Coluna: técnicas corrigem hérnias de disco quase sem cortes

Para corrigir problemas de coluna, as cirurgias minimamente invasivas são uma realidade, especialmente nos casos de hérnia de disco e instabilidade das vértebras. Os avanços são impressionantes. As técnicas percutâneas (por meio de punção) permitem recuperação em menor tempo, afirma o neurocirurgião Eduardo Barreto, coordenador do Serviço de Neurocirurgia do Norte D' Or. Hoje, as hérnias são corrigidas com métodos como discectomias (retirada do disco), praticamente sem cortes, e com anestesia local e sedação. Normalmente, a pessoa se interna de manhã evai para casa à tarde. Antes, ficava três dias ou mais no hospital. Essa nova técnica pode ser aplicada com jato de água, radiofrequência ou por meio de instrumentos especiais.

— Não vale para todos, mas é um grande avanço. Também é possível trocar o disco desgastado por outro artificial. E, quando o sistema de sustentação da coluna está danificado, existe a opção de fixar segmentos (a artrodese) por métodos pouco invasivos — explica Barreto. - Na discectomia o disco doente é retirado e também substâncias tóxicas que provocam a dor. Isso é feito com o jato de soro fisiológico sob alta pressão.

Outro exemplo de técnica minimamente invasiva é a artrodese. Ela é indicada para pessoas que apresentem instabilidade da coluna vertebral, ou seja, dores nas costas e que exames complementares mostrem movimentação anormal da coluna vertebral.

Esse problema pode ser consequência de defeitos congênitos como a má- formação da coluna vertebral, o que facilita o escorregamento da vértebra, a espondilolistese. Isto comprime as estruturas nervosas, produzindo dor e dificuldade de realizar atividades diárias. Em pessoas acima de 40 anos, pode ocorrer a espondilolistese degenerativa, devido ao desgaste excessivo ou por alterações crônicas, como má postura, vida sedentária ou outra doença, explica Barreto. Antes, a correção desse problema exigia longos períodos de internação, às vezes, mais de uma semana, além de risco de complicações:

_ A artrodese por via posterior, minimamente invasiva, representa um enorme avanço, com reabilitação mais rápida.

Nessa técnica, o médico coloca um espaçador especial com osso do próprio paciente no espaço onde ficava o disco doente. Este disco desgastado perde altura e faz com que o orifício por onde sai o nervo fique mais apertado, alem de provocar uma sobrecarga nas articulações posteriores da coluna vertebral. O espaçador deve ser implantado através de um tubo especial e, ao mesmo, tempo se coloca os parafusos para dar maior estabilidade e promover a fusão óssea com enxerto ósseo na área da cirurgia, explica o neurocirurgião.

Próteses de quadril e joelho também são implantadas com ajuda de aparelhos navegadores. Não são robôs, mas agem como um guia, mostrando aspectos não visíveis a olho nu. Equipamentos do tipo Orthopilot e Acrobot colocam as próteses de forma milimétrica e com melhor alinhamento. Assim elas se desgastam menos. A margem de erro do médico também é menor. A técnica é indicada ainda na reconstrução de ligamento cruzado anterior e correção de deformidades da tíbia.

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Video: Hérnia de disco provoca dores nas costas



Hérnia de disco

Dores nas costas podem ter muitas causas. Uma delas é a hérnia de disco, uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, mas prevalece em indivíduos entre 30 e 50 anos de idade.

Como acontece?
O ortopedista Rodrigo Junqueira explica que a base de sustentação do corpo é composta por vértebras, que possuem um canal por onde passa a medula. Entre as vértebras existe um mecanismo de redução do atrito entre os ossos, os chamados discos intervertebrais, formados por um tecido cartilaginoso. Com o passar do tempo, esses discos sofrem desgaste e saem da posição normal. Este deslocamento faz com que o disco comprima os nervos que passam pela coluna, causando dor não só nela própria, mas também em outras partes do corpo.

Diagnóstico
Para confirmar o diagnóstico da doença podem ser feitos exames de raios-x, tomografia e ressonância magnética. A escolha do tratamento leva em conta a gravidade do quadro, podendo ser feita à base de fisioterapia ou procedimentos cirúrgicos. No entanto, quem faz a cirurgia não fica livro do problema. É preciso tomar muito cuidado com a coluna para que o problema não volte ou apareça em outro disco.

