Falta de informação pode agravar sintomas da hérnia de disco




Cerca de 5,4 milhões de pessoas sofrem de hérnia de disco no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um problema que transcende a medicina, posto ser responsável pelo absenteísmo no trabalho, além de onerar os cofres da Previdência com benefícios e aposentadorias. Essa parcela da população sofre com a falta de informação sobre a patologia e acaba se submetendo a tratamentos inócuos, alguns até mesmo bizarros.

Para o diagnóstico correto, entretanto, é necessária uma avaliação clínica e radiológica do paciente, definindo sintomas, localização da patologia e fase de degeneração em que ela se encontra. ”As dores típicas têm irradiação imediata para os membros. No caso de hérnia cervical, os sintomas acometem o braço. Quando a doença está na coluna lombossacral, a dor estende-se a uma das pernas ou quadril, seguindo o trajeto dos ramos do nervo ciático, daí o nome “ciática” ou ciatalgia. Pode ainda haver formigamento e dificuldade para certos movimentos como a extensão do pé”, explica o neurocirurgião Ronald Cabral de Mendonça, lembrando que para se fazer o diagnóstico correto, leva-se em conta o padrão das dores.

Dependendo da raiz nervosa comprimida pela hérnia, a dor é irradiada para uma área específica do membro, o que facilita a identificação do nível da lesão. Contraturas e deformidades posturais são comuns. A confirmação da doença é dada pelo exame neurológico e pelas imagens fornecidas pela tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Conforme destaca o neurocirurgião Ronald Cabral de Mendonça, a cura definitiva da doença somente ocorre com a extirpação da lesão via intervenção cirúrgica. Não obstante, como destaca o especialista, apenas 5% a 10% dos casos tem indicação cirúrgica, como o verificado na Santa Casa de Maceió, que realizou nos últimos seis anos mais de 500 cirurgias de coluna vertebral, 70% das quais por hérnia ou artrose. A maioria absoluta pela equipe de neurocirurgia.

“A intervenção cirúrgica é recomendada em pacientes que apresentem déficit motor ou que sofram crises dolorosas frequentes. Na imensa maioria dos casos, o paciente convive com a hérnia de disco, eliminando ou minimizando os sintomas de dor por meio de medicamentos e procedimentos não invasivos”, acentuou.

Tratamento

Se não houver indicação cirúrgica, o paciente poderá ser submetido a tratamento clínico-fisioterápico visando o fortalecimento muscular do abdômen e da coluna, o que pode adiar ou até mesmo evitar a cirurgia. Na fase aguda privilegiam-se repouso e analgésicos. Reserva-se a fisioterapia para uma etapa seguinte quando as dores estão sob controle.

Na maioria dos casos, a convivência com a hérnia de disco exige que o paciente realize alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular por toda a vida. Técnicas como Pilates, RPG e hidroginástica têm papel fundamental nesse contexto.

“Não esquecer que excesso de peso corporal sobrecarrega os discos intervertebrais, particularmente os já doentes”, fez questão de lembrar o neurocirurgião Ronald Cabral de Mendonça. Outras alternativas incluem infiltrações locais de soluções anestésicas, que conseguem diminuir de forma transitória as contraturas musculares.

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Diagnóstico em Hernia Discal Torácica


O diagnóstico começa com uma história completa e exame físico. O examinador fará perguntas sobre os sintomas do examinado e como o problema está afetando suas atividades diárias. Estes incluem perguntas sobre onde o examinando sente dor, se tem dormência ou fraqueza nos braços ou pernas, e, se está tendo problemas com intestino ou função da bexiga.

O examinador vai perguntar sobre quais são as posições ou atividades que pioram ou melhoram os sintomas. Em seguida, o examinador testa os movimentos que provocam dor ou outros sintomas. Pesquisa a sensibilidade da pele, a força muscular e os reflexos também são testados.

Embora o diagnóstico por imagem de certeza deva ser feito através de ressonância magnética ou tomomielografia, as radiografias podem fornecer indicações de sua presença, pois em 10% dos casos de hérnia discal torácica foi observada doença de Scheuermann e em 42% dos casos calcificação do disco em trabalho publicado em 1988 por Bohlman; Zdebick.
Os raios-X mostram os ossos. Eles normalmente não mostram os discos, a não ser que um ou mais discos estejam calcificados. Isto é significativo para o diagnóstico de hérnia de disco torácica. Um disco calcificado que aparece aos raios-X pode migrar para dentro do canal espinhal, e, isso é um sinal bastante confiável, de que há uma hérnia de disco. Não está claro porque um disco torácico herniado, às vezes se calcifica, embora uma lesão antiga no disco seja uma possibilidade.

A melhor maneira de diagnosticar uma hérnia de disco torácica é através da ressonância magnética (MRI). O aparelho de ressonância magnética utiliza ondas magnéticas em vez de raios-X para mostrar os tecidos moles do corpo. A MRI fornece uma imagem clara dos discos e se existe uma hérnia. A máquina de ressonância magnética cria imagens que parecem fatias da área de interêsse diagnóstico.

Pode-se solicitar ao radiologista que faça um efeito mielográfico na ressonância magnética o que produz uma visualização precisa das alterações anatômicas dentro do canal veretebral.

Este exame de imagem mostra que muitas pessoas assintomáticas tem hérnia de disco torácica (isso é um achado radiológico. Muitos médicos dizem que essa hérnia torácica é assintomática, e, por isso, é chamada de hérnia inocente).

Antes da ressonância magnética, os examinadores contavam só com a mielografia para diagnosticar as hérnias discais torácicas. A mielografia só ajuda a diagnosticar esta condição em cerca de metade dos casos.

Mielografia é um tipo de exame de raios-X. Um contraste especial é injetado no espaço em volta do canal espinal. O contraste mostra-se em um raio-X. A mielografia ajuda o examinador ver se o disco herniado está sendo empurrado para dentro do canal espinhal.

A tomografia computadorizada (TC) pode ser solicitada. Este exame é um detalhado raio-X que permite aos examinadores verem o tecido do corpo em imagens que parecem fatias. As imagens fornecem mais informações sobre os discos calcificados.

Os examinadores podem combinar a tomografia computadorizada com mielografia – tomomielografia. Quando a TC é realizada, o contraste da mielografia destaca a medula espinhal e os nervos. Os médicos dependem principalmente da imagem de ressonância magnética para o diagnóstico de hérnia discal torácica. No entanto, eles podem usar mielografia e tomografia computadorizada – tomomielografia, ao se prepararem para fazer uma cirurgia de retirada de uma hérnia discal torácica.

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Três fases do tratamento de Hérnia de Disco


Fase 1: Fase aguda


Durante a fase aguda, a articulação e todas as estruturas em volta (músculos, nervos e ligamentos) tornam-se extremamente inflamados e espásticos (contraídos exageradamente), o que resulta em muita, muita dor.


O primeiro e único objetivo dessa fase é "apagar o fogo". Isso deve ser feito o mais rápido possível já que essa fase é a mais debilitante e sofrida (em geral este estágio pode durar de 2 a 6 semanas).


As medidas mais indicadas para essa fase é descanso relativo, gelo, fisioterapia, acupuntura e medicação antiinflamatória e analgésica. Descanso relativo significa que você deve parar qualquer atividade física (até porque, nessa fase, nem o corredor mais fanático conseguiria manter o treino ou, pelo menos se mentalmente são, não deveria...). Porém, o repouso absoluto, deitado numa cama, é indicado apenas para os casos graves onde a postura sentado ou em pé não é tolerável devido à intensidade da dor.


Nesta fase o mais importante não é reconquistar o movimento perdido, mas sim não exigir muito movimento na região afetada para não aumentar o processo inflamatório e congestão já estabelecido na região.


Alguns suportes (cintas ou coletes) para a coluna ajudam no alívio da dor nesta fase. A fisioterapia pode auxiliar no relaxamento da musculatura e reeducar o paciente quanto às posturas mais indicadas nas diferentes atividades do seu dia-a-dia, como por exemplo: em que posição dormir, como se virar na cama e levantar-se corretamente, como ajustar a cadeira e a mesa do trabalho para não agravar a dor e compressão do nervo.


Fase 2: Reabilitação


Essa é a fase que a maioria das pessoas não toma conhecimento. O movimento deve ser restaurado na articulação da coluna e deve ser orientado um programa de recondicionamento dos músculos que suportam e estabilizam a coluna, que deverá ser seguido para a melhora a condição geral da coluna.


A maioria dos sofredores de dores nas costas acha que uma vez que a dor diminui ou desaparece é porque o problema foi resolvido. A verdade é que isso é apenas o começo da fase de correção. Essa fase dura de 4 a 6 meses de dedicação e trabalho duro, mas você verá resultados gratificantes e duradouros.


Esta fase consta da combinação de técnicas que visam restabelecer o alinhamento estático e dinâmico da coluna e principalmente a capacidade de movimento em todas as vértebras da coluna. Para atingir esses objetivos o corredor pode procurar fisioterapeutas que trabalhem com RPG, técnicas de terapia manual como Maitland, Osteopatia e Energia Muscular. Outra opção são os quiropratas (estes têm sua prática pouco difundida no Brasil, mas são extremamente reconhecidos na Europa e Estados Unidos).


Juntamente com a restauração do movimento devem ser intensificados os exercícios de estabilização da coluna, que terão o objetivo de facilitar o recrutamento dos músculos que protegem a coluna.


Para os corredores que se interessam por anatomia e querem aprender mais sobre os músculos envolvidos na reabilitação da coluna, os principais músculos estabilizadores da coluna são: quadrado lombar, transverso abdominal, oblíquos, multifidius e psoas. Estes exercícios podem ser aprendidos na fisioterapia ou se você não tem acesso a esse serviço uma outra opção é o Pilates, que pode ser feito em uma academia de ginástica. O mais importante é que você tenha supervisão durante a realização dos exercícios até que esteja familiarizado com a correta posição e execução dos mesmos para prosseguir por conta própria.


Após a conquista do recrutamento da musculatura estabilizadora da coluna é indicado o início de fortalecimentos musculares globais: todo o grupo abdominal, glúteos, flexores do joelho (isquiotibiais), extensores do joelho (quadríceps), extensores da coluna (paravertebrais), entre outros. Estes músculos são importantes para o mecanismo protetor da coluna durante a corrida, pois o estresse, normalmente localizado na coluna lombar, deve ser transportado para os quadris, joelhos e tornozelos, para a conquista de um sistema completamente equilibrado.


Outro fator que contribui nessa fase é a adoção de hábitos saudáveis, como a perda de peso se você está acima do indicado para a sua altura, e boa postura durante as suas atividades de vida diária.


Uma vez que o atleta tenha iniciado e se adaptado aos exercícios de estabilização da coluna e aos exercícios de fortalecimento geral, processo este que leva em média duas semanas, os exercícios aeróbicos podem ser reiniciados e progredidos gradualmente nesse período de 4 a 6 meses. Dependendo da gravidade de cada caso, o médico ortopedista e/ou fisioterapeuta deverá auxiliar na escolha da atividade aeróbica mais indicada para você iniciar a sua recuperação.


