sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hérnia de disco pode causar disfunção sexual







A relação entre dores nas costas e uma vida sexual sempre foi uma questão pouco discutida. Um estudo, publicado no ano passado no J Neurosurg: Spine, focou a interferência da hérnia de disco na qualidade de vida sexual das pessoas. Os resultados são interessantes.

A pesquisa analisou 43 pessoas com média de idade de 41 anos, entre homens e mulheres, com o objetivo de avaliar as atividades sexuais dos portadores de hérnia de disco antes e depois de passarem por cirurgia.

O resultado mostrou que 55% dos homens e 84% das mulheres disseram ter problemas sexuais após o aparecimento da dor motivada pela hérnia. A disfunção mais citada foi a diminuição do desejo sexual, tanto pelos homens, quanto pelas mulheres. Os integrantes do sexo masculino também se queixaram de ejaculação precoce e disfunção erétil (18%).  

Os pacientes não são snalisados em seu contexto geral e suas queixas paralelas ao quadro da dor acabam ficando em segundo plano

Após o tratamento, a pesquisa apontou que a frequência de relações sexuais no grupo analisado era 78% menor antes da cirurgia, quando comparado ao período em que os pacientes disseram estar sem dor.

Como profissional, posso dizer que o estudo mostra não só a interferência do problema no cotidiano dos indivíduos, mas também a necessidade de atenção e tratamento adequado. A conclusão do trabalho mostra que os pacientes não são analisados em seu contexto geral e suas queixas paralelas ao quadro da dor acabam ficando em segundo plano, quando na verdade são componentes de grande importância. 

Tratamento

Felizmente, esse problema é passível de solução, por meio de tratamento multidisciplinar, com medicamentos, fisioterapia e, em situações mais complicadas, cirurgia. No caso do procedimento cirúrgico, a tendência atual é optar por uma nova técnica minimamente invasiva, baseada na videoeondoscopia, consagrada em países como os Estados Unidos, Ásia e Europa, e vem sendo aplicada com bastante sucesso também no Brasil. 

Um desses novos métodos é baseado em um corte mínimo, de cerca de um centímetro, podendo ser realizado, em alguns casos, com anestesia local. O procedimento é simples, tanto que o paciente pode receber alta geralmente no mesmo dia e sair andando do hospital. O uso de técnicas tradicionais associado à colocação de implantes deve ser analisado com cuidado e utilizado apenas em casos extremos associados a instabilidades intensas.
Abraços e até a próxima

Fonte: Minha Vida

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