Causas e prevenção
Muitas podem ser as causas da formação de uma hérnia. A predisposição genética é a mais importante delas. O envelhecimento, a falta de atividade física e o tabagismo são outros fatores de risco. Mas outras atitudes que sobrecarregam a coluna também propiciam o quadro. Carregar excesso de peso e ter uma postura ruim são fatores a serem evitados para a boa saúde das suas costas.

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Tens nas Algias Lombares Causadas por Hérnia De Disco

A dor lombar na hérnia de disco pode ser localizada ou radicular. O
mecanismo dessa dor e as alterações anatomofisiológicas são parâmetros
adequados para a terapia com a TENS. Sendo essa terapia de uso
crescente, é necessário compreeender o mecanismo de analgesia e saber
como, a partir de uma lesão, produz-se o fenômeno da dor, conhecendo
os caminhos que levam os impulsos dolorosos até o cérebro.

I-INTRODUÇÃO

A TENS (transcutâneous eletrical nerve stimulation) é um estimulador
elétrico com a capacidade de estimular nervos periféricos com
eletrodos colocados na superfície do corpo e cujos estímulos gerados
são pulsos de tensão com o objetivo clínico de provocar alívio
sintomático da dor. A dor é um mecanismo de proteção do corpo. Ela
ocorre sempre que algum tecido esteja sendo lesado, provocando reação
no indivíduo, eliminando assim o estímulo doloroso. As algias são
sintomas mais comuns na hérnia de disco lombar que é a liberação ou
prolapso do núcleo pulposo por ruptura ou afastamento do anel
fibroso.Como a dor radicular é a principal queixa de um paciente
portador de hérnia discal e o TENS é o principal recurso
fisioterapêutico usado para provocar analgesia, faz-se necessário um
levantamento bibliográfico com a finalidade de trazer comprovações
teóricas na eficácia do TENS nas algias causadas por esta patologia
específica.

Há interrupção da dor no uso da TENS ? Sua analgesia tem efeito
duradouro ? Pode ocorrer acomodação neural ? Quais as modalidades do
TENS ideais para dor aguda e dor crônica ?Baseado em dados
bibliográficos, o uso da TENS na melhora do desconforto do quadro
álgico trará ao fisioterapeuta maior segurança em associar os demais
recursos necessários na reabilitação do paciente com hérnia de disco
lombar.

II-REVISÃO de literatura

II-1- Hérnia de Disco

II-1-a) Conceito:

Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso,
constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar
(CECIL,1992).

Quando há uma herniação medial, envolve a medula espinhal diretamente,
pode haver pouca ou nenhuma dor, ou dor na distribuição radicular
bilateral. Sendo que, em muitas vezes, a dor é sentido em local
distante da herniação do disco.(CECIL,1992)

II-1-b) Fatores Etiopatogênicos: Traumas, infecções, malformações
congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias,
distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e
psicossomáticos.(SAMARA,1985).

II-1-c) Localização da dor Lombar

É geralmente entre L4 e L5 e entre L5 e S1 comprimindo as raízes L5 e
S1, respectivamente. Mesmo sendo incomum, há herniação L3 e L4. (
CECIL,1992).

II-1-d) Quadro Clínico

A coluna pode manter-se rígida, a curva lordótica lombar normal pode
desaparecer, espasmo muscular pode ser proeminente e a dor
exarcerbar-se na extensão da coluna e ser aliviada em flexão lenta. A
parestesia e a perda sensorial com fraqueza motora no miótomo suprido
por aquela raiz, além da diminuição ou ausência de reflexos são
evidências de distúrbios neurológicos causados pela hérnia discal.

Quando há elevação da perna estendida em decúbito dorsal pode
reproduzir dor radicular. Ao elevar a perna contralateral e houver dor
espontânea sugere - se hérnia discal.

Pode causar a dor durante a palpação sobre o nervo femoral na virilha
ou sobre o nervo ciático na panturrilha, coxa ou glúteos.
(CECIL,1992).