O grau de compressão nervosa determina o momento da volta à corrida: uma compressão mínima permite o retorno mais precocemente quando comparada a uma compressão maior. Além disto, existem outros fatores que serão levados em consideração: algumas compressões ocorrem ao flexionar a coluna, enquanto que muitos casos degenerativos se agravam mais com extensão da coluna. Se o seu caso piora com flexão, atividades como natação, deep running e corrida serão mais indicadas. Nos casos agravados por extensão da coluna, a primeira atividade aeróbica tolerada pelo paciente será bicicleta ergométrica (de preferência aquela mais horizontal, com apoio nas costas). Lembre-se que no caso da corrida o treino deve ser iniciado com um programa de trote leve em terreno regular e a progressão também deve ser lenta e gradual.


Além de muita dedicação, paciência e motivação, você deve estar atento a qualquer sinal que o seu corpo estiver lhe mandando. Diminua o seu treino toda vez que sentir dor ou desconforto, seja durante ou depois da realização dos exercícios.


O mais indicado é ter ajuda profissional durante toda essa fase. Se nã for possível contar com os serviços de um fisioterapeuta ou treinador familiarizado com a recuperação de problemas de coluna, tente manter o seu médico informado sobre a sua progressão e procure ajuda se apresentar qualquer sintoma.


Fase 3: Manutenção


Esta fase fará parte do resto da sua vida... Pelo menos, requer o menor esforço, tempo e dinheiro para manter as excelentes mudanças conquistadas nos meses anteriores. Se você não mantiver um programa de manutenção, existe grande chance de voltar à estaca zero. A idade pesa sobre todos nós, principalmente nas nossas articulações, ossos e músculos. Na nossa opinião esse não é um preço alto a pagar pelo benefício de se manter ativo e fazendo o que você mais gosta.


Portanto, como o processo de envelhecimento é natural e inevitável, a melhor forma de evitar a dor nas costas por causa da hérnia de disco é prevenir, começando com bons hábitos posturais para evitar que movimentos que parecem bobos no dia-a-dia acabem acarretando uma patologia que pode atrapalhar os planos para uma nova prova ou meta.

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Agachamento x Hérnia de Disco: os limites da coluna vertebral



Agachar é uma ação natural do ser humano, e no decorrer do tempo, realizar o movimento constantemente pode ocasionar sérios danos à coluna vertebral.

A coluna é composta por vértebras, discos intervertebrais, nervos, músculos, medula e ligamentos. É nesse conjunto que acontece a maior parte das disfunções que causam dores nas costas. Porém, se dores na coluna não são tratadas de forma correta, podem se acentuar e evoluir para doenças mais graves, como a hérnia de disco, cujo estágio inicial está presente em quase 65% da população adulta brasileira, entre 25 e 50 anos de idade.

As vértebras da coluna estão unidas por articulações chamadas de discos intervertebrais, que são constituídos de material fibroso e gelatinoso, e desempenham a função semelhante a um amortecedor, proporcionando mobilidade para locomoção e movimentos de impacto. A hérnia de disco ocorre quando parte do disco (em geral os das vértebras cervical, dorsal ou lombar) se desloca para trás ou para o lado da coluna, comprimindo o nervo e causando dores. Segundo o fisioterapeuta e quiropraxista Gustavo Pilon (http://gustavopilon.com/), as dores são causadas por essa compreensão neural e não pela hérnia de disco em si. “Nenhuma hérnia de disco dói. A hérnia apenas vai doer, se o nervo for comprimido. Em qualquer estágio, se a hérnia não ‘apertar’ o nervo não haverá dor. A dor é um mecanismo de defesa”, explica o especialista, acrescentando que “destravando a coluna, liberando o nervo e flexibilizando novamente os músculos é possível em um prazo de duas a três semanas, dependendo de cada indivíduo, um tratamento eficaz para essas dores”.

No entanto, exercícios físicos podem minimizar as dores ocasionadas pela hérnia de disco, além de prevenir protrusões futuras, melhorar a nutrição do disco intervertebral, aumentar a difusão passiva de oxigênio e diminuir a concentração de hidrogênio.

Na musculação, os exercícios são efetivos e benéficos para o tratamento da hérnia de disco, já que possibilitam ao paciente trabalhar flexibilidade e força, fatores fundamentais para um retorno natural ao cotidiano, principalmente ao trabalho. Porém, de acordo com Gustavo, “o grande problema é quando a pessoa começa um exercício sem orientação, como o agachamento, aumentando uma carga na coluna e no joelho sem estar preparada para isso”.

Agachamento X Hérnia de Disco

O agachamento pode ser considerado um dos exercícios mais completos e complexos que existem, já que envolve diversos músculos, articulações e tendões. Por isso, pode ser um exercício contraindicado para pessoas com lesões mais graves na coluna, especialmente pessoas que estão na fase aguda de uma hérnia de disco. Para esse exercício ser realizado, é importante descobrir o limite do corpo de cada paciente. Segundo Gustavo, o exercício de agachamento requer cuidados e orientação profissional para não agravar o quadro da doença. “No agachamento, o principal cuidado é com o joelho e a lombar do paciente. É necessário não deixar o joelho ultrapassar a ponta do pé e a lombar fazer uma hiperlordose, aumentar a acentuação na sobrecarga posterior”, explica. Para ele, o ideal é evitar cargas elevadas e não realizá-lo com dor, em hipótese alguma.

As lesões normalmente são causadas pela má execução do movimento. Primeiramente, para uma boa execução do exercício é necessária uma carga que o praticante suporte e não sobrecarregue suas costas. Além disso, o espaço entre as pernas deve ser respeitado. Uma boa distância entre elas, afeta menos os quadríceps. Vale ressaltar que o melhor lugar para posicionar a barra é em cima do trapézio. O exercício pode não ser o mais indicado para as pessoas já diagnosticadas com hérnia de disco, porém ajuda a prevenir a doença por fortalecer a densidade óssea da lombar e sacro.

Os principais músculos que devem ser trabalhados para estabilizar a coluna e diminuir o risco de novas crises e novas hérnias são os multífidos, eretores da espinha e transverso do abdome. Para pessoas que possuem hérnia de disco é importante realizar atividades físicas de baixo impacto, como alongamento e fortalecimento da musculatura, tanto abdominal, quanto posterior da coluna. Essas atividades estabilizam a coluna, reduzindo a força para frente ou para trás da mesma. O ideal é dar prioridade para exercícios onde a posição é deitada ou em pé, como esteiras com velocidade lenta, exercícios localizados com pouco peso e alongamentos. Um indivíduo com uma ou mais hérnias de disco pode ter uma rotina normal de treinos, desde que haja uma atenção especial à região afetada.

Segundo Gustavo, se o paciente realizar um tratamento manipulativo para restaurar a mecânica da hérnia, destravar o bloqueio articular em cada articulação da coluna, diminuir a tensão muscular e introduzir exercícios funcionais para coluna lombar, a hérnia de disco não será um problema na vida desse indivíduo. “Para um trabalho de reabilitação com qualidade, eficiência e segurança é necessário procurar um profissional capacitado e qualificado para assegurar um corpo saudável”, finaliza.

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Quiropraxia e a hérna e disco


O que é?

A coluna vertebral é composta por 33 vértebras que juntas, são capazes de sustentar o corpo, proteger a medula espinhal e realizar o movimento. São sete vértebras cervicais, doze torácicas, cinco lombares, cinco sacrais formando o osso sacro, e quarto coccígeas, também fundidas e formando o osso cóccix. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, localizam-se os discos intervertebrais que servem para amortecer o impacto e com isso, proteger a coluna vertebral.


Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de desordens discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física, da má postura e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de desordens discais.


Quando estes discos se desgastam, parte deles sai da posição normal e comprimem tecidos delicados da Coluna Vertebral. Esta condição é também conhecida como hérnia de disco.


Quais os Sintomas?


A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante.


Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são: parestesia (formigamento) nos membros superiores e/ou inferiores, com ou sem dor; e perda de força dos membros superiores e/ou inferiores, com ou sem dor.

Nos casos aonde existe a perda de força mesmo sem a presença de dor, o tratamento cirúrgico pode ser o mais indicado.

Como é o Tratamento?


O tratamento Quiroprático nas desordens dos discos intervertebrais é dividido em três etapas e possuem altíssimos níveis de eficácia. A primeira etapa dedica-se na redução dos sintomas dolorosos causados pela lesão discal. É muito importante entender que, todo processo inflamatório da coluna vertebral provoca um ciclo vicioso de tensão muscular, perda de movimento articular, aumento da inflamação local, e aumento da dor que consequentemente, tensionará ainda mais a musculatura e dará continuidade a este ciclo.


Após controlado os sintomas dolorosos, inicia-se a segunda etapa, que consiste em restaurar o movimento articular e preparar os componentes estabilizadores da coluna para evitar quadros de recidiva do paciente. Nesta etapa, exercícios musculares dirigidos são fundamentais para preparar os músculos que estabilizam a coluna vertebral e com isso, garantir que não haja o retorno dos sintomas da lesão discal.


A terceira etapa está na manutenção. Uma vez ocorrido uma lesão discal, é muito importante que haja acompanhamento com um quiropraxista para garantir que as atividades do cotidiano não prejudiquem o funcionamento da coluna e despertem os sintomas inflamatórios da lesão do disco intervertebral.

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Sintomas da Hérnia de Disco Torácica


O quadro clínico varia dependendo da localização da hérnia discal torácica, compreendendo desde os caos de hérnias laterais com compressão do nervo intercostal até os quadros de hérnias centrais com quadro de mielopatia ou hérnias centrolaterais com quadro clínico de mielopatioa e dor radicular.

Os sintomas da hérnia de disco torácica variam amplamente. Os sintomas dependem onde ela se forma e qual é o tamanho da hérnia de disco, e se a medula espinhal foi comprometida.

A dor é geralmente o primeiro sintoma. A dor pode ser localizada sobre o disco lesado, mas pode se espalhar para um ou ambos os lados do meio das costas.

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Os pacientes entre a quarta e a sexta décadas da vida podem apresentar quadro de dor radicular do tipo intercostal, nos casos de hérnias laterais ou quadro neurológico decorrente de compressão medular nas hérnias centrais.

Entre as alterações neurológicas decorrentes de compressão medular os pacientes podem apresentar parestesia, paresia radicular em geral do tipo espástica, ataxia e alterações esfincterianas.

Além disso, os pacientes geralmente sentem “dor em faixa” em torno do peito. Os pacientes podem, eventualmente, denunciar sensações de agulhas e dormência. Outros dizem sentir que a perna ou músculos do braço ficaram fracos. O material do disco herniado que pressiona a medula espinhal pode causar alterações no intestino e também na função da bexiga.

No diagnóstico diferencial devemos incluir doenças neurológicas e tumores do sistema nervoso que podem provocar quadro clínico semelhante, e em destaque deve ser alertado o diagnóstico diferencial com afecções de vísceras torácicas e abdominais.

Para ilustrar o diagnóstico diferencial cita-se uma que se queixava de dor no hipocôndrio direito, que durante a investigação dessa dor foi submetida a exame ultrassonográfico que mostrou presença de cálculos na vesícula. Com este quadro a paciente foi submetida a uma colecistectomia e, no entanto, não apresentou melhora da dor no pós-operatório. Foi prosseguida a investigação, sendo reconhecida uma hérnia discal torácica comprimindo o nervo intercostal que foi ressecada, com melhora do sintoma.

