco. As orientações de posicionamento funcional para as atividades de vida diária são essenciais para evitar as recidivas. Assim como um diabético necessita de insulina diariamente, o paciente com hérnia de disco lombar, ou qualquer outra patologia da coluna, deve cuidar da sua coluna diariamente.

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O nervo ciático


Condição em que as pernas têm movimento e/ou sensação prejudicados devido a um dano ao nervo ciático.

A disfunção do nervo ciático é uma forma de neuropatia periférica. Ocorre quando há dano ao nervo ciático, o qual se localiza na perna, na região dos músculos da parte posterior do joelho e na porção inferior da perna. O nervo ciático é o responsável pela sensação da parte posterior da coxa, parte da porção inferior da perna e sola do pé. Um dano parcial ao nervo ciático pode parecer idêntico a um dano a uma das ramificações do nervo ciático (disfunção do nervo tibial ou disfunção do nervo peroneiro comum).

A disfunção de um grupo nervoso, como o nervo ciático, é chamada de mononeuropatia. A mononeuropatia indica que o dano ao nervo teve uma causa local, ainda que distúrbios sistêmicos possam, em alguns casos, provocar dano a um nervo isolado (como acontece na mononeurite múltipla). São causas comuns: o trauma direto (freqüentemente devido a uma injeção aplicada nas nádegas), uma pressão externa prolongada no nervo e uma pressão no nervo vinda de estruturas corporais próximas. O aprisionamento provoca pressão na porção do nervo que passa por uma estrutura estreita. O dano causa a destruição do revestimento de mielina do nervo ou a destruição de parte da célula nervosa (o axônio). Tal dano retarda ou impede a condução de impulsos através do nervo.

É comum a ocorrência de lesões ao nervo ciático por fraturas da pélvis ou por ferimentos de bala ou outros traumas às nádegas ou à coxa. Pode haver lesão ao nervo durante a aplicação de injeções intramusculares nas nádegas, ou por se estar sentado ou deitado por muito tempo, Com pressão sobre as nádegas. Doenças sistêmicas geralmente afetam o nervo, causando polineuropatia (dano a diversos nervos), tais como o diabetes mélito ou a poliarterite nodosa. O nervo também pode ser danificado por lesões, como um tumor, um abscesso, ou um sangramento na pélvis. Em muitos casos, não se pode identificar a causa. Estes fatores mecânicos podem ser complicados por uma isquemia (falta de oxigênio devida a uma diminuição do fluxo sangüíneo) na área. A ruptura de um disco lombar pode causar sintomas que se parecem com os de disfunção do nervo ciático.

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