II-1-e) Dor na Hérnia Discal

Por ser a dor o sintoma mais comum nesta patologia , a origem exata da
dor localizada não é conhecida , mas pode resultar de compressão do
nervo sinovertebral . A dor radicular geralmente aparece depois de
ataques repetidos de dor localizada e é percebida como aguda, de forma
súbita que pode irradiar da coluna ao longo da distribuição inteira da
raiz envolvida ou afetar somente uma parte desta raiz . Ambas as
dores, localizada e radicular podem ser aliviadas com o repouso e
aumenta com as atividades.

As hérnias podem ser assintomáticas, neste caso herniação para o
centro dos corpos vertebrais que delimitam o disco ( Nódulo de Schmörl
). E podem ser sintomáticas, e quando hernia para dentro do canal
vertebral comprimindo terminações e raízes nervosas. Estas dependem da
localização, do tamanho, do tipo e do grau de envolvimento radicular.

Algumas fibras desse feixe terminam na substância reticular do tronco
cerebral, e a maior parte se encaminha para o tálamo, terminando no
complexo centro basal. Deste, os sinais são transmitidos para outras
áreas basais do cérebro e para o córtex sensorial somático. Para a dor
do tipo rápido ser bem localizada é preciso que os receptores táteis
sejam também estimulados.

Paleoespinotalâmico = Sistema que transmite os sinais dolorosos pelas
fibras periféricas de dor lenta do tipo C e ocasionalmente do tipo A ?
. Essas fibras nervosas periféricas terminam nas lâminas I e II das
pontas dorsais da medula que juntos são chamados de substancias
gelatinosas .

Nas próprias pontas dorsais , os sinais passam por um ou mais
neurônios internunciais de fibras curtas antes de chegar à lâmina V (
células transmissoras T ) , onde originam axiônios longos que se
juntam às fibras da via de dor rápida passando pelo lado oposto da
medula e se encaminha para o lado ipsio lateral em direção ao cérebro
( GUYTON,1984).

II-2-Dor

II-2-a) Receptores da dor e sua estimulação

Os receptores da dor são as terminações livres (pele,
periósteo,paredes arteriais, ...). A maior parte das fibras dolorosas
pode ser excitada por tipos múltiplos de estímulos (frios, alogamento
excessivo, calor, ...), que são denominados nociceptores mecânicos,
térmico e químico.

A dor rápida é evocada por nociceptores mecânicos e térmicos, enquanto
que a dor lenta resulta dos três tipos de nociceptores. Esses
nociceptores químicos podem ser estimulados por substâncias químicas
que têm grande importância no aparecimento da dor do tipo lenta, tais
como: bradicinina, serotonina e prostaglandina (aumenta a
sensibilidade).

Os receptores da dor não se adaptam ao estímulo nocivo, fazendo com
que o indivíduo permaneça alerta ao estímulo lesivo, que provoca a dor
durante todo o tempo que ele persiste.(CECIL,1992)

II-2-b) Vias de transmissão da dor

As terminações nervosas livres utilizam duas vias : para a dor rápida
e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

Os sinais de dor rápida são transmitidas nos nervos periféricos em
direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A ?
(rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C. Devido a esse duplo
sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla
(rápida- em pontada e em queimação).

Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da
dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da
substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios
localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o
processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro por
meio de duas vias:

Neoespinotalâmico = As fibras rápidas de dor do tipo A ? transmitem
principalmente os sinais dolorosos mecânicos e térmicos. Elas terminam
na lâmina I das pontas dorsais (lâmina marginal), onde excitam os
neurônios de segunda ordem, os quais originam longas fibras que cruzam
para o lado oposto da medula pela comissura anterior e se dirigem para
o cérebro pelas colunas ântero-lateral.

II-2-c) Opiáceos endógenos

Em 1975, descobriu-se que no sistema nervoso central existem
receptores para opiáceos endógenos (endorfina, encefalina e substância
P) em altas concentrações, especialmente em áreas identificadas por
Melzak e Will e em áreas associadas com nocicepção como importantes na
inibição dolorosa: tálamo sistema límbico, substância cinzenta
periaquedutal e substância gelatinosa, (UMPHRED, 1994).