Ainda ilustrando o diagnóstico diferencial, cita-se o caso de um paciente que apresentou dor na região anterior do tórax, sendo submetido a uma cinecoronariografia, pois se acreditava tratar de coronariopatia e ao prosseguir a investigação se reconheceu uma hérnia discal torácica que era responsável pelos sintomas.

As hérnias discais torácicas podem afetar áreas longe da coluna. Uma hérnia localizada na parte superior da coluna torácica pode irradiar dor e outras sensações para um ou ambos os braços. Se a hérnia ocorrer no meio da coluna torácica, a dor pode se irradiar para a região abdominal ou em faixa no peito, simulando problemas cardíacos. A hérnia de disco torácica inferior pode causar dor irradiada para a virilha ou para os membros inferiores e pode imitar dor na loja renal.

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Saiba mais osbre a Hérnia de Disco Cervical


O disco é uma estrutura de cartilagem, que tem a função de amortecer o impacto entre as vértebras da coluna vertebral cervical, torácica e lombar. No interior da coluna vertebral existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Quando este disco sai de sua posição normal, podendo comprimir alguma estrutura nervosa, chamamos de hérnia de disco.

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

As hérnia de disco podem ser protrusas, quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro; extrusas, quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco; ou seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

Quando a hérnia de disco está localizada no nível da cervical, do pescoço, pode haver dor na nuca, dor na cervical, no pescoço, ombros, na escápula, com irradiação para braços. A hérnia de disco cervical causa sintomas de formigamento nos braços, normalmente um formigamento de um lado só, no braço esquerdo ou braço direito, podendo chegar até os dedos, por vezes, dependendo do nível da hérnia de disco cervical, pode formigar os dois últimos dedos da mão esquerda ou direita. Pode aparecer também perda de força no braço, dificuldade em levantar o braço (direito ou esquerdo), dificuldade em pegar objetos com a mão.

A hérnia de disco cervical pode gerar dor de cabeça, dor de cabeça na nuca, agravar cefaleias como a enxaqueca, cefaleia tensional.

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Sabendo mais sobre a Hérnia de Disco Torácica


Hérnia de Disco Torácica
Patologias da Coluna Torácica – Achados Físicos e Radiológicos - Parte IV





Embora na literatura existam publicações bastante antigas onde já são citadas as hérnias discais torácicas, até há pouco tempo era questionada a sua existência e com a melhora dos métodos diagnósticos por imagem passaram a ser bem mais reconhecidas e entendidas.

Ainda assim, hoje, a incidência de cirurgias para hérnias discais correspondem a apenas 0,2 a 1% de todas as cirurgias discais.

Um aumento no uso de imagens de ressonância magnética (RM), levou à descoberta de que talvez 15% das pessoas tem uma hérnia de disco torácica. Ver uma hérnia de disco torácica na ressonância magnética geralmente é acidental, ou seja, mostra-se quando a pessoa faz ressonância magnética para outro problema.

Poucas pessoas com uma hérnia de disco torácica sentem quaisquer sintomas ou tem problemas, como resultado desta condição. Em casos raros quando os sintomas surgem, a principal preocupação é se a hérnia de disco está afetando a medula espinhal.

Embora, muitas vezes, as pessoas referem-se a uma hérnia de disco torácica como uma hérnia de disco, o disco intervertebral realmente não escorrega para fora do lugar. Em vez disso, o termo hérnia, significa que o material do centro do disco ( o núcleo pulposo) tem sido espremido para fora do espaço normal. Na coluna torácica, esta condição afeta principalmente as pessoas entre 40 e 60 anos de idade.

Que partes da coluna estão envolvidas?

A coluna vertebral humana é composta de 24 ossos da coluna, chamados vértebras. A coluna torácica é composta de 12 vértebras que são designadas de T1 a T12. A coluna vertebral torácica começa na base do pescoço. A última vértebra da coluna torácica, T12, liga a parte inferior da caixa torácica à primeira vértebra da coluna lombar, denominada L1.




A metade superior da coluna torácica é muito menos móvel do que a secção inferior, fazendo com que as hérnias discais na coluna vertebral torácica superior sejam raras. Cerca de 75% das hérnias de disco torácicas ocorrem a partir de T8 a T12, com a maioria das hérnias afetando T11 e T12.

O disco intervertebral é uma estrutura de tecido conjuntivo especializado que separa os corpos vertebrais. O disco é feito de duas partes. O centro, chamado de núcleo pulposo, é gelatinoso. Ele tem a maior capacidade do disco para absorver os choques. O núcleo é mantido no seu lugar pelo anel fibroso, constituído por uma série de anéis formados por fibras de tecido conjuntivo, em torno do núcleo gelatinoso. Os ligamentos são fortes e são feitos de tecido conjuntivo que unem os ossos entre si.


Os discos intervertebrais saudáveis ​​funcionam como amortecedores, amortecendo os impactos contra a coluna vertebral. Eles protegem a coluna contra a força da gravidade e contra as atividades de vida diária que aumentam a exigência de muita força na espinha, tais como saltos, corrida erguimento para a posição ereta e carregamento de pesos.

O canal vertebral é um tubo oco no interior da coluna vertebral. Esse canal vertebral envolve e protege a espinal medula, uma vez essa passa no seu interior. A medula espinal é semelhante a uma corda comprida feita de milhões de fibras nervosas (os neurônios). Assim como o crânio protege o cérebro, os ossos da coluna vertebral protegem a medula espinhal. O canal vertebral é estreito na coluna torácica. Qualquer condição que ocupe espaço-extra dentro deste canal pode ferir a medula espinhal.

Os vasos sanguíneos correm para cima e para baixo na coluna nutrindo a medula espinhal. No entanto, apenas a artéria espinal anterior, passa na parte da frente da medula espinhal, na região entre T4 e T9.

Os médicos chamam essa seção da coluna de zona crítica. Se este único vaso é danificado, como pode acontecer com a pressão de uma hérnia de disco torácica, a medula espinhal não tem outra forma de obter sangue. Não tratada, esta seção (T4 a T9) da medula espinhal, pode ocorrer problemas graves de fraqueza ou paralisia abaixo da cintura.

Causas

Hérnias de disco torácicas são causadas, principalmente, pelo desgaste do disco intervertebral. Este desgaste é conhecido como degeneração do disco intervertebral. Com o passar do tempo (envelhecimento), o anel fibroso do disco intervertebral tende a se romper. Estas lesões são reparadas com tecido cicatricial. Ao longo do tempo o anel fibroso enfraquece e o núcleo pulposo pode se espremer (formando uma protusão e a seguir uma hérnia) através das fissuras do anel danificado. A degeneração da coluna vertebral é comum entre T11 e T12.

T12 é o ponto de encontro entre a coluna torácica e a lombar. Este ponto de junção é muito móvel e está sujeito a forças de atividade diária, como flexão e torção, que levam à degeneração. Não surpreendentemente, as hérnias discais torácicas ocorrem mais nesta área.

Menos comumente, um disco torácico pode se herniar de repente (uma lesão aguda). Um disco torácico pode herniar durante um acidente de carro ou uma queda. Um disco torácico pode herniar também, como resultado de uma torção súbita e forte no meio das costas. Doenças da coluna torácica podem levar à hérnia de disco torácica. Pacientes com doença de Scheuermann, por exemplo, estão mais propensos a sofrer hérnias discais torácicas. Parece, muitas vezes, que estes pacientes têm mais de uma hérnia de disco, embora a evidência não seja conclusiva.

A medula espinhal pode ser lesada por um disco herniado. O canal medular da coluna torácica é estreito, então a medula espinhal fica, imediatamente, exposta ao perigo de qualquer objeto que ocupe espaço dentro do canal.

As hérnias da maioria dos discos da coluna vertebral torácica são empurradas para trás, em vez de desviar para os lados. Como resultado, o material do disco é empurrado muitas vezes, diretamente sobre medula espinhal.

A hérnia de disco pode interromper o fornecimento de sangue para a medula espinhal. Os discos intervertebrais herniados na zona crítica da coluna vertebral torácica (T4 a T9) podem interromper a circulação sanguíena na artéria espinhal anterior.

Isso pode fazer com que os tecidos nervosos da medula espinhal sofram anóxia e morram, levando a problemas graves de fraqueza ou paralisia nas pernas.

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Etapas que resultam na Hérnia de Disco


O disco intervertebral tem como função principal a absorção de impacto, bem como permitir movimentos em diferentes eixos de rotação. Ele é formado por um núcleo pulposo (centro gelatinoso) e pelo ânulo fibroso (periferia rígida) que circundam o núcleo. Essas características anatômicas dão ao disco intervertebral a capacidade de absorção de carga e movimentação em diferentes eixos de rotação.

Abaulamento discal:
Etapa inicial da patologia. O disco intervertebral começa a apresentar sintomas de envelhecimento e suas fibras (anel fibroso) apresentam fissuras que levam a uma forma de arco o disco intervertebral. Podemos utilizar uma câmara de pneu velha como exemplo, que perde a capacidade de manter sua forma natural e formam-se bolhas.

Protrusão discal:
Nessa etapa, o abaulamento do disco encontra-se mais proeminente, podendo atingir nervos, medula e saco dural. A doença está em uma fase mais avançada, normalmente acompanhada de inicio de degeneração discal.

Hérnia de Disco:
A hérnia de disco consiste em uma extrusão do disco vertebral, normalmente contendo o núcleo pulposo do disco intervertebral envolvido pelo anel fibroso já em estágio avançado de degeneração. As estruturas nervosas estão comprometidas pelo estreitamento dos canais por onde passam os nervos (forames de conjugação), medula ou saco dural (canal medular).

Seqüestro ou Fragmento:
Essa é a etapa mais rara da patologia, e consiste na ruptura da parte herniada com o disco intervertebral. Parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco e acaba comprometendo as estruturas nervosas, dependendo da posição do fragmento.


Para o diagnóstico correto, é necessária uma avaliação clínica e radiológica do paciente, definindo sintomas, localização da patologia e fase de degeneração em que ela se encontra. O principal sintoma é conhecido como ciática, que consiste na dor irradiada para as pernas. Dependendo da raiz nervosa atingida pela hérnia, a dor será irradiada para uma área específica do membro, o que deverá ser diagnosticada pela avaliação clínica e confirmada pelos exames de raios-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.


A ressonância magnética é o exame mais indicado para o diagnóstico correto da patologia, pois fornece ao médico informações valiosas a respeito da localização, grau de degeneração e as estruturas envolvidas, permitindo assim um tratamento específico para cada caso.

