Hérnia de disco em crianças


A hérnia de disco é patologia própria do adulto, na qual ocorre a diminuição do teor de proteoglicanos no núcleo pulposo e ânulo fibroso, com alterações da pressão sobre o anel fibroso, levando à ruptura deste e extravasamento do material nuclear para o canal vertebral.


Assim sendo, a hérnia discal é patologia rara em crianças e adolescentes, chamar a atenção para o fato de que tais lesões podem ser causa de dor e escoliose na faixa etária estudada, podendo levar a dificuldades diagnósticas.

A hérnia discal faz parte do grupo de patologias que podem provocar dores nas costas em crianças e adolescentes, ao lado dos tumores, infecções, etc.

Algumas vezes os pacientes vêm para consulta para avaliação da escoliose, que é secundária à dor. É necessário que o ortopedista esteja atento às queixas do paciente, lembrando sempre que escoliose não é causa de dor na faixa etária aqui estudada, sendo imperioso que se investiguem as possíveis causas.

Os casos aqui descritos evoluíram bem com tratamento não cirúrgico, à exceção do caso 4, que foi operado tardiamente, em virtude de o paciente ter procurado tratamentos alternativos, retornando conosco após dez meses do início.

Preconiza~se inicialmente o tratamento conservador, indicando a cirurgia apenas nos casos não responsivos a este tratamento.
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Fisioterapia para hérnia de disco lombar

Objetivos

    Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

    Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.

Tratamento Passivo

Calor: utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

Massagem: a massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

Eletroterapia: as correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.

Tratamento Ativo

    Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

    Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão. Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

    Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

    Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior. Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

    "A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

    Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

    Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.

Tratamento Contra Indicado

    Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.

Prevenção

    O paciente deve evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar freqüentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada.

    Evitar hiperestender o pescoço ou deixar a cabeça numa posição protraída ou em inclinação para frente por períodos prolongados. Realizar exercícios de fortalecimento, para evitar fadiga, muscular, fornecer um suporte para a coluna lombar, evitando o reaparecimento dos sintomas.

Retorno a Atividade

    O paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.

    O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

    Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente. Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global). Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

    Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

    Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

    Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar. Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

    Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.

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Sintomas da hérnia discal cervical


As hérnias cervicais podem ser responsáveis por três tipos principais de sintomas: cervicalgia, braquialgia, e mielopatia.

A cervicalgia nada mais é do que dor no pescoço, na região cervical. Embora seja muito freqüente nos caso de hérnia, a dor cervical é um sintoma pouco específico, que pode ser causado por inúmeros problemas além das hérnias cervicais, desde a má postura, até as deformidades do pescoço.

Muitas vezes ficamos em dúvida se a cervicalgia é causada mesmo pela hérnia, ou se está sendo provocada por uma contratura muscular, ou outro fator associado. É muito difícil e arriscado fazer o diagnóstico de hérnia cervical, ou definir algum tipo de tratamento mais agressivo, apenas pela presença de dor cervical.

Braquialgia é a dor irradiada para o braço, que vem a ser o sintoma mais típico da hérnia discal cervical. Geralmente esta braquialgia vem acompanhada de dor cervical, podendo então ser chamada de cervicobraquialgia. Esta dor é provocada pela compressão que a hérnia faz nas raízes dos nervos que se distribuem nos braços, sendo equivalente à dor ciática, que ocorre nas hérnias discais lombares. A braquialgia irradiada é um sintoma que costuma ser bastante específico, levantando de imediato a suspeita de hérnia cervical. Muitas vezes, o trajeto por onde a dor se distribui no braço pode dar informações até sobre qual o disco mais provavelmente doente. Isso pode ser muito importante para se saber qual o disco está sendo realmente problemático naqueles casos em que os exames mostram mais de uma hérnia.

A mielopatia é o quadro provocado pela compressão da medula cervical. Nem todas as hérnias cervicais comprimem a medula, apenas aquelas de tamanho maior, e que se deslocam para a parte mais central do canal. A mielopatia é um sinal bem mais grave que a dor cervical ou a braquialgia, a existência de mielopatia significa sofrimento do tronco nervoso principal daquela região, existindo risco de lesões definitivas, irreversíveis, que podem  comprometer os movimentos e a sensibilidade de todo o corpo do pescoço para baixo, deixando seqüelas muito graves. É raro que a mielopatia se estabeleça de modo repentino, via de regra ela se instala de maneira lentamente progressiva, no decorrer de meses ou anos. O quadro mais comum é de dificuldade para caminhar, com rigidez e aumento dos movimentos reflexos das pernas, acompanhada de alguma fraqueza dos braços.

A cervicalgia e a braquialgia são sintomas dolorosos que podem ser bastante desagradáveis, e até mesmo provocar limitações grandes, mas costumam ser de natureza limitada e benigna, apresentando riscos apenas ocasionais de lesão neurológica. Com a mielopatia é diferente, devido ao risco de seqüelas ela é um sintoma preocupante, e uma indicação para que se penseem tratamento cirúrgico de maneira mais rápida.

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