Saiba mais osbre a Hérnia de Disco Cervical


O disco é uma estrutura de cartilagem, que tem a função de amortecer o impacto entre as vértebras da coluna vertebral cervical, torácica e lombar. No interior da coluna vertebral existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Quando este disco sai de sua posição normal, podendo comprimir alguma estrutura nervosa, chamamos de hérnia de disco.

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

As hérnia de disco podem ser protrusas, quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro; extrusas, quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco; ou seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

Quando a hérnia de disco está localizada no nível da cervical, do pescoço, pode haver dor na nuca, dor na cervical, no pescoço, ombros, na escápula, com irradiação para braços. A hérnia de disco cervical causa sintomas de formigamento nos braços, normalmente um formigamento de um lado só, no braço esquerdo ou braço direito, podendo chegar até os dedos, por vezes, dependendo do nível da hérnia de disco cervical, pode formigar os dois últimos dedos da mão esquerda ou direita. Pode aparecer também perda de força no braço, dificuldade em levantar o braço (direito ou esquerdo), dificuldade em pegar objetos com a mão.

A hérnia de disco cervical pode gerar dor de cabeça, dor de cabeça na nuca, agravar cefaleias como a enxaqueca, cefaleia tensional.

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Sabendo mais sobre a Hérnia de Disco Torácica


Hérnia de Disco Torácica
Patologias da Coluna Torácica – Achados Físicos e Radiológicos - Parte IV





Embora na literatura existam publicações bastante antigas onde já são citadas as hérnias discais torácicas, até há pouco tempo era questionada a sua existência e com a melhora dos métodos diagnósticos por imagem passaram a ser bem mais reconhecidas e entendidas.

Ainda assim, hoje, a incidência de cirurgias para hérnias discais correspondem a apenas 0,2 a 1% de todas as cirurgias discais.

Um aumento no uso de imagens de ressonância magnética (RM), levou à descoberta de que talvez 15% das pessoas tem uma hérnia de disco torácica. Ver uma hérnia de disco torácica na ressonância magnética geralmente é acidental, ou seja, mostra-se quando a pessoa faz ressonância magnética para outro problema.

Poucas pessoas com uma hérnia de disco torácica sentem quaisquer sintomas ou tem problemas, como resultado desta condição. Em casos raros quando os sintomas surgem, a principal preocupação é se a hérnia de disco está afetando a medula espinhal.

Embora, muitas vezes, as pessoas referem-se a uma hérnia de disco torácica como uma hérnia de disco, o disco intervertebral realmente não escorrega para fora do lugar. Em vez disso, o termo hérnia, significa que o material do centro do disco ( o núcleo pulposo) tem sido espremido para fora do espaço normal. Na coluna torácica, esta condição afeta principalmente as pessoas entre 40 e 60 anos de idade.

Que partes da coluna estão envolvidas?

A coluna vertebral humana é composta de 24 ossos da coluna, chamados vértebras. A coluna torácica é composta de 12 vértebras que são designadas de T1 a T12. A coluna vertebral torácica começa na base do pescoço. A última vértebra da coluna torácica, T12, liga a parte inferior da caixa torácica à primeira vértebra da coluna lombar, denominada L1.




A metade superior da coluna torácica é muito menos móvel do que a secção inferior, fazendo com que as hérnias discais na coluna vertebral torácica superior sejam raras. Cerca de 75% das hérnias de disco torácicas ocorrem a partir de T8 a T12, com a maioria das hérnias afetando T11 e T12.

O disco intervertebral é uma estrutura de tecido conjuntivo especializado que separa os corpos vertebrais. O disco é feito de duas partes. O centro, chamado de núcleo pulposo, é gelatinoso. Ele tem a maior capacidade do disco para absorver os choques. O núcleo é mantido no seu lugar pelo anel fibroso, constituído por uma série de anéis formados por fibras de tecido conjuntivo, em torno do núcleo gelatinoso. Os ligamentos são fortes e são feitos de tecido conjuntivo que unem os ossos entre si.


Os discos intervertebrais saudáveis ​​funcionam como amortecedores, amortecendo os impactos contra a coluna vertebral. Eles protegem a coluna contra a força da gravidade e contra as atividades de vida diária que aumentam a exigência de muita força na espinha, tais como saltos, corrida erguimento para a posição ereta e carregamento de pesos.

O canal vertebral é um tubo oco no interior da coluna vertebral. Esse canal vertebral envolve e protege a espinal medula, uma vez essa passa no seu interior. A medula espinal é semelhante a uma corda comprida feita de milhões de fibras nervosas (os neurônios). Assim como o crânio protege o cérebro, os ossos da coluna vertebral protegem a medula espinhal. O canal vertebral é estreito na coluna torácica. Qualquer condição que ocupe espaço-extra dentro deste canal pode ferir a medula espinhal.