Quando a patologia encontra-se na fase inicial de abaulamento discal, o tratamento deve incluir antiinflamatórios e repouso na fase aguda, fisioterapia na fase pós-aguda e reforço muscular para evitar o avanço da degeneração. No caso de protrusões, hérnia de disco e seqüestro, o tratamento pode vir a ser cirúrgico. Nos casos de protrusões, procedimentos minimamente invasivos como injeções espinhais são indicados. Para etapas mais avançadas, é necessária a descompressão das estruturas afetadas, retirando-se o fragmento da hérnia. Esse procedimento também pode ser realizado de uma maneira minimamente invasiva, em que através de uma pequena incisão chega-se até o local afetado, retirando-se apenas o fragmento extruso. Para os casos mais graves, a retirada total do disco e a fusão dos corpos intervertebrais é recomendada e poucos médicos têm habilidade de tratá-la de maneira minimamente invasiva. O Instituto de Patologia da Coluna oferece tratamentos minimamente invasivos para todas as fases da patologia, desde o tratamento clínico através de fortalecimento muscular e educação postural, até os procedimentos cirúrgicos de artrodese e artroplastia.

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Hérnia de disco: o peso da dor



A dor nas costas é um mal comum e atinge a maioria das pessoas com idade avançada. No entanto, a sensação pode ser confundida com algo simples e ser sinal do corpo para algo mais sério. Um dos problemas mais comuns na região da coluna é a hérnia de disco. A doença atinge cerca de 15% da população mundial, segundo dados da Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral. De acordo com números apresentados pelo IBGE em 2010, mais de 5,4 milhões de brasileiros sofrem com a doença e é a segunda maior causa de afastamento do trabalho, ficando atrás apenas das doenças cardíacas.

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Diferente do que muitas pessoas acreditam, a dor nas costas não incomoda apenas os idosos. Jovens também podem apresentar o desconforto. A incidência é maior em homens entre 25 e 45 anos. A hérnia é causada pelo desequilíbrio e desalinhamento da coluna vertebral decorrente de má postura. Sedentarismo, tabagismo e fatores hereditários também podem provocar as lesões degenerativas na estrutura. A protusão ou herniação discal, conhecida como hérnia de disco, ocorre quando os discos intervertebrais se desgastam ou desidratam, e a substância gelatinosa presente no local se desloca para o exterior. O rompimento da estrutura e acumulação do fluido fora da parte central formam a hérnia.

Pressão e Dores

No início, o mal pode ser assintomático. Com o passar do tempo, surgem as crises de dor. A explicação para o incômodo é a compressão da medula espinhal como consequência à pressão exercida entre o disco e os tecidos ao redor.

A costureira Márcia Lopes, 42, conhece bem o sofrimento causado pela hérnia. Após cair da escada, sentiu o corpo dolorido, mas se recuperou. Ela relata que, tempos depois, as dores se tornaram insuportáveis e procurou ajuda médica na Espanha, país onde morava. “Foram cinco meses entre o tombo e o período em que comecei a me sentir mal. Demoraram a descobrir a doença. A hérnia não foi detectada no exame de raios X”, disse. O diagnóstico dela foi uma surpresa: quatro hérnias na região cervical.

Márcia afirma que aprendeu a lidar com as dores. “Tomei medicação por muito tempo, mas não adiantou nada”, afirmou. Segundo ela, a última crise foi um mês atrás. “Doem o maxilar, os ombros, as mãos e atrapalha até a minha respiração. Há mais de um ano não sentia nada”, lembra. “Percebi que alongamento e atividade física, como a Reeducação Postural Global (RPG) me ajudam muito”, disse.

No dia a dia, a situação mais complicada, na opinião dela, é utilizar os ônibus de transporte coletivo. “É difícil porque eu não posso segurar nas barras com firmeza”, justifica. O problema é agravado devido à atividade profissional. Por ser costureira, Márcia precisa ficar sentada por muito tempo.

A exemplo do ex-governador Iris Rezende, Márcia acredita que pode se sentir bem com o tratamento correto. “Escutei uma rádio que ele tinha hérnia de disco, sentia muitas dores e melhorou com uma cirurgia. Isso me animou muito. Também quero me tratar o mais rápido possível”, recordou a costureira, que aguarda uma consulta com um traumatologista do Sistema Único de Saúde (SUS).

No fim de junho, Iris foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia para retirada de hérnia de disco na região lombar. Foi a quarta cirurgia do ex-governador que, três dias antes, havia sido operado no mesmo local em decorrência de dores nas pernas e nas costas causadas pela doença. Atualmente, ele realiza sessões de fisioterapia. À época, ele disse ao DM que se sentia melhor e estava em recuperação. Pelo telefone, Iris afirmou que não esperava duas cirurgias em poucos dias. “Achei que fosse só uma. Mas estava sentindo muitas dores e tive que voltar ao centro cirúrgico”, declarou. Ele explicou que “o material na coluna não foi retirado totalmente, por isso sentia tanta dor”.

Em 14 de junho do ano passado, Iris foi internado para a retirada de hérnia de disco na região lombar. O procedimento foi um complemento à operação realizada em 16 de maio do mesmo ano. O problema começou quando o peemedebista se acidentou na fazenda dele. Ele sentiu dores nas costas e nas pernas há, pelo menos, dois meses antes da cirurgia.

30% da população jovem tem problema

De acordo com o ortopedista e cirurgião de coluna Zeno Augusto, a ausência de dor é comum no início da doença. “Cerca de 30% da população jovem tem o problema e não sabe. No caso de pessoas acima de 60 anos é mais complicado porque em exames como a ressonância magnética, não conseguimos perceber a lesão”, afirmou. Segundo ele, “ainda não se sabe o motivo de a dor se manifestar de uma hora para a outra”, disse.

Devido a maior exposição aos movimentos, o problema é mais frequente na região lombar e cervical da coluna. A lesão pode desencadear dor em outras partes do corpo. Se a hérnia estiver na coluna cervical, as dores são irradiadas para os braços, mãos e dedos. Caso esteja na região lombar, a manifestação aparece nas pernas e pés.

Outros sintomas apresentados são formigamentos e dormência nos membros superiores ou inferiores, além de perda de força nas pernas e incontinência urinária. O esforço físico intenso, postura incorreta e trabalho repetitivo podem desencadear o problema.

Apesar de a incidência ser equilibrada em ambos os sexos, a patologia é pouco mais frequente entre o público masculino. De acordo com Zeno, a explicação é que os homens exercem atividades com maior esforço físico. “Sabemos que as coisas mudaram e não existem profissões exclusivas entre os gêneros, mas, normalmente, eles exercem trabalhos mais ‘pesados’”, comentou.

Exames como raios X, tomografia e ressonância magnética detectam o tamanho e localização da hérnia. O tratamento pode ser realizado com analgésicos, fisioterapia e cirurgia. Dependendo do caso, o médico pode orientar a injeção epidural, aplicação de anti-inflamatório próximo ao local com efeito por três semanas.

A indicação de remédios e o tratamento dependem da queixa do paciente. “Eu avalio a história e não os resultados dos exames, por exemplo. Se uma pessoa chega no consultório sofrendo, com muita dor e o diagnóstico da ressonância é uma lesão pequena, não receito apenas um analgésico”, disse. “A orientação varia de acordo com a severidade dos sintomas”, acrescentou.

O ortopedista esclarece que não há cura para as dores. “Pode ser que o paciente não tenha crises. Normalmente a medicação é suspensa, mas os analgésicos podem ser tomados para ajudar a aliviar as dores. O melhor remédio é atividade física”, disse o cirurgião.

Recomendação cirúrgica é a última tentativa para melhorar a qualidade de vida do paciente. É um tratamento de exceção. Indicado quando todos os recursos foram utilizados e nenhum teve o efeito esperado. Apesar de colocar uma prótese na região, a intervenção cirúrgica pode não resolver. Como estamos falando de fragmentação do disco, outros pedaços dele podem quebrar e, novamente, pressionar o nervo. Algumas pessoas ser submetidas a várias cirurgias.

Tratamento fisioterápico

A fisioterapia é indicada para melhorar o grau de mobilidade dos músculos e das articulações, o que permitirá o espaçamento entre os nervos. De acordo com a fisioterapeuta e especialista em traumatologia, Maíra Goulart, muitos pacientes relacionam a recomendação médica de sessões de fisioterapia com complicação no processo de restabelecimento. “Na verdade, faz parte do tratamento”, explica.

A quantidade de sessões a serem realizadas depende de cada paciente. Segundo a fisioterapeuta, a idade é um dos itens levados em consideração pelo profissional. “Cada corpo reage de uma maneira diferente. Para alguns pacientes, dez sessões resolvem o problema e, para outros, são necessários dois meses de tratamento”, afirmou.

Os exercícios de fortalecimento muscular e alongamento atendem à região abdominal, dos membros inferiores e superiores. A duração é de uma hora por dia, mas, em alguns casos, três visitas ao fisioterapeuta por semana são suficientes para recuperação da saúde sem nenhuma sequela. “Na maioria dos casos, as pessoas voltam ao que eram antes do problema”, disse.

Ela afirma ainda que a realização de uma segunda cirurgia é quase sempre necessária. Maíra diz que a explicação é a quebra do anel. “Ele continua rompido mesmo após a primeira cirurgia”, ressalta. Após as sessões de fisioterapia, os médicos orientam a realização de exercícios como musculação e pilates para evitar crises.

Para evitar hérnia de disco, a recomendação são cuidados com a postura e prática de esportes. O médico arma que os fumantes têm mais chances de apresentar a doença. Além de causar câncer de pulmão, boca e outros, os componentes do cigarro obstruem os vasos que nutrem os discos intervertebrais. Como consequência, eles se desgastam precocemente e provocam a hérnia.

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Hérnia de disco e o treino


A seriedade dessa lesão leva muitas pessoas a adotar certos cuidados. No treino, os cuidados devem ser dobrados, afinal, ele faz parte do tratamento. Vamos ver como.

O que é a Hérnia de disco

Na coluna possuímos vértebras e entre elas o disco intervertebral. No núcleo do disco há uma substância gelatinosa (núcleo pulposo) e conforme movemos nossa coluna, os discos se ajeitam dando mobilidade e absorvendo o impacto.

Algumas razões como desvio postural, idade, genética, sedentarismo, obesidade, acidentes com impacto e movimentos errados repetitivos (até mesmo durante os treinos) são algumas possíveis causas para o desenvolvimento de hérnias. Devido a esses fatores o disco se racha deixando vazar seu núcleo, que ao entrar em contato com a médula espinhal, provoca fortes dores, formigamento, perda de sensibilidade ou dormência, sintomas que podem variar de região dependendo do local lesionado (cervical, torácica ou lombar).

Apesar de a idade ser uma das causas, a hérnia de disco passou a ser comum também entre jovens devido à falta de atividade física, utilização de mochilas pesadas e/ou má postura.Tratamento e o treinoDurante períodos de crise os treinos devem ser suspensos.

Procure seu médico para começar o tratamento (que pode ser cirúrgico e/ou sessões de fisioterapia).

Com a liberação médica, você DEVE voltar aos treinos que terão papel preventivo evitando novas crises.Algumas atividades que podem melhorar sua coluna:

Pilates – é perfeito para a região abdominal, lombar e pélvica pois ajuda no fortalecimento, alongamento e alinhamento da coluna;

Yoga – propicia consciência corporal, melhora a postura e flexibilidade;Abdominais – são essenciais já que uma das funções da musculatura do abdômen é proteger a coluna vertebral (apenas evite os exercícios de rotação ou laterais, dependendo do caso e do nível da hérnia);

Treino funcional – muito efetivo devido ao grande trabalho na região do core. O praticante deve tomar cuidados pois os exercícios precisam ser gradativos.