II-3- TENS

II-3-a) Conceito

É uma terapia segura, não invasiva que "reduz" ou "elimina" os sinais
de dor, favorecendo ao indivíduo a execução de suas atividades com
maior conforto. Sendo um estimulador sensitivo trancutâneo, os
impulsos da corrente são transmitidos através da pele com o auxílio do
gel para não haver interrupção do estímulo. Na medida que os impulsos
atinge o nervo, obtém - se a regulação para o controle da dor.

São pulsos de tensão regulares com amplitude variável de mais ou menos
85 V, freqüência de 2 a 200 Hz com duração de 20 a 90 ms. É aplicado
para o tratamento da dor aguda e crônica. (SULLIVAN,1997).

- De Pulso

Contração mais parestesia, intensidade variável de acordo com o nível
de tolerância do paciente, analgesia após 10 a 30 minutos, freqüência
de 70 a 100 Hz e tempo pulso de 100 a 200 s. ( RODRIGUES e GUIMARÃES,
1998).

- II-3-d) Sugestão no modo de estimulação e colocação dos eletrodos na
dor lombar na hérnia de disco

- DOR AGUDA

Tens Convencional de alta freqüência com analgesia, através da teoria
da comporta, atuando na substância gelatinosa. Os eletrodos
tetrapolares podem ser colocados :

Bilateral - usando dois canais em ambos os lados da região lombar.

Cruzada - quando dois canais cruzam a área de dor, concentrando a
corrente da região da dor.

- DOR CRÔNICA

- Tens de baixa freqüência ( Tens Acunputura ). Analgesia liberada
pelos opiáceos . Os eletrodos devem ser aplicados nos miótomos
segmentares relacionados ou em pontos remotos de acunputura. (
RODRIGUES e GUIMARÃES, 1998) .

II-3-b) O Tens e a modulação da dor

A explicação neurofisiológica mais provável que explica a modulação da
dor pelo Tens, levando a analgesia , é através da ativação do "Portão
espinhal da dor", proposta por Melzack e Wall. Teoria na qual há um
bloqueio dos impulsos da dor que vem da periferia ( lâminas II,III e
V),sendo assim , esse bloqueio na substância gelatinosa ( II e III)
agiria como uma comporta que tem a capacidade de impedir que impulsos
aferentes alcancem as células T , as quais conduzem a sensação de dor
para diversas partes do cérebro ( cerebelo, tronco cerebral, tálamo e
córtex). (UMPHERP, 1994).

Quando se aplica um estímulo não doloroso através das fibras A (
rápidas) , esse estímulo "fecha" a "comporta , inibindo a percepção da
dor ao nível medular, estimulando as células da substância gelatinosa
, assim é necessário que as fibras A sejam ativadas primeiro, já que
possuem limiar alto, sendo despolarizada pela corrente de alta
freqüência e baixa intensidade que é indicado para dores agudas, onde
o efeito analgésico é rápido, porém menos duradouro e uma sensação de
formigamento. A alta insensibilidade e a baixa freqüência atuam no
sistema nervoso central, estimulando substâncias analgésicas
endógenas. São indicados para dores crônicas, onde o efeito analgésico
é mais demorado, essa modalidade provoca uma sensação dolorosa. (
RODRIGUES E GUIMARÃES, 1998).

II-3-c) Tipos de Tens

A tens apresenta quatro modos de estimulação :

- Convencional

A sensação é percebida por um formigamento. A analgesia é imediata ou
após 20 minutos de aplicação ( 10 a 30 mA). O efeito analgésico dura
de 20 minutos a 2 horas, dependente totalmente das atividades da vida
diária, a freqüência vai de 50 a 100 Hz e o tempo de pulso ( T ) de 40
a 75 ms.

- Breve e Intensa

A sensação de fasciculação muscular , não ritmica , intensidade de 30
a 80 mA, analgesia de 10 a 15 minutos , dura enquanto a estimulação
estiver presente, freqüência de 100 a 150 Hz e o tempo de pulso 150 a
250 ms.

- Acunputura

Contrações fortes, intensidade alta, no limite suportável, analgesia
de 2 a 6 horas e o tempo de 20 a 30 minutos, a área de percepção é em
pontos remotos de acunputura, freqüência vai de 1 a 4 Hz e o tempo de
pulso de 150 a 250 ms.