Os vasos sanguíneos correm para cima e para baixo na coluna nutrindo a medula espinhal. No entanto, apenas a artéria espinal anterior, passa na parte da frente da medula espinhal, na região entre T4 e T9.

Os médicos chamam essa seção da coluna de zona crítica. Se este único vaso é danificado, como pode acontecer com a pressão de uma hérnia de disco torácica, a medula espinhal não tem outra forma de obter sangue. Não tratada, esta seção (T4 a T9) da medula espinhal, pode ocorrer problemas graves de fraqueza ou paralisia abaixo da cintura.

Causas

Hérnias de disco torácicas são causadas, principalmente, pelo desgaste do disco intervertebral. Este desgaste é conhecido como degeneração do disco intervertebral. Com o passar do tempo (envelhecimento), o anel fibroso do disco intervertebral tende a se romper. Estas lesões são reparadas com tecido cicatricial. Ao longo do tempo o anel fibroso enfraquece e o núcleo pulposo pode se espremer (formando uma protusão e a seguir uma hérnia) através das fissuras do anel danificado. A degeneração da coluna vertebral é comum entre T11 e T12.

T12 é o ponto de encontro entre a coluna torácica e a lombar. Este ponto de junção é muito móvel e está sujeito a forças de atividade diária, como flexão e torção, que levam à degeneração. Não surpreendentemente, as hérnias discais torácicas ocorrem mais nesta área.

Menos comumente, um disco torácico pode se herniar de repente (uma lesão aguda). Um disco torácico pode herniar durante um acidente de carro ou uma queda. Um disco torácico pode herniar também, como resultado de uma torção súbita e forte no meio das costas. Doenças da coluna torácica podem levar à hérnia de disco torácica. Pacientes com doença de Scheuermann, por exemplo, estão mais propensos a sofrer hérnias discais torácicas. Parece, muitas vezes, que estes pacientes têm mais de uma hérnia de disco, embora a evidência não seja conclusiva.

A medula espinhal pode ser lesada por um disco herniado. O canal medular da coluna torácica é estreito, então a medula espinhal fica, imediatamente, exposta ao perigo de qualquer objeto que ocupe espaço dentro do canal.

As hérnias da maioria dos discos da coluna vertebral torácica são empurradas para trás, em vez de desviar para os lados. Como resultado, o material do disco é empurrado muitas vezes, diretamente sobre medula espinhal.

A hérnia de disco pode interromper o fornecimento de sangue para a medula espinhal. Os discos intervertebrais herniados na zona crítica da coluna vertebral torácica (T4 a T9) podem interromper a circulação sanguíena na artéria espinhal anterior.

Isso pode fazer com que os tecidos nervosos da medula espinhal sofram anóxia e morram, levando a problemas graves de fraqueza ou paralisia nas pernas.

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Etapas que resultam na Hérnia de Disco


O disco intervertebral tem como função principal a absorção de impacto, bem como permitir movimentos em diferentes eixos de rotação. Ele é formado por um núcleo pulposo (centro gelatinoso) e pelo ânulo fibroso (periferia rígida) que circundam o núcleo. Essas características anatômicas dão ao disco intervertebral a capacidade de absorção de carga e movimentação em diferentes eixos de rotação.

Abaulamento discal:
Etapa inicial da patologia. O disco intervertebral começa a apresentar sintomas de envelhecimento e suas fibras (anel fibroso) apresentam fissuras que levam a uma forma de arco o disco intervertebral. Podemos utilizar uma câmara de pneu velha como exemplo, que perde a capacidade de manter sua forma natural e formam-se bolhas.

Protrusão discal:
Nessa etapa, o abaulamento do disco encontra-se mais proeminente, podendo atingir nervos, medula e saco dural. A doença está em uma fase mais avançada, normalmente acompanhada de inicio de degeneração discal.

Hérnia de Disco:
A hérnia de disco consiste em uma extrusão do disco vertebral, normalmente contendo o núcleo pulposo do disco intervertebral envolvido pelo anel fibroso já em estágio avançado de degeneração. As estruturas nervosas estão comprometidas pelo estreitamento dos canais por onde passam os nervos (forames de conjugação), medula ou saco dural (canal medular).

Seqüestro ou Fragmento:
Essa é a etapa mais rara da patologia, e consiste na ruptura da parte herniada com o disco intervertebral. Parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco e acaba comprometendo as estruturas nervosas, dependendo da posição do fragmento.