Alguns cuidados a serem tomados ao treinar na academia:

ângulo do banco – evite deixar o banco a 90º. Dê uma leve inclinada, isso evitará uma compressão dos discos;treinar sentado – procure se exercitar em pé ou deitado, sempre contraindo o abdômen independente do exercício;

rotação de tronco- cuidado com alguns exercícios que exigem rotação de tronco ou contração lateral como abdominais para o oblíquo, dê preferencia para exercícios isométricos;

exercício livres – exercícios como agachamento, levantamento terra ou stiff podem ser feitos apenas por alunos avançados, ou seja, com alto nível de consciência corporal (para não piorar a lesão);

aeróbico – antes de praticar natação ou corrida faça um trabalho de resistência, pois há um grande esforço na cintura pélvica e escapular.

Se o exercício aeróbico escolhido for bike, evite deixar a coluna em 90º: dê uma leve inclinada para frente com abdômen contraído.F

Fim das dores

Espero que você não sofra mais com essas dores e, mesmo que hérnia de disco não seja seu caso, esses exercícios ajudam a manter a coluna saudável.

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Saiba tudo sobre a Hérnia de disco lombar



A coluna vertebral é formada por estruturas ósseas e ligamentos arranjados de maneira a permitir movimentos, suportar cargas e proteger a medula espinhal e raízes nervosas. O disco intervertebral-estrutura macia que se localiza entre as vértebras, funcionando como amortecedor- é parte importante da coluna vertebral e tem como principal função absorver cargas.

A hérnia de disco lombar é o deslocamento de parte do disco intervertebral, causado na maioria das vezes pelo desgaste da coluna. Dependendo do grau de deslocamento, a hérnia de disco pode comprimir uma raiz nervosa e provocar dor.

Hérnia de disco lombar causa dor nas costas?

Existem várias causas de dor lombar, como as contraturas musculares, disfunções dos ligamentos ou articulações. Apenas 1% dos pacientes com dor lombar, também conhecida como lombalgia, apresenta hérnia de disco. Geralmente, a hérnia de disco lombar, quando sintomática, causa dor irradiada para a perna devido à compressão de uma raiz nervosa.

O que causa a hérnia de disco?

Vários fatores podem colaborar para o desgaste precoce do disco intervertebral e a formação de hérnia discal. A obesidade, a postura incorreta-modo de caminhar, sentar e dormir-. Sedentarismo e a atividade física inadequada-falta ou excesso-são as principais causas.

Quais são os exames necessários para o diagnóstico?

O principal exame para o diagnóstico da hérnia de disco é o exame físico, que deve ser realizado pelo neurologista ou neurocirurgião. A partir das características da dor e do exame físico, o médico especialista irá solicitar o exame mais adequado.

Atualmente, os exames mais comuns para o diagnóstico de hérnia discal são a tomografia computadorizada e a ressonância magnética da coluna lombar.

O tratamento para hérnia de disco é sempre cirúrgico?

Não. Aproximadamente 90% dos pacientes com hérnia discal lombar melhoram com tratamento conservador, ou seja, com medicamentos, repouso e fisioterapia. A cirurgia para a hérnia discal está reservada para os casos em que não haja melhora dos sintomas ou em casos extremos em que exista perda da força muscular.

Quais são as cirurgias existentes?

Existem várias técnicas cirúrgicas para o tratamento da hérnia de disco lombar. Os chamados “procedimentos minimamente invasivos” têm como objetivo reduzir a compressão sobre a raiz nervosa, utilizando substâncias químicas-papaína, calor ou radiofrequência. Embora sejam procedimentos “mais simples”, não estão isentos de complicações, e as indicações são restritas. A cirurgia endoscópica é outra opção, mas tem custo elevado e apresenta limitações técnicas.

A cirurgia convencional, chamada discectomia lombar-retirada de disco-, associada ao uso da microscopia, possibilita uma excelente descompressão das estruturas neurais, com riscos reduzidos e apresentam comprovadamente-dentre todos os métodos invasivos-os melhores resultados.

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Hérnia de disco lombar: saiba mais, para evitar ou tratar



Muitas vezes, a alegria e o bem-estar proporcionados pela corrida podem sem prejudicados por um fator que está ou esteve presente na vida da maioria das pessoas: dor nas costas.



As dores nas costas, principalmente na região lombar (porção final da coluna), são muito comuns seja na presença da atividade física ou não. Porém, a grande questão é saber exatamente o que provoca essas dores nas costas, como é o caso da hérnia de disco. Conhecer a causa da dor faz com que ela seja resolvida com mais eficiência e menor tempo, proporcionando a volta à atividade mais rapidamente.


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Inúmeros corredores chegam ao consultório frustrados e desesperados após receberem o diagnóstico de hérnia de disco ou de desgaste (degeneração) do disco intervertebral, muitas vezes não pela dor que estão sentindo, mas, principalmente, pelo medo de não poderem mais correr.


Entender como funciona a coluna vertebral, o que é a hérnia de disco e o que pode ser feito para evitar e tratar, na maioria das vezes diminui a ansiedade do corredor e o auxilia a ter uma visão mais realista do prognóstico.


O que é hérnia de disco?


Para entender o que acontece no caso da hérnia de disco, é preciso saber que a coluna é formada por articulações compostas pelas vértebras e por discos intervertebrais que se localizam entre elas. Estes discos são formados por um anel fibroso e um núcleo gelatinoso chamado de núcleo pulposo (Figura 1).


O disco intervertebral, principalmente o seu núcleo, comporta-se como um amortecedor, absorvendo os impactos sofridos pela coluna, como os da corrida, por exemplo, cada vez que os pés tocam no solo. Ele é responsável pela sustentação do peso do próprio corpo e dos movimentos de inclinação e rotação da coluna, mantendo a estabilidade da região.


A hérnia de disco acontece quando, por aumento das forças exercidas no núcleo pulposo, esse se desloca e rompe o anel fibroso, indo em direção ao canal medular ou em direção aos espaços por onde passam as raízes nervosas, gerando compressão destas estruturas (Figura 2). Ou seja, o material gelatinoso do núcleo sái do centro do disco e ocupa os espaços das estruturas adjacentes, comprimindo-as.


Quando o núcleo pulposo apenas se desloca sem romper o anel fibroso, empurrando-o contra as estruturas ao redor, chamamos de protrusão discal. Neste caso, o material gelatinoso não extravasa, apenas empurra o anel fibroso, causando uma compressão mais leve.


Causas


A hereditariedade é sempre um fator relevante em quase todas doenças e disfunções. A verdade é que provavelmente 99% das famílias vão ter um ou mais membros que sofreram de hérnia de disco ou degeneração e a única medida que pode ser tomada é manter um programa de prevenção.


Em primeiro lugar, é importante entender que todas as articulações da coluna vertebral devem ter movimento, pois dessa maneira os discos intervertebrais podem receber "alimento". A maior parte do suplemento sanguíneo (oxigênio e nutrientes) chegam ao disco intervertebral através do movimento quando o indivíduo tem mais de 25 anos. Quando o movimento é perdido ou diminuído em qualquer parte da coluna, o suplemento sanguíneo também diminui e com isso inicia-se um processo de degeneração.


Com o passar do tempo, se o movimento não é restabelecido na articulação, os músculos ao redor dela começam a se encurtar, perdendo a flexibilidade. Com isso, o espaço entre uma vértebra e outra, destinado aos nervos, começa a diminuir, comprometendo o impulso nervoso. Além disso, o disco intervertebral diminui de espessura como resultado da diminuição do aporte de alimento e oxigênio e pelo fato de que o peso não é mais absorvido e distribuído igualmente pela falta de movimento na articulação. Isso faz com que o anel fibroso fique vulnerável a rupturas, permitindo a formação da hérnia de disco.


Esta perda ou diminuição de movimento pode ser causada por várias razões, entre elas: trauma na coluna, desequilíbrios musculares, diferença de comprimento das pernas, obesidade, alterações da postura e envelhecimento. A perda do movimento, aliada a esforço excessivo ou repetitivo, disfunções biomecânicas e maus hábitos posturais (como pegar inadequadamente um peso do chão, por exemplo) podem levar ao aparecimento da hérnia de disco. Isso porque ao levantar um peso do chão, estando com o tronco inclinado para frente, sem agachar, faz com que o disco sofra uma força na sua porção anterior, empurrando o conteúdo do núcleo pulposo para trás e forçando uma ruptura do anel fibroso.


O movimento descrito anteriormente associado a movimentos de rotação da coluna pode ser considerado uma postura de maior risco para a formação da hérnia. Porém, podem existir casos em que apenas um trauma ou movimento inadequado resulta na hérnia, mesmo sem a existência de um processo degenerativo.


Sintomas


Os sintomas dependem da causa do aparecimento da hérnia discal. A dor pode estar presente ou não. Poucas pessoas sentem dor na coluna assim que o processo de degeneração se inicia, enquanto que a maioria só sente dor quando o processo já está avançado.


Assim, é comum dores na região lombar e/ou nos membros inferiores (as vezes até o pé), de acordo com a localização da compressão. Ou seja, se a compressão está à direita, o sintoma será no membro inferior direito e assim por diante. Pode ocorrer alteração da sensibilidade no membro inferior do lado acometido e dificuldade para andar ou realizar determinado movimento por incapacidade muscular, causada pela compressão de raízes nervosas.


Diagnóstico diferencial


Outras patologias podem provocar sintomas parecidos com os da hérnia de disco. Por isso, é importante procurar um médico para a realização de um exame detalhado e diagnóstico, descartando a possibilidade de: cálculos renais, tumores e suas metástases, problemas vasculares, osteoporose, aneurismas, entre outras.


Solução


A maioria das pessoas não vai cuidar do problema até que esteja em "crise". E uma crise de coluna pode acontecer dez anos após o início do problema. Por essa razão, a prevenção acaba sendo a melhor opção.


Depois de instalado, a única maneira de tratar e resolver o problema é com uma abordagem progressiva. Não acontece num passo de mágica. A correção da causa será gradual.


Daremos ênfase no tratamento conservador, porém alguns casos necessitam de cirurgia ou injeções de anestésicos ou antiinflamatórios na coluna.


Em geral, podemos dividir o tratamento em três fases e se você tentar pular uma das fases é bem provável que termine voltando para a primeira novamente...

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Dormência e perda da sensibilidade podem estar ligadas à hérnia de disco



Dores nas costas atrapalham pequenos afazeres diários e podem ter diversas causas. Uma das mais comuns é a hérnia de disco, uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, mas prevalece em indivíduos entre 30 e 50 anos. “Em jovens, está associada a determinados tipos de exercícios repetitivos e mal executados, o que causa uma compreensão do disco na lombar. Já na fase adulta ou idosa, entram as lesões degenerativas da própria vertebra. Dependendo da gravidade, as formas de tratamento podem variar entre a realização de uma cirurgia, prática de exercícios ou tratamento medicamentoso para diminuir a dor e o desconforto, os principais sintomas de quem possui a hérnia de disco”, explica o chefe da ortopedia do Hospital Federal da Lagoa, Henrique Barros.