Para SULLIVAN,1993, a estimulação de baixa freqüência semelhante a
acunputura tem propiciado alívio a dor de uma certa porção da
população de pacientes, mas esta proporção é significativamente menor
que a associada a Tens convencional. E fica em aberto que o
posicionamento do Tens de baixa freqüência deve ser mediado por um
mecanismo não opióide ainda indefinido.

Já Carlos Castro ( UFSC) , apresentou uma sugestão clínica: "Na
prática clínica, os melhores resultados aparecem quando se associa uma
sessão com alta freqüência e baixa intensidade e outra sessão com
baixa freqüêhncia e alta intensidade e assim sucessivamente.

UMPHRED,1994,afirma que a acomodação neural, que é uma diminuição na
percepção do estímulo, acontecendo na medida que o nervo aumenta seu
limiar de excitação com a estimulação repetida, é a principal
inconveniência da Tens convencional.

III – METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada na biblioteca da UNCISAL e com o uso de
livros particulares. Iniciou - se em 04.10.00 e finalização na data
atual ( 17.10.00).

V-DISCUSSÃO

Segundo UMPHERED,1994, pensa - se que a endorfina , substância química
semelhante a morfina, produz analgesia e efeito no humor através de
interneurônios na substância cinzenta dorsal.

V-CONCLUSÃO

Baseado em pesquisa bibliográfica, a Tens tem ótima indicação na dor
lombar causada por hérnia de disco,pois atua diretamente na teoria da
comporta da dor. O que falta, porém, é uma pesquisa de campo para se
comprovar realmente a eficácia no alívio da dor nesse tipo de
paciente.Deve - se levar em consideração que a Tens é apenas um
recurso fisioterapêutico, necessitando de recursos afins que tratem da
hérnia de disco de forma geral, pois o problema base da hérnia discal
é o que leva o paciente a Ter essa dor, necessitando assim que o
fisioterapeuta estude o paciente como um todo, direcionando o
tratamento de forma mais linear possível.

VI- BIBLIOGRAFIA

- BAZIN, S & KITCE, S. "Eletroterapia de Clayton".

10o. edição. são Paulo, 1998.

- CECIL. "Tratado de Medicina Interna"2o. edição. São

Paulo, 1992.

- GUYTON,A .C."Tratado de Fisiologia Médica".6º- edição,Rio de

Janeiro,1984.

- O'SULLIVAN, S.B. & SCMITZ, T.J. "Fisioterapia -

Avaliação e Tratamento".2o.edição. Manole.

São Paulo, 1993.

- RODRIGUES,E.M. & GUIMARÃES,C.S. "Manual

de Recursos Terapêuticos"Revinter. Rio de

Janeiro, 1998.

- UMPHRED, D.A ."Fisioterapia Neurológica". 2o

edição. Manole,1994.

- SAMARA,A .M." Reumatologia -

Medicina Interna".2oedição.São Paulo,1985.

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Dores na hérnia de disco

Receptores da dor e sua estimulação

    Os receptores da dor são as terminações livres (pele, periósteo, paredes arteriais,...). A maior parte das fibras dolorosas pode ser excitada por tipos múltiplos de estímulos (frios, alongamento excessivo, calor,...), que são denominados nociceptores mecânicos, térmico e químico.

    A dor rápida é evocada por nociceptores mecânicos e térmicos, enquanto que a dor lenta resulta dos três tipos de nociceptores. Esses nociceptores químicos podem ser estimulados por substâncias químicas que têm grande importância no aparecimento da dor do tipo lenta, tais como: bradicinina, serotonina e prostaglandina (aumenta a sensibilidade).

    Os receptores da dor não se adaptam ao estímulo nocivo, fazendo com que o indivíduo permaneça alerta ao estímulo lesivo, que provoca a dor durante todo o tempo que ele persiste.(CECIL, 1992).

Vias de transmissão da dor

    As terminações nervosas livres utilizam duas vias: para a dor rápida e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

    Os sinais de dor rápida são transmitidos nos nervos periféricos em direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A (rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C. Devido a esse duplo sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla (rápida - em pontada e em queimação).

    Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro por meio de duas vias:

    Neoespinotalâmico: As fibras rápidas de dor do tipo A transmitem principalmente os sinais dolorosos mecânicos e térmicos. Elas terminam na lâmina I das pontas dorsais (lâmina marginal), onde excitam os neurônios de segunda ordem, os quais originam longas fibras que cruzam para o lado oposto da medula pela comissura anterior e se dirigem para o cérebro pelas colunas ântero-lateral.

Opiáceos endógenos

    Em 1975, descobriu-se que no sistema nervoso central existem receptores para opiáceos endógenos (endorfina, encefalina e substância P) em altas concentrações, especialmente em áreas identificadas por Melzak e Will e em áreas associadas com nocicepção como importantes na inibição dolorosa: tálamo sistema límbico, substância cinzenta periaquedutal e substância gelatinosa, (UMPHRED, 1994).

    Como o processo de protusão do disco intervertebral e as rupturas das fibras pressionam as raízes nervosas coluna, isto faz com que o portador de Hérnia de Disco sinta algo na coluna como se estivesse uma faca compreendendo o individuo do pé a coluna vertebral.

    O paciente com hérnia discal lombar apresenta dor ao longo da perna, originando-se na região lombar ou nas nádegas. Esta dor limita o paciente a se curvar ou levantar para uma posição completamente vertical sem um certo grau de desconforto.

    A história do paciente sobre o início da herniação do disco nem sempre é um relato sobre causa e efeito. Um esforço violento pode ter precedido imediatamente o início da lombalgia ou da dor na perna, mas muitas vezes o esforço é fraco ou nem lembrado. Pode haver um relato de crises leves e curtas, porém recorrentes, de lombalgia com ou sem irradiação na perna. As crises anteriores podem ter sido violentas, demandando dias ou semanas de repouso ou hospitalização. O paciente pode lembrar que estas crises o faziam ficar "torcido para o lado", curvado para frente, ou incapaz de ficar em pé corretamente. A dor piorava ao se curvar, tossir ou espirrar. Todos estes sintomas implicam numa prévia irritação da raiz nervosa, provavelmente devido a uma hérnia de disco.

    Além disto, quem possui a Hérnia de Disco, sente dores e parestesia. As hérnias discais são classificadas em cervicais, dorsais e lombares, de acordo com segmentos na coluna onde a hérnia se desenvolveu. Agora, de acordo com a localização das hérnias, estas podem ser classificadas também quanto a sua localização, estas são medianas, para-medianas, foraminais ou extra-foraminais, ocorrendo:

dor nas costas há meses;

Após esse período, aparece dor numa das pernas;

Dormências e diminuição da força nesta perna, com dificuldade para caminhar;

Com o passar dos meses, o paciente pode notar atrofia na musculatura desta perna;

Dependendo do tamanho da hérnia, e se ela for central, ambas as pernas podem ser acometidas;

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Hernia de disco nem sempre se resolve com cirurgia

Vivemos num mundo onde as pessoas quase não têm tempo pra nada. Entre as obrigações e afazeres, entre a casa e o trabalho, entre as responsabilidades e os projetos pessoais, grande parte das pessoas dorme e acorda sem se dar conta do que está acontecendo com o próprio corpo. Nesse ritmo maquínico e selvagem, vamos deixando o cuidado com a saúde sempre pra amanhã. E isso vai minando pouco a pouco o organismo, e quando menos esperamos surge uma enfermidade.

A verdade é que nada surge do nada. Analisando a causa de um problema, vamos perceber que ele começou muito antes. Às vezes por ignorância e falta de informação, às vezes por descuido e falta de atitude. Por isso é importante estarmos atentos e conscientes de como o corpo humano funciona e o que precisamos fazer, como também não fazer, para evitar os males que atrapalham nossa qualidade de vida.

O problema de coluna não é privilégio de nenhum país ou família, é um mal que ataca a todos, independente de idade, sobrenome ou nação. E entre as queixas mais freqüentes de enfermidades na coluna, está a perigosa hérnia de disco. Para se ter uma idéia da dimensão da dor apenas aqui no Brasil: são mais de 5 milhões de pessoas sofrendo dia após dia dos traumas resultantes dessa complicação.