Para o diagnóstico correto, é necessária uma avaliação clínica e radiológica do paciente, definindo sintomas, localização da patologia e fase de degeneração em que ela se encontra. O principal sintoma é conhecido como ciática, que consiste na dor irradiada para as pernas. Dependendo da raiz nervosa atingida pela hérnia, a dor será irradiada para uma área específica do membro, o que deverá ser diagnosticada pela avaliação clínica e confirmada pelos exames de raios-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.


A ressonância magnética é o exame mais indicado para o diagnóstico correto da patologia, pois fornece ao médico informações valiosas a respeito da localização, grau de degeneração e as estruturas envolvidas, permitindo assim um tratamento específico para cada caso.

Quando a patologia encontra-se na fase inicial de abaulamento discal, o tratamento deve incluir antiinflamatórios e repouso na fase aguda, fisioterapia na fase pós-aguda e reforço muscular para evitar o avanço da degeneração. No caso de protrusões, hérnia de disco e seqüestro, o tratamento pode vir a ser cirúrgico. Nos casos de protrusões, procedimentos minimamente invasivos como injeções espinhais são indicados. Para etapas mais avançadas, é necessária a descompressão das estruturas afetadas, retirando-se o fragmento da hérnia. Esse procedimento também pode ser realizado de uma maneira minimamente invasiva, em que através de uma pequena incisão chega-se até o local afetado, retirando-se apenas o fragmento extruso. Para os casos mais graves, a retirada total do disco e a fusão dos corpos intervertebrais é recomendada e poucos médicos têm habilidade de tratá-la de maneira minimamente invasiva. O Instituto de Patologia da Coluna oferece tratamentos minimamente invasivos para todas as fases da patologia, desde o tratamento clínico através de fortalecimento muscular e educação postural, até os procedimentos cirúrgicos de artrodese e artroplastia.

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Hérnia de disco: o peso da dor



A dor nas costas é um mal comum e atinge a maioria das pessoas com idade avançada. No entanto, a sensação pode ser confundida com algo simples e ser sinal do corpo para algo mais sério. Um dos problemas mais comuns na região da coluna é a hérnia de disco. A doença atinge cerca de 15% da população mundial, segundo dados da Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral. De acordo com números apresentados pelo IBGE em 2010, mais de 5,4 milhões de brasileiros sofrem com a doença e é a segunda maior causa de afastamento do trabalho, ficando atrás apenas das doenças cardíacas.

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Diferente do que muitas pessoas acreditam, a dor nas costas não incomoda apenas os idosos. Jovens também podem apresentar o desconforto. A incidência é maior em homens entre 25 e 45 anos. A hérnia é causada pelo desequilíbrio e desalinhamento da coluna vertebral decorrente de má postura. Sedentarismo, tabagismo e fatores hereditários também podem provocar as lesões degenerativas na estrutura. A protusão ou herniação discal, conhecida como hérnia de disco, ocorre quando os discos intervertebrais se desgastam ou desidratam, e a substância gelatinosa presente no local se desloca para o exterior. O rompimento da estrutura e acumulação do fluido fora da parte central formam a hérnia.

Pressão e Dores

No início, o mal pode ser assintomático. Com o passar do tempo, surgem as crises de dor. A explicação para o incômodo é a compressão da medula espinhal como consequência à pressão exercida entre o disco e os tecidos ao redor.

A costureira Márcia Lopes, 42, conhece bem o sofrimento causado pela hérnia. Após cair da escada, sentiu o corpo dolorido, mas se recuperou. Ela relata que, tempos depois, as dores se tornaram insuportáveis e procurou ajuda médica na Espanha, país onde morava. “Foram cinco meses entre o tombo e o período em que comecei a me sentir mal. Demoraram a descobrir a doença. A hérnia não foi detectada no exame de raios X”, disse. O diagnóstico dela foi uma surpresa: quatro hérnias na região cervical.

Márcia afirma que aprendeu a lidar com as dores. “Tomei medicação por muito tempo, mas não adiantou nada”, afirmou. Segundo ela, a última crise foi um mês atrás. “Doem o maxilar, os ombros, as mãos e atrapalha até a minha respiração. Há mais de um ano não sentia nada”, lembra. “Percebi que alongamento e atividade física, como a Reeducação Postural Global (RPG) me ajudam muito”, disse.

No dia a dia, a situação mais complicada, na opinião dela, é utilizar os ônibus de transporte coletivo. “É difícil porque eu não posso segurar nas barras com firmeza”, justifica. O problema é agravado devido à atividade profissional. Por ser costureira, Márcia precisa ficar sentada por muito tempo.