Os sintomas de uma hérnia podem variar conforme a sua localização. “O principal sintoma da hérnia cervical, por exemplo, é a dor localizada no pescoço. É comum quem sofre com a hérnia cervical queixar-se de dores e a sensação de formigamento nos ombros e nos braços. Pode haver dificuldade em movimentar o pescoço e apresentar falta de força muscular. Já na hérnia de disco lombar, as principais queixas são as dores nas costas que irradiam para uma das pernas, coxas e podem chegar até os pés. Características ligadas à doença são dormência e a perda da sensibilidade. A dor localizada na lombar normalmente piora os movimentos, podendo intensificar quando o indivíduo tosse, ri ou mesmo quando se esforça para evacuar”, explica o ortopedista.

A manifestação dos sintomas é diferente dependendo da sua localização e intensidade da compressão da hérnia, que determinará se o indivíduo sentirá dor, perderá a sensibilidade ou apresentará fraqueza. “Tais sintomas podem surgir subitamente, desaparecer espontaneamente e retornar em intervalos pequenos. Mas, também podem ser constantes e ter longa duração. A princípio o tratamento é conservador, com analgésicos e anti-inflamatórios”, diz. Além disso, também é recomendado que o paciente procure melhorar a postura, fazer alongamentos e exercícios que fortaleçam a musculatura.

Segundo o especialista, caso os medicamentos não consigam reverter o quadro de dor ou dormência e a hérnia influencie nas funções motoras do paciente, é preciso pensar no tratamento cirúrgico. “Hoje, o tratamento é minimamente invasivo, oferecendo ótimos resultados com mínimos riscos ao paciente. Se o indivíduo persistir com algum desses sintomas, deve procurar o ortopedista para que ele faça uma avaliação minuciosa e determine se deve ao não fazer fisioterapia, devido à gravidade da lesão”, orienta.

Não existe um grupo específico de exercícios para a hérnia cervical. Cada caso é único, os exercícios devem ser personalizados, realizados com perfeição e com a indicação de um profissional para que o quadro não se agrave. “A prática de exercícios para a hérnia cervical é fundamental, durante a fisioterapia. Por exemplo, exercícios que fortalecem os músculos das costas ajudam a melhorar a postura. Um fisioterapeuta é o profissional indicado para ensinar e orientar o paciente, para que ele pratique em casa e melhore o quadro”.

O ortopedista orienta como prevenir casos de hérnia de disco lombar. “A primeira coisa ao se pensar em hérnia de disco lombar é que o paciente evite o sobrepeso, tenha hábitos de vida saudáveis, realize exercícios abdominais, que colaboram para reforçar a musculatura abdominal e vertebral, e faça alongamentos ao longo do dia”, orienta.

O ortopedista lembra que todo exercício precisa ser orientado por um profissional, para que não haja um desgaste muscular e nem a compressão do disco da lombar.

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Tratamento e mudança de hábito na Hérnia de Disco



Em relação ao tratamento, em 90% dos casos, a dor é bem controlada com medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares). E que podem ser acompanhados de fisioterapia analgésica, RPG ou acupuntura, sempre sob orientação médica.

A acupuntura, por exemplo, é amplamente empregada para aliviar a dor. E a melhora já ocorre após algumas sessões. Mas, ao contrário do que se pensa, apenas os pacientes graves, que não apresentam melhora da dor com os tratamentos conservadores, possuem indicação para cirurgia.

Nestes casos, a técnica cirúrgica empregada é videolaparoscópica, em que são feitos pequenos cortes na pele e no músculo para remover esse material gelatinoso que causa a pressão contra o nervo, com o auxílio de um microscópio. Em 95% dos casos, a melhora do paciente é significante ou definitiva.

Apenas a remoção da hérnia é suficiente na extrema maioria dos casos. Alguns pacientes, no entanto, podem necessitar de cirurgias maiores e invasivas, como o implante de parafusos que, no entanto, é importante observar, deve ser considerada uma rara e última opção. A técnica para remoção de hérnia é realizada apenas em 5 a 10% dos pacientes. A dor de hérnia de disco só leva à cirurgia quando o paciente tem a chamada dor refratária, que persiste após cerca de quatro meses de tratamento e repouso.

A dor no nervo ciático se inicia na região lombar, passa pelas nádegas e afeta até as pernas.

Mudança de hábito

Para evitar o problema é preciso adquirir hábitos saudáveis como: cuidar da postura, carregar peso de forma correta, praticar atividade física com orientação, não ter sobrepeso, não ser sedentário e não ficar horas seguidas sentado no trabalho. Deve-se mudar a posição, levantar, alongar e caminhar em intervalos de uma hora durante o trabalho ou estudo.

É importante praticar atividade física regular e ter o peso equilibrado: Assim, a musculatura se mantém mais firme, o que ajuda a preservar a coluna no lugar e sem sobrecarga, contribuindo para afastar as dores do nervo ciático. Porém, atividades físicas como caminhar ou nadar são contraindicadas durante uma crise aguda (com dor forte) porque existe o risco de se agravar o problema.

Desde criança, deve-se observar a postura. Ao assistir TV, ao estudar, ao brincar. E a mochila da escola deve ser a de rodinhas, para não ter de carregar o peso do material. Além disso, é preciso escolher atividades físicas que não forcem a coluna, a exemplo da natação. Já outras práticas esportivas que envolvam saltos frequentes e sem o devido preparo da musculatura, como acontece muitas vezes com crianças que praticam ginástica olímpica, devem ser evitadas para afastar problemas futuros.

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Dor no nervo ciático é sintoma de hérnia de disco em 90% dos casos



Muitas vezes interpretada como doença, a dor no nervo ciático – aquela que se inicia na região lombar, passa pelas nádegas e vai até a parte mais baixa de uma ou das duas pernas – é na verdade um sintoma de outro problema.

Na grande maioria das vezes, cerca de 90% das queixas, o motivo é uma hérnia de disco que, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), afeta cerca de cinco milhões de brasileiros. Os outros 10% podem ter causas como atividades físicas pesadas, posturas erradas, tumores e fraturas na coluna.

A hérnia de disco é uma doença que ocorre pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais lombares ou cervicais, que acabam pressionando as raízes nervosas mais próximas, provocando a dor. Com o passar do tempo, o problema chega a interferir na qualidade de vida, até mesmo limitando atividades rotineiras. Além da dor no nervo ciático, acompanhada de dormência e fraqueza que correm para as pernas e dedos, o paciente pode apresentar ainda sintomas como formigamento e dor na região do quadril.

Mais comum em pessoas entre 30 e 50 anos, o problema acontece quando o disco intervertebral é enfraquecido ou sobrecarregado, sofrendo pequenas fissuras e rompendo as fibras que o constituem. Isto faz com que o núcleo pulposo (um material semelhante a uma gelatina de cor esbranquiçada que fica dentro de cada disco e que serve como amortecedor da coluna) ultrapasse seus limites, isto é, vá para fora do disco, pressionando o nervo que passa bem ali ao lado, no caso o ciático.

Outros fatores

Fatores como envelhecimento natural, exercícios físicos intensos praticados por atletas "de fim de semana"; o vício de manter a coluna com postura errada, ou o hábito de carregar pesadas mochilas nas costas (que começa ainda na infância) prejudicam a coluna ao longo do tempo e também levam à dor no nervo ciático.

Existem vícios de postura que não são percebidos no dia a dia: Muitos homens têm o costume de levar a carteira no bolso de trás da calça, sempre do mesmo lado, e não a tiram de lá quando sentam no carro, nem quando chegam ao trabalho. Acabam passando várias horas do dia com um desequilíbrio na postura em função da carteira no bolso. Anos depois, começam a aparecer as dores e a pessoa nem imagina o motivo.

Para avaliar se a dor no nervo ciático é decorrente de hérnia de disco ou de alguma outra causa, deve-se procurar um especialista, que poderá dar o diagnóstico correto. O exame é clínico e só pode ser feito pelo médico, que analisará o quadro e, dependendo do caso, solicitará exames.

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Falta de informação pode agravar sintomas da hérnia de disco

Cerca de 5,4 milhões de pessoas sofrem de hérnia de disco no Brasil,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um
problema que transcende a medicina, posto ser responsável pelo
absenteísmo no trabalho, além de onerar os cofres da Previdência com
benefícios e aposentadorias. Essa parcela da população sofre com a
falta de informação sobre a patologia e acaba se submetendo a
tratamentos inócuos, alguns até mesmo bizarros.

Para o diagnóstico correto, entretanto, é necessária uma avaliação
clínica e radiológica do paciente, definindo sintomas, localização da
patologia e fase de degeneração em que ela se encontra. "As dores
típicas têm irradiação imediata para os membros. No caso de hérnia
cervical, os sintomas acometem o braço. Quando a doença está na coluna
lombossacral, a dor estende-se a uma das pernas ou quadril, seguindo o
trajeto dos ramos do nervo ciático, daí o nome "ciática" ou ciatalgia.
Pode ainda haver formigamento e dificuldade para certos movimentos
como a extensão do pé", explica o neurocirurgião Ronald Cabral de
Mendonça, lembrando que para se fazer o diagnóstico correto, leva-se
em conta o padrão das dores.

Dependendo da raiz nervosa comprimida pela hérnia, a dor é irradiada
para uma área específica do membro, o que facilita a identificação do
nível da lesão. Contraturas e deformidades posturais são comuns. A
confirmação da doença é dada pelo exame neurológico e pelas imagens
fornecidas pela tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Conforme destaca o neurocirurgião Ronald Cabral de Mendonça, a cura
definitiva da doença somente ocorre com a extirpação da lesão via
intervenção cirúrgica. Não obstante, como destaca o especialista,
apenas 5% a 10% dos casos tem indicação cirúrgica, como o verificado
na Santa Casa de Maceió, que realizou nos últimos seis anos mais de
500 cirurgias de coluna vertebral, 70% das quais por hérnia ou
artrose. A maioria absoluta pela equipe de neurocirurgia.

"A intervenção cirúrgica é recomendada em pacientes que apresentem
déficit motor ou que sofram crises dolorosas frequentes. Na imensa
maioria dos casos, o paciente convive com a hérnia de disco,
eliminando ou minimizando os sintomas de dor por meio de medicamentos
e procedimentos não invasivos", acentuou.

Tratamento

Se não houver indicação cirúrgica, o paciente poderá ser submetido a
tratamento clínico-fisioterápico visando o fortalecimento muscular do
abdômen e da coluna, o que pode adiar ou até mesmo evitar a cirurgia.
Na fase aguda privilegiam-se repouso e analgésicos. Reserva-se a
fisioterapia para uma etapa seguinte quando as dores estão sob
controle.

Na maioria dos casos, a convivência com a hérnia de disco exige que o
paciente realize alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular
por toda a vida. Técnicas como Pilates, RPG e hidroginástica têm papel
fundamental nesse contexto.

"Não esquecer que excesso de peso corporal sobrecarrega os discos
intervertebrais, particularmente os já doentes", fez questão de
lembrar o neurocirurgião Ronald Cabral de Mendonça. Outras
alternativas incluem infiltrações locais de soluções anestésicas, que
conseguem diminuir de forma transitória as contraturas musculares.