A hérnia de disco nada mais é do que uma ruptura estrutural em um dos discos da coluna, ocorrendo com mais frequência na região lombar ou cervical. E além da dor, ela geralmente inabilita a vítima de exercer suas funções normalmente, impedindo o exercício das atividades diárias mais triviais. E o que o pior: após passar por um diagnóstico médico, muitos são logo encaminhados para a cirurgia, expondo seus organismos aos riscos inerentes a qualquer intervenção cirúrgica, como reações adversas à anestesia e, inclusive, desencadeamento de infecções.

Mas o que o grande público não sabe, e merece saber, é que a cirurgia não é a única solução para esse mal, e muitas vezes é saída a menos indicada. A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos afirma, com base em estudos, que cerca de 90% dos portadores de hérnia de disco podem melhorar através de práticas orientadas e regulares de técnicas como a acupuntura, a fisioterapia, o Rolfing e o RPG (Reeducação Postural Global).

Pil Sun Choi, membro da Sociedade Brasileira de Coluna, vai mais longe, e defende que apenas 5% dos que sofrem de hérnia necessitam realmente de operação. Geralmente são exceções, casos que se agravaram por falta de tratamento correto ou estágios evoluídos de inflamação.

Outros apontados como auxiliares no tratamento são os antiinflamatórios, recomendados para os casos mais críticos, quando o corpo está sentindo crises de dor. Além do uso de analgésicos em certas situações. O que eles querem dizer é que pouquíssimos pacientes necessitam realmente de algum tipo de intervenção cirúrgica. Ou seja, praticamente todos têm a chance de se curar desse mal, bastando disciplina, força de vontade e envolvimento com o processo de cura.

"A cirurgia só deve ser uma opção quando não há resposta terapêutica a um tratamento de no mínimo oito semanas envolvendo fisioterapia, outras técnicas e medicamentos", alerta o reumatologista paulista José Goldenberg. É o reconhecimento de que qualquer intervenção cirúrgica oferece muitos riscos ao pacientes, e deve ser evitada a todo custo.

Realizar uma cirurgia pode não ser a cura de todo mal, além de provocar transtornos e desgaste físico-emocional em quem passa por ela. Helder Montenegro, fisioterapeuta do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, avisa que "pelo menos 50% dos pacientes que passam por uma cirurgia voltam a ter dor após dois anos".

A conclusão é de que não basta procurar um médico, mas sim um especialista com profunda formação na área, para evitar diagnósticos desanimadores e encaminhamento cirúrgico desnecessário. Além de, é claro, manter ininterruptamente uma postura correta, evitar excesso de peso, pois sobrecarregam a coluna, e praticar exercícios físicos regularmente sob orientação de um profissional experiente.


Fisioterapia
Tratamento recomendado principalmente para o relaxamento e a reeducação postural, desenvolvendo atividades em cima das posturas ideais para desempenhar cada tarefa da rotina diária. Evita que problemas pequenos se tornem grandes.

Acupuntura
Indicado como complementar de outras terapias e apenas para problemas em estágio inicial. O tratamento à base das agulhas tem efeito analgésico nesses casos. Sua especialidade é aliviar dores e desbloquear terminais de energia espalhados pelo corpo. A energia estagnada sobrecarrega os nervos, assim como os nervos debilitados sobrecarregam a coluna. É nesse ponto que vai bem o auxílio da milenar terapia oriental.

Rolfing e RPG
O Rolfing trabalha o alinhamento do corpo humano em relação às forças de gravidade, através do autoconhecimento e percepção corporal. O RPG trabalha na identificação dos vícios posturais e descoberta de suas origens, vendo as reações que o corpo toma diante de dores e traumas. Ambos são muito úteis no fortalecimento das vértebras, gerando flexibilidade e maior capacidade de movimentos.

Antiinflamatórios
Quando há situação está realmente grave, os terminais nervosos, a musculatura, as articulações e os ligamentos ficam contraídos pela inflamação, causando mais dor que o suportável. Os antiinflamatórios são bem úteis nesse caso.

Exercícios físicos
Fortalecer os músculos, em especial o grupo abdominal, é primeiro passo pra quem quer ficar longe dos problemas de coluna. Mas também é excelente no tratamento de quadros iniciais de hérnia. Mantendo cuidado de realizar exercícios leves, consciente das áreas debilitadas, é possível reforçar músculos e tendões que circundam as vértebras e impedir o avanço da doença.