A exemplo do ex-governador Iris Rezende, Márcia acredita que pode se sentir bem com o tratamento correto. “Escutei uma rádio que ele tinha hérnia de disco, sentia muitas dores e melhorou com uma cirurgia. Isso me animou muito. Também quero me tratar o mais rápido possível”, recordou a costureira, que aguarda uma consulta com um traumatologista do Sistema Único de Saúde (SUS).

No fim de junho, Iris foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia para retirada de hérnia de disco na região lombar. Foi a quarta cirurgia do ex-governador que, três dias antes, havia sido operado no mesmo local em decorrência de dores nas pernas e nas costas causadas pela doença. Atualmente, ele realiza sessões de fisioterapia. À época, ele disse ao DM que se sentia melhor e estava em recuperação. Pelo telefone, Iris afirmou que não esperava duas cirurgias em poucos dias. “Achei que fosse só uma. Mas estava sentindo muitas dores e tive que voltar ao centro cirúrgico”, declarou. Ele explicou que “o material na coluna não foi retirado totalmente, por isso sentia tanta dor”.

Em 14 de junho do ano passado, Iris foi internado para a retirada de hérnia de disco na região lombar. O procedimento foi um complemento à operação realizada em 16 de maio do mesmo ano. O problema começou quando o peemedebista se acidentou na fazenda dele. Ele sentiu dores nas costas e nas pernas há, pelo menos, dois meses antes da cirurgia.

30% da população jovem tem problema

De acordo com o ortopedista e cirurgião de coluna Zeno Augusto, a ausência de dor é comum no início da doença. “Cerca de 30% da população jovem tem o problema e não sabe. No caso de pessoas acima de 60 anos é mais complicado porque em exames como a ressonância magnética, não conseguimos perceber a lesão”, afirmou. Segundo ele, “ainda não se sabe o motivo de a dor se manifestar de uma hora para a outra”, disse.

Devido a maior exposição aos movimentos, o problema é mais frequente na região lombar e cervical da coluna. A lesão pode desencadear dor em outras partes do corpo. Se a hérnia estiver na coluna cervical, as dores são irradiadas para os braços, mãos e dedos. Caso esteja na região lombar, a manifestação aparece nas pernas e pés.

Outros sintomas apresentados são formigamentos e dormência nos membros superiores ou inferiores, além de perda de força nas pernas e incontinência urinária. O esforço físico intenso, postura incorreta e trabalho repetitivo podem desencadear o problema.

Apesar de a incidência ser equilibrada em ambos os sexos, a patologia é pouco mais frequente entre o público masculino. De acordo com Zeno, a explicação é que os homens exercem atividades com maior esforço físico. “Sabemos que as coisas mudaram e não existem profissões exclusivas entre os gêneros, mas, normalmente, eles exercem trabalhos mais ‘pesados’”, comentou.

Exames como raios X, tomografia e ressonância magnética detectam o tamanho e localização da hérnia. O tratamento pode ser realizado com analgésicos, fisioterapia e cirurgia. Dependendo do caso, o médico pode orientar a injeção epidural, aplicação de anti-inflamatório próximo ao local com efeito por três semanas.

A indicação de remédios e o tratamento dependem da queixa do paciente. “Eu avalio a história e não os resultados dos exames, por exemplo. Se uma pessoa chega no consultório sofrendo, com muita dor e o diagnóstico da ressonância é uma lesão pequena, não receito apenas um analgésico”, disse. “A orientação varia de acordo com a severidade dos sintomas”, acrescentou.

O ortopedista esclarece que não há cura para as dores. “Pode ser que o paciente não tenha crises. Normalmente a medicação é suspensa, mas os analgésicos podem ser tomados para ajudar a aliviar as dores. O melhor remédio é atividade física”, disse o cirurgião.

Recomendação cirúrgica é a última tentativa para melhorar a qualidade de vida do paciente. É um tratamento de exceção. Indicado quando todos os recursos foram utilizados e nenhum teve o efeito esperado. Apesar de colocar uma prótese na região, a intervenção cirúrgica pode não resolver. Como estamos falando de fragmentação do disco, outros pedaços dele podem quebrar e, novamente, pressionar o nervo. Algumas pessoas ser submetidas a várias cirurgias.

Tratamento fisioterápico

A fisioterapia é indicada para melhorar o grau de mobilidade dos músculos e das articulações, o que permitirá o espaçamento entre os nervos. De acordo com a fisioterapeuta e especialista em traumatologia, Maíra Goulart, muitos pacientes relacionam a recomendação médica de sessões de fisioterapia com complicação no processo de restabelecimento. “Na verdade, faz parte do tratamento”, explica.