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Você não precisa conviver com a dor da Hérnia de Disco


Se tem uma coisa que incomoda é a tal da dor. Intermitente e insistente, ela não se cansa de atrapalhar nas atividades corriqueiras do dia a dia. Seja uma simples caminhada, cuidar da casa, trabalhar; tudo fica mais complicado para quem sofre com a hérnia de disco.

Mas o que parece um caminho sem solução tem cura, e não precisa necessariamente ser pelo caminho cirúrgico. Existem no mercado máquinas especiais projetadas para tratar problemas de hérnia de disco e dores degenerativas da coluna. Elas trabalham com mecanismos de tração e descompressão e reduzem a cirurgia de hérnia em até 80% dos casos.

Personalizado, o tratamento leva em conta características do paciente, como peso, altura, estrutura, quadril, e também como estão os discos. A máquina de tração abre os espaços entre as vértebras e o disco que "saiu do lugar", volta.

O fortalecimento muscular completa a terapia, que já devolveu a qualidade de vida e o sorriso no rosto para centenas de pessoas que sofriam com as dores crônicas. Seja o próximo a experimentar a vida sem hérnia de disco.


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Diagnóstico para hérnia de disco


O diagnóstico de uma hérnia de disco cervical inicia-se com um completo exame da nuca, braços e extremidades inferiores. Seu médico vai examinar sua nuca quanto à flexibilidade, à limitação dos movimentos e à presença de certos indicadores que sugerem que as raízes do seu nervo ou da medula espinhal estão afetadas pela hérnia de disco. Isso requer, muitas vezes, que seja testada a força de seus músculos e seus reflexos, para certificar-se de que ainda estão trabalhando normalmente. Muitas vezes você vai ser solicitado a preencher um diagrama que pergunta onde estão ocorrendo seus sintomas de dor, dormência, formigamento e fraqueza.

Uma bateria de raios X é normalmente solicitada quando um paciente com dor na nuca consulta um médico. É bastante frequente o raio X não revelar nenhuma anormalidade, porque o disco é composto por tecido macio que os raios X não identificam. Em outras situações, onde uma hérnia de disco é a causa provável dos sintomas do paciente, os médicos solicitarão uma RM (ressonância magnética) ou uma TC (tomografia computadorizada). Uma RM é muito útil para determinar onde ocorreram as hérnias de disco e onde as raízes dos nervos ou da medula espinhal estão sendo comprimidas. Uma TC é, muitas vezes, usada para avaliar a anatomia óssea da coluna cervical, que pode mostrar quanto espaço existe ainda disponível no canal espinhal para as raízes dos nervos e para a medula espinhal. As raízes dos nervos saem do canal espinhal através de um túnel ósseo denominado forâmen neural e é nesse ponto que as raízes do nervo são especialmente vulneráveis à compressão pela hérnia de disco.

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O tratamento conservador através da atividade física na hérnia de disco lombar


    Admite-se que 80% da população mundial adulta têm ou terão lombalgia, 30 a 40% desta população apresentam de forma assintomática hérnia de disco lombar (Ortiz, 2000) e 2 a 3% já estão acometidos pelo sintoma desta patologia, cuja prevalência acima dos 35 anos é de 4,8% no universo masculino e 2,5% no feminino. A idade média para o aparecimento da primeira crise de dor é de aproximadamente 37 anos, sendo que em 76% dos casos há antecedente de dor lombar uma década atrás (Negrelli, 2001).

    No Brasil, a repercussão econômica destes dados fez com que as lombalgias se tornassem a 1ª causa de pagamento de auxílio doença e a 3ª causa de aposentadoria por invalidez (Fernandes, 2000). Embora os dados epidemiológicos atinjam indiscriminadamente as diversas camadas sociais, poucos têm acesso aos tratamentos cirúrgico-evasivos ou minimamente evasivos.

    Já o tratamento conservador, além do baixo custo, tem obtido os melhores resultados. Quando um indivíduo que adquiriu hérnia de disco lombar minimiza seu quadro clínico de dor, através da atividade física, ele está sendo grandemente beneficiado: primeiramente, pelo fato de não correr os riscos pertinentes de toda cirurgia de coluna, além de não apenas tratar o disco enfermo, mas também aprimorar a flexibilidade, melhorar a condição cardio-respiratória e, talvez, abrandar crises recidivas. Mas, quando a dor não apresentar retrocesso após quatro a seis semanas deste tratamento, recomenda-se intervenção cirúrgica, o quê significa menos de 10% dos casos (Ortiz, 2000).

    Este artigo tem por objetivo realizar uma revisão sobre as definições mais recentes sobre hérnia de disco lombar, procura resumir as pesquisas de maior relevância que optaram por utilizar o tratamento conservador, aborda a questão do comportamento sedentário para o crescimento desta enfermidade e mostra a importância da atividade física para a recuperação nestes indivíduos sintomáticos. Acredita-se também, que seja de fundamental importância descrever quais foram às investigações que obtiveram reabsorção do núcleo pulposo através do tratamento conservador.


Material e Métodos

    Foram referendados 30 artigos pertinentes ao tema proposto das seguintes bases de dados: Medline, Bireme, Lilacs e os periódicos da Capes, principalmente a revista Spine. O idioma pesquisado foi o português, espanhol e o inglês.

    Os artigos mais antigos foram citados por se tratarem de clássicos da anatomia e biomecânica. Posteriormente eles tiveram suas comprovações validadas, a partir de outras investigações com exames de imagem do tipo: Tomografia Computadorizada (TC) e Imagem de Ressonância Magnética (IRM). Tais procedimentos nos encorajam à realização de futuras pesquisas com indicativos de exames clínicos, uma vez que no Brasil o acesso ao diagnóstico por imagem ainda é bastante restrito para algumas camadas sociais.

    De acordo com Pereira, 1997, os métodos utilizados nas bibliografias publicadas com tratamento conservador, foram: Coortes de dez anos (Weber,1983 e Fraser,1997), Ensaio Clínico Randomizado (Mcilveen,1998/ Landridg,1988/ Smit,1991/ Pecar,2003/ Saal,1990/ Onel,1989 e Kawaji,2001) e um Estudo Transversal de Fahrmi,1975. A amostra na maioria dos estudos foi de conveniência e o grau de confiança da técnica empregada estava dentro do padrão estatístico aceitável.


Homo eretus X Homo "sentadus"

    Desde a primeira descoberta reconhecida de registro fóssil humano, na África há 50 milênios, o DNA mitocondrial de grupos étnicos diversos indicam que a constituição genética de mulheres e homens quase não mudou, apesar das enormes mudanças de sociedade associadas à agricultura e industrialização (Vigilant, 1991 e Wilson, 1992).

    A fisiologia da obtenção de energia e o seu dispêndio continuam sendo o mesmo desde a idade da pedra. Porém, o equilíbrio desta relação vem sendo dissociado das tarefas diárias, ou seja, o dispêndio de energia através da atividade física, para a maioria dos indivíduos, tornou-se uma atividade extraordinariamente separada do cotidiano, engajando-se especificamente ao aprimoramento de resistência, força e flexibilidade, em contraste com o esforço físico diário que nossos antepassados suportavam para que houvesse a perpetuação da nossa espécie (Cordain, 1998).

    Verdadeiramente, o homem dependia de suas habilidades psico-motoras para sua sobrevivência alimentar. Hoje ele alcança tais objetivos através de atitudes que requerem uma capacidade cognitiva bem superior às suas destrezas motoras primitivas, priorizando cada vez mais comportamentos estáticos e sedentários. Basta que observemos os trabalhadores de escritório dos dias de hoje: eles permanecem em média 6 horas diárias sentados (com pequenas pausas), numa jornada de 40 horas semanais. Isso significa que, ao final de 35 anos de trabalho, é como se eles estivessem 6 anos ininterruptos sentados sobre uma cadeira, quase que inertes do ponto de vista motor.

    Há três décadas, Fahrmi (1975) estudou uma população de uma floresta na Índia que se agachava ao invés de sentar, dormindo no chão ao invés de camas. Essas pessoas não tinham qualquer conceito de orientação postural, mas tinham incidência zero de dor lombar. Além disso, as radiografias da coluna lombar em 450 desses indivíduos, com idade entre 15 e 44 anos, não mostraram qualquer incidência de estreitamento de disco intervertebral.

    O problema da posição sentada em relação à posição em pé é que a curvatura anatomicamente funcional da lordose lombar diminui, em média, 50% nos segmentos L11-L22, L22-L33, L13-L44, L44-L55, L55-S11 e L11 a S11. (Lord, 1997). Biomecanicamente, a harmonia das curvaturas da coluna vertebral é descrita de acordo com a seguinte fórmula: Nc2 +1 = X, onde Nc = número de curvaturas na coluna vertebral (Kapandji, 1987). Isso significa que quando um indivíduo submete-se a horas e horas sentado, ele poderá comprometer e expor estruturas de tecidos moles, que foram anatomicamente projetadas para aquele fim, como os discos intervertebrais.


Disco Intervertebral

    A menor unidade funcional em movimento da coluna é composta por um par de vértebras adjacentes, duas articulações sinoviais (zigoapofiseas ou zigopofisárias) e o seu correspondente complexo disco-ligamentar (Wilsel, 1996). O disco está localizado entre todas as vértebras funcionais (exceto C1 e C2) e disposto em quatro camadas, que serão descritas num plano sagital: a mais externa composta por uma densa lâmina de colágeno, a intermediária (de fibrocartilagem), uma zona de transição e o núcleo pulposo, sendo que na face posterior do disco, as lâminas são mais finas e menos numerosas (Humphreys, 1999), esse é um dos fatores que justificam as hérnias discais posteriores serem bem mais comuns que as anteriores.

    Devido à sua estrutura avascular, o disco recebe seus nutrientes por difusão passiva, ou seja, quando ele está sob compressão, tende a perder água e absorver sódio e potássio, até que sua concentração eletrolítica interna seja suficiente para prevenir uma maior perda de água. Uma vez obtido este equilíbrio químico, a pressão interna do disco é igual à pressão externa. O fenômeno doloroso vertebral está diretamente relacionado com níveis de: oxigênio, quantidade de hidrogênio e o pH do tecido discal. Quanto menos a concentração de oxigênio, maior a concentração de hidrogênio e, conseqüentemente, menor será o pH discal e maior a intensidade de dor (Holm, 1981 e Nachemson, 1992).

    Esta dinâmica de bombeamento remove os produtos metabólicos, similarmente ao sistema circulatório nas estruturas vasculares, mas a permanência do indivíduo em uma posição estática por longo período afeta a integridade funcional do disco, ocasionando uma possível desidratação. Mas, se for retirada a carga estática da coluna, o disco tenderá a se normalizar. Depois de certo tempo, já na velhice, o disco não mais se recuperará devido às cargas e descargas por tempo prolongado (Kapandji, 2000).

    Um disco saudável, ao receber uma determinada carga axial consegue suportar 75% desta força no núcleo pulposo e o restante no anel fibroso. A partir da segunda década da vida, pode-se encontrar alguma diminuição na capacidade do disco em absorver impactos e pressões, em razão de (Nerlich, 1997):

  • progressiva desidratação;

  • surgimento de fissuras;

  • diminuição de sua altura;

  • predisposição genética;

  • alterações bioquímicas;

  • alterações ambientais.