Fonte

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Apenas 5% dos casos de hérnia de disco exigem cirurgia

Apesar de a hérnia de disco atingir cerca de 5,4 milhões de brasileiros, segundo o IBGE, há ainda muitas dúvidas dos pacientes com relação ao melhor tratamento. Para alívio das pessoas que sofrem desse problema na coluna, o neurocirurgião Paulo Said, do Hospital Dr. JK, em Brasília, esclarece que apenas 5% dos casos requerem cirurgia.

"O indicado é o tratamento conservador, com medicamentos específicos, fisioterapia e exercícios de correção postural. A opção cirúrgica só prevalece quando a pessoa não responde a essas medidas", explica o especialista.

O problema pode ser causado por trauma severo sobre a coluna ou resultar de pequenas lesões sequenciais que, com o tempo, impactam as estruturas do disco intervertebral. A doença ocorre quando o núcleo do disco sai da posição normal e "migra" em direção ao canal medular, comprimindo as raízes nervosas e provocando irradiação da dor.

De acordo com outro neurocirurgião, Gilmar Saad, a predisposição genética e o estilo de vida estão entre as principais causas da alteração. "Alguns profissionais estão mais sujeitos a desenvolver a doença se não tomarem alguns cuidados com a postura ao levantar peso ou sofrer impacto de alta intensidade", destacou o especialista, acrescentando que trabalhadores braçais, mergulhadores e maratonistas podem estar sob maior risco.

Entre os sintomas que indicam a necessidade de uma avaliação especializada estão, além da dor nas costas, o formigamento com irradiação para pernas e braços e a sensação de fraqueza nos membros. "Quanto mais cedo for o diagnóstico médico maiores são as chances de recuperação livre de sequelas", conclui Saad.

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Manter o peso adequado e cuidar da postura evita a hérnia de disco

Má postura, excesso de peso, esforço físico exagerado ou realizado de maneira errada, além de fatores genéticos relacionados ao processo de envelhecimento da coluna são fatores que levam ao desenvolvimento da hérnia de disco. Para evitar desenvolver a doença, é necessário manter o peso adequado e cuidar da postura. Os sintomas da hérnia de disco cervical são dor na região cervical, ombros, escápulas, dormência e até paralisia de membros.

Especialista em tratamento de coluna, o neurocirurgião Lúcio César Hott Silva explica que a coluna vertebral é formada por vértebras, separadas entre si pelo disco intervertebral, que funciona como uma almofada e permite sua mobilidade e amortecimento. "Cada disco intervertebral possui uma parte central gelatinosa, chamada de núcleo pulposo. O deslocamento desse núcleo é que provoca a hérnia de disco", destaca o médico.

Segundo o neurocirurgião, o problema pode atingir as regiões cervical, lombar ou torácica, mas as duas primeiras são mais comuns por serem regiões mais móveis. A hérnia de disco lombar pode causar dor nos locais atingidos e irradiar para as pernas, provocando ainda dormência e redução da força nos membros inferiores, podendo inclusive acometer os pés. É possível ainda que a doença evolua e cause dificuldade de andar, sentar e até de urinar.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hérnia de disco é realizado por meio de exame físico, que deve ser feito por profissional habilitado no tratamento da coluna e também através de exames de imagem, como raio-x e ressonância magnética.

De acordo com Lúcio César Hott Silva, o tratamento geralmente é feito com medicamentos e fisioterapia específica. "A cirurgia deve ser indicada somente em casos que não se consegue resolver com medicamentos e fisioterapia apropriada, na maioria dos casos. Porém, quando a hérnia está extrusa ou há uma compressão importante da medula espinhal, por exemplo, a intervenção é indicada", finaliza.

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Ortopedista falando de hérnia de disco

Entrevista com Dr. Olavo Letaif, ortopedista especialista em coluna do Instituto Abathon de Medicina e Saúde, em são Paulo, sobre hérnias de disco.

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Evitando a hérnia de disco

Segue uma série de movimentos que não devem ser feitos.

Esses movimentos podem agravar uma hérnia de disco ou causar dores em coluna:














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