A quantidade de sessões a serem realizadas depende de cada paciente. Segundo a fisioterapeuta, a idade é um dos itens levados em consideração pelo profissional. “Cada corpo reage de uma maneira diferente. Para alguns pacientes, dez sessões resolvem o problema e, para outros, são necessários dois meses de tratamento”, afirmou.

Os exercícios de fortalecimento muscular e alongamento atendem à região abdominal, dos membros inferiores e superiores. A duração é de uma hora por dia, mas, em alguns casos, três visitas ao fisioterapeuta por semana são suficientes para recuperação da saúde sem nenhuma sequela. “Na maioria dos casos, as pessoas voltam ao que eram antes do problema”, disse.

Ela afirma ainda que a realização de uma segunda cirurgia é quase sempre necessária. Maíra diz que a explicação é a quebra do anel. “Ele continua rompido mesmo após a primeira cirurgia”, ressalta. Após as sessões de fisioterapia, os médicos orientam a realização de exercícios como musculação e pilates para evitar crises.

Para evitar hérnia de disco, a recomendação são cuidados com a postura e prática de esportes. O médico arma que os fumantes têm mais chances de apresentar a doença. Além de causar câncer de pulmão, boca e outros, os componentes do cigarro obstruem os vasos que nutrem os discos intervertebrais. Como consequência, eles se desgastam precocemente e provocam a hérnia.

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Hérnia de disco e o treino


A seriedade dessa lesão leva muitas pessoas a adotar certos cuidados. No treino, os cuidados devem ser dobrados, afinal, ele faz parte do tratamento. Vamos ver como.

O que é a Hérnia de disco

Na coluna possuímos vértebras e entre elas o disco intervertebral. No núcleo do disco há uma substância gelatinosa (núcleo pulposo) e conforme movemos nossa coluna, os discos se ajeitam dando mobilidade e absorvendo o impacto.

Algumas razões como desvio postural, idade, genética, sedentarismo, obesidade, acidentes com impacto e movimentos errados repetitivos (até mesmo durante os treinos) são algumas possíveis causas para o desenvolvimento de hérnias. Devido a esses fatores o disco se racha deixando vazar seu núcleo, que ao entrar em contato com a médula espinhal, provoca fortes dores, formigamento, perda de sensibilidade ou dormência, sintomas que podem variar de região dependendo do local lesionado (cervical, torácica ou lombar).

Apesar de a idade ser uma das causas, a hérnia de disco passou a ser comum também entre jovens devido à falta de atividade física, utilização de mochilas pesadas e/ou má postura.Tratamento e o treinoDurante períodos de crise os treinos devem ser suspensos.

Procure seu médico para começar o tratamento (que pode ser cirúrgico e/ou sessões de fisioterapia).

Com a liberação médica, você DEVE voltar aos treinos que terão papel preventivo evitando novas crises.Algumas atividades que podem melhorar sua coluna:

Pilates – é perfeito para a região abdominal, lombar e pélvica pois ajuda no fortalecimento, alongamento e alinhamento da coluna;

Yoga – propicia consciência corporal, melhora a postura e flexibilidade;Abdominais – são essenciais já que uma das funções da musculatura do abdômen é proteger a coluna vertebral (apenas evite os exercícios de rotação ou laterais, dependendo do caso e do nível da hérnia);

Treino funcional – muito efetivo devido ao grande trabalho na região do core. O praticante deve tomar cuidados pois os exercícios precisam ser gradativos.

Alguns cuidados a serem tomados ao treinar na academia:

ângulo do banco – evite deixar o banco a 90º. Dê uma leve inclinada, isso evitará uma compressão dos discos;treinar sentado – procure se exercitar em pé ou deitado, sempre contraindo o abdômen independente do exercício;

rotação de tronco- cuidado com alguns exercícios que exigem rotação de tronco ou contração lateral como abdominais para o oblíquo, dê preferencia para exercícios isométricos;

exercício livres – exercícios como agachamento, levantamento terra ou stiff podem ser feitos apenas por alunos avançados, ou seja, com alto nível de consciência corporal (para não piorar a lesão);

aeróbico – antes de praticar natação ou corrida faça um trabalho de resistência, pois há um grande esforço na cintura pélvica e escapular.

Se o exercício aeróbico escolhido for bike, evite deixar a coluna em 90º: dê uma leve inclinada para frente com abdômen contraído.F

Fim das dores

Espero que você não sofra mais com essas dores e, mesmo que hérnia de disco não seja seu caso, esses exercícios ajudam a manter a coluna saudável.

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