Hérnia Discal Lombar

    A hérnia de disco consiste na migração do núcleo pulposo com fragmento do anel fibroso para fora de seus limites funcionais, podendo ser (Cecin, 2000):

  • Protrusas, quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro;

  • Extrusas, quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.

  • Seqüestradas, quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

    Em relação à integridade do ligamento longitudinal posterior da coluna, as hérnias extrusas podem ser contidas e não-contidas, apresentando ou não migração crânio-caudal. Esta relação também deve ser descrita no plano transversal, podendo ser caracterizada como (Hennemann,1994):

  • Póstero-mediana ou central, que geralmente se manifesta por lombalgia aguda, eventualmente com irradiação.

  • Para-mediana ou centro-lateral, que pode comprometer a raiz transeunte ou a raiz emergente.

  • Foraminal, que compromete a raiz emergente.

  • Extra-foraminal ou póstero-lateral, que compromete a raiz superior, pois o trajeto das raízes lombares é obliquo.

    Hennemann,1994, chama a atenção para a importância de correlacionar os achados de imagem com os dados clínicos, para a correta localização da hérnia.


Tratamento Conservador

    O primeiro tratamento conservador da história para hérnia de disco foi preconizado por Hipócrates há mais de 400 a.C., estando registrado em forma de gravura. "Tal tratamento consistia em pendurar o paciente de cabeça para baixo, encostado numa escada por 40 dias e, nessa posição, ele deveria se alimentar, dormir, etc. Tratava-se de uma tração por gravidade" (Bezerra, 2003).

    Atualmente, o tratamento conservador vem apresentando bons resultados em cerca de 80 a 90% dos indivíduos com hérnia discal lombar, devendo ser usado por um período de 4 a 6 semanas. Caso o indivíduo obtenha pequena, mas progressiva melhora, o tratamento cirúrgico deverá ser postergado. Weber (1983) demonstrou que resultados de pacientes operados e não operados são bastante parecidos após dez anos, sendo que os operados obtiveram melhora significativa no primeiro ano pós-cirúrgico. Fraser, 1995, corroborou com estes dados, ao reavaliar 56 pacientes com exames de IRM e TC, dez anos depois a que foram expostos a intervenções evasivas e não-evasivas, com o objetivo de estudar as mudanças morfológicas de longo prazo. Os seus achados foram consistentes e semelhantes aos de Weber.

    Hennemann (1994) dividiu o tratamento conservador em 3 fases:

  • Fase Aguda, com repouso absoluto por 3 dias na posição mais confortável e uso de anti-inflamatório;

  • Fase Pós-Aguda, com técnicas fisioterápicas do tipo Willian (1979) e Mackenzie (1981).

  • Fase Tardia, em que o paciente apenas apresenta desconforto com a manutenção da elasticidade e tônus muscular associada aos cuidados posturais.

    Quanto ao tipo de exercício, os de flexão estão sumariamente contra-indicados nas hérnias discais agudas e nas protrusões discais difusas acentuadas, com dor grave e canal estreito. Já os de extensão estão indicados nas protrusões difusas e focais do disco, fora do período agudo doloroso, com cuidados especiais em caso de artrose zigapofisária. (Van Tulder, 2000).

    Entende-se que os exercícios de fortalecimento dos músculos vertebrais na fase tardia (flexão, extensão e abdominais), melhoram a nutrição do disco, por aumentarem a difusão passiva de oxigênio e diminuir a concentração de hidrogênio, pois levariam a uma diminuição da dor nos processos patológicos mecânico-degenerativos da coluna lombar (Cecin, 2000).

    Outro tratamento conservador de grande importância, denominado Método Práxis (medicina física e reabilitação clínica), incluiu 1.431 pacientes com hérnia discal lombar no período de 1996 a 2000, diagnosticados por CT e IRM. A média de idade foi de 49,95 anos e apenas 58 indivíduos (ou 4,05%) foram submetidos à operação. Os melhores resultados do estudo foram alcançados com 567 indivíduos com hérnias em L4/L5 sem deficiência motora e média de tratamento de 24,38 dias. O tratamento mais longo foi para os pacientes com hérnias em L5/S1 com desordem motora e média de 43,10 dias (Pecar, 2003).

    O tratamento conservador em ambiente aquático também vem sendo aplicado e estudado em indivíduos com lombalgias e lombociatalgias. Cordeiro (2003), realizou revisão de literatura a respeito da eficácia destes procedimentos e os achados mais relevantes foram: (Mcilveen,1998), estudou de forma randômica pacientes com lombalgia e lombociatalgia por degeneração óssea e discal na coluna. Após 4 semanas, com sessões de 60 minutos cada 2 vezes por semana, os pacientes do grupo experimental apresentaram melhora significativa da capacidade funcional, já os do grupo controle apresentaram uma deterioração da funcionalidade. (Smit,1991), submeteu 19 pacientes com lombalgia crônica a tratamento hidroterápico, desses, 14 relataram diminuição da dor e 16 aumento da mobilidade tóraco-lombar. (Langridge,1988), após 6 meses de intervenção, concluiu que, dos 27 pacientes do tratamento hidroterápico, 96% relataram aumento da qualidade de vida e 67% diminuição nos custos médicos, 85% relatou alívio da dor.


Reabsorção ou Regressão

    O estudo por imagem tem demonstrado que a história natural da hérnia pode indicar que, muitas vezes, ocorra processo de reabsorção que se segue ao processo inflamatório inicial, com o quadro neurológico e os sintomas da dor desaparecendo. Isso pode ser comprovado pelo exame de IRM ou TC em que, em uma primeira fase, apareça o disco extruso; em uma segunda fase, um halo de reabsorção e de processo inflamatório na periferia do fragmento e, por fim, o desaparecimento da imagem da hérnia discal (Hennemann,1994).

    Onze pacientes foram submetidos ao tratamento conservador por 25 meses, sendo avaliados antes e depois através do exame de TC. Todos obtiveram redução na hérnia de disco, sendo que os melhores resultados foram os das maiores hérnias (Saal, 1990). O autor não citou o tipo de tratamento.

    Em relação à tração passiva para a região lombar, 9 indivíduos com hérnia lombar póstero-lateral foram submetidos à 40 min. desta técnica, sendo avaliados e reavaliados após a 20a sessão. Seis pacientes apresentaram regressão da hérnia de disco, ou seja, 66% da amostra estudada (Onel,1989).

    Em outro estudo que envolveu 65 pacientes com hérnia de disco lombar, 21 pacientes foram tratados de forma conservadora, enquanto 44 sofreram cirurgia (herniotomia). Nos pacientes não-operados um exame de IRM foi realizado tanto no período de dor, quanto logo após a recuperação. A redução da hérnia foi avaliada de acordo com a diminuição no volume, calculado adicionalmente à retração da área hernial. No grupo operado, foram estudadas as IRMs realçadas pré-operatórias, tipo de hérnia e invasão do tecido de granulação nas amostras histológicas. Nos 21 pacientes não operados, foram detectados os seguintes valores no volume da hérnia com os respectivos dados calculados pela média e pelo desvio padrão: antes (0,488 cm3 e +/- 0,208 cm33) e depois (0,214 cm3 e +/- 0,181 cm33), sendo esta diminuição significativa em termos estatísticos (Kawaji, 2001).

    Ainda não estão esclarecidos os motivos pelos quais haja reabsorção do material exposto à hérnia. Sugere-se que quando o material nuclear é exposto ao compartimento vascular do espaço epidural e é separado do limite nutricional funcional, o processo de reabsorção se inicie, ou seja, quando o fragmento é separado do disco ocorra inibição da produção de proteoglicídeos hidrofílicos no disco, levando à dessecação. Isto porque as células do espaço epidural são estimuladas pela resposta inflamatória favorecendo, então, a fagocitose do núcleo pulposo exposto (Saal,1990).


Discussão

    A repercussão dos dados, referentes à incidência de indivíduos com hérnia discal lombar, tem levado o Brasil a colocar as lombalgias como a 3a causa de aposentadoria por invalidez, afligindo principalmente a população adulta economicamente ativa, como se o fato de aposentar tal indivíduo aliviasse o seu quadro clínico de dor. É preciso dar suporte para que este paciente melhore a qualidade de vida após seu afastamento laboral.

    Não foi encontrado nenhum artigo que abordasse a questão da prevenção ao desenvolvimento da hérnia de disco lombar uma vez que, dos 80% da população mundial que sofrem de lombalgia, 30 a 40% apresentam-na de forma assintomática.

    Embora a abordagem deste artigo tenha focalizado os aspectos negativos do sedentarismo e da excessiva permanência do indivíduo sentado por longas e longas horas como causa da hérnia de disco, entende-se também que se trata de uma síndrome multifatorial com outras causas, como: mecânicas, degenerativas, reumáticas, traumáticas, infecciosas, tumorais, viscerais e psicogênicas (Hennemann,1994).

    Quanto à sistematização do tratamento conservador mencionado por Hennemann (1994), fica claro o papel do Médico na Fase aguda, com prescrição de antiinflamatórios, etc, e a contribuição do Fisioterapeuta na Fase pós-aguda com métodos de calor, exercícios terapêuticos e etc. Mas, na Fase Tardia, não encontramos a citação do Professor de Educação Física, uma vez que a "manutenção da elasticidade e tônus muscular, associados aos cuidados posturais", devem ser de direito e domínio deste profissional.

    Igualmente, seria de fundamental importância que os laudos dos exames de imagem da TC e IRM apresentassem mensurações quantitativas das hérnias discais em milímetros (unidimensionais) ou cm33 (tridimensionais), como no estudo realizado por Kawaji, 2001. Tal estratégia, em muito facilitaria a comparação da extensão ou volume das hérnias entre os estágios de dor e reabilitação.

    Ainda não estão claras as razões do porquê o tratamento conservador para hérnia lombar ser tão indicado como eficiente, mas não conseguir constatação notória na mesma proporção nos exames de imagem, embora o exame clínico e a qualidade de vida destes indivíduos que a adquiriram se tornem muito mais relevantes.

    Quanto aos métodos de atividade física que foram aplicados, os exercícios não foram didaticamente mencionados com: posição inicial, execução e posição final. É preciso que tais técnicas sejam bem descritas para que os resultados de outros pesquisadores em diferentes amostras se confirmem de forma similar.


Conclusão

    O tratamento conservador tem obtido os melhores resultados nos indivíduos com hérnia discal lombar, embora nem todos os atingidos por esta patologia consigam constatação nos exames de imagem. O processo de reabsorção do núcleo pulposo ainda não está totalmente esclarecido, merecendo futuras investigações sobre o assunto.

    A atividade física tem colaborado no tratamento da hérnia de disco lombar, mas ainda não estão esclarecidos, quais são especificamente os melhores exercícios para cada etapa da crise de dor. O profissional de Educação Física deve atuar na fase de manutenção ou Fase Tardia, para que o indivíduo que adquiriu a hérnia mantenha-se ativo e evite reincidências das crises agudas de dor.


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Autores:

Elaine Cristine Barbosa Wetler*
Valdinar de A. Rocha Junior e**
Jônatas de França Barros***

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