Três fases do tratamento de Hérnia de Disco


Fase 1: Fase aguda


Durante a fase aguda, a articulação e todas as estruturas em volta (músculos, nervos e ligamentos) tornam-se extremamente inflamados e espásticos (contraídos exageradamente), o que resulta em muita, muita dor.


O primeiro e único objetivo dessa fase é "apagar o fogo". Isso deve ser feito o mais rápido possível já que essa fase é a mais debilitante e sofrida (em geral este estágio pode durar de 2 a 6 semanas).


As medidas mais indicadas para essa fase é descanso relativo, gelo, fisioterapia, acupuntura e medicação antiinflamatória e analgésica. Descanso relativo significa que você deve parar qualquer atividade física (até porque, nessa fase, nem o corredor mais fanático conseguiria manter o treino ou, pelo menos se mentalmente são, não deveria...). Porém, o repouso absoluto, deitado numa cama, é indicado apenas para os casos graves onde a postura sentado ou em pé não é tolerável devido à intensidade da dor.


Nesta fase o mais importante não é reconquistar o movimento perdido, mas sim não exigir muito movimento na região afetada para não aumentar o processo inflamatório e congestão já estabelecido na região.


Alguns suportes (cintas ou coletes) para a coluna ajudam no alívio da dor nesta fase. A fisioterapia pode auxiliar no relaxamento da musculatura e reeducar o paciente quanto às posturas mais indicadas nas diferentes atividades do seu dia-a-dia, como por exemplo: em que posição dormir, como se virar na cama e levantar-se corretamente, como ajustar a cadeira e a mesa do trabalho para não agravar a dor e compressão do nervo.


Fase 2: Reabilitação


Essa é a fase que a maioria das pessoas não toma conhecimento. O movimento deve ser restaurado na articulação da coluna e deve ser orientado um programa de recondicionamento dos músculos que suportam e estabilizam a coluna, que deverá ser seguido para a melhora a condição geral da coluna.


A maioria dos sofredores de dores nas costas acha que uma vez que a dor diminui ou desaparece é porque o problema foi resolvido. A verdade é que isso é apenas o começo da fase de correção. Essa fase dura de 4 a 6 meses de dedicação e trabalho duro, mas você verá resultados gratificantes e duradouros.


Esta fase consta da combinação de técnicas que visam restabelecer o alinhamento estático e dinâmico da coluna e principalmente a capacidade de movimento em todas as vértebras da coluna. Para atingir esses objetivos o corredor pode procurar fisioterapeutas que trabalhem com RPG, técnicas de terapia manual como Maitland, Osteopatia e Energia Muscular. Outra opção são os quiropratas (estes têm sua prática pouco difundida no Brasil, mas são extremamente reconhecidos na Europa e Estados Unidos).


Juntamente com a restauração do movimento devem ser intensificados os exercícios de estabilização da coluna, que terão o objetivo de facilitar o recrutamento dos músculos que protegem a coluna.


Para os corredores que se interessam por anatomia e querem aprender mais sobre os músculos envolvidos na reabilitação da coluna, os principais músculos estabilizadores da coluna são: quadrado lombar, transverso abdominal, oblíquos, multifidius e psoas. Estes exercícios podem ser aprendidos na fisioterapia ou se você não tem acesso a esse serviço uma outra opção é o Pilates, que pode ser feito em uma academia de ginástica. O mais importante é que você tenha supervisão durante a realização dos exercícios até que esteja familiarizado com a correta posição e execução dos mesmos para prosseguir por conta própria.


Após a conquista do recrutamento da musculatura estabilizadora da coluna é indicado o início de fortalecimentos musculares globais: todo o grupo abdominal, glúteos, flexores do joelho (isquiotibiais), extensores do joelho (quadríceps), extensores da coluna (paravertebrais), entre outros. Estes músculos são importantes para o mecanismo protetor da coluna durante a corrida, pois o estresse, normalmente localizado na coluna lombar, deve ser transportado para os quadris, joelhos e tornozelos, para a conquista de um sistema completamente equilibrado.


Outro fator que contribui nessa fase é a adoção de hábitos saudáveis, como a perda de peso se você está acima do indicado para a sua altura, e boa postura durante as suas atividades de vida diária.


Uma vez que o atleta tenha iniciado e se adaptado aos exercícios de estabilização da coluna e aos exercícios de fortalecimento geral, processo este que leva em média duas semanas, os exercícios aeróbicos podem ser reiniciados e progredidos gradualmente nesse período de 4 a 6 meses. Dependendo da gravidade de cada caso, o médico ortopedista e/ou fisioterapeuta deverá auxiliar na escolha da atividade aeróbica mais indicada para você iniciar a sua recuperação.


O grau de compressão nervosa determina o momento da volta à corrida: uma compressão mínima permite o retorno mais precocemente quando comparada a uma compressão maior. Além disto, existem outros fatores que serão levados em consideração: algumas compressões ocorrem ao flexionar a coluna, enquanto que muitos casos degenerativos se agravam mais com extensão da coluna. Se o seu caso piora com flexão, atividades como natação, deep running e corrida serão mais indicadas. Nos casos agravados por extensão da coluna, a primeira atividade aeróbica tolerada pelo paciente será bicicleta ergométrica (de preferência aquela mais horizontal, com apoio nas costas). Lembre-se que no caso da corrida o treino deve ser iniciado com um programa de trote leve em terreno regular e a progressão também deve ser lenta e gradual.


Além de muita dedicação, paciência e motivação, você deve estar atento a qualquer sinal que o seu corpo estiver lhe mandando. Diminua o seu treino toda vez que sentir dor ou desconforto, seja durante ou depois da realização dos exercícios.


O mais indicado é ter ajuda profissional durante toda essa fase. Se nã for possível contar com os serviços de um fisioterapeuta ou treinador familiarizado com a recuperação de problemas de coluna, tente manter o seu médico informado sobre a sua progressão e procure ajuda se apresentar qualquer sintoma.


Fase 3: Manutenção


Esta fase fará parte do resto da sua vida... Pelo menos, requer o menor esforço, tempo e dinheiro para manter as excelentes mudanças conquistadas nos meses anteriores. Se você não mantiver um programa de manutenção, existe grande chance de voltar à estaca zero. A idade pesa sobre todos nós, principalmente nas nossas articulações, ossos e músculos. Na nossa opinião esse não é um preço alto a pagar pelo benefício de se manter ativo e fazendo o que você mais gosta.


Portanto, como o processo de envelhecimento é natural e inevitável, a melhor forma de evitar a dor nas costas por causa da hérnia de disco é prevenir, começando com bons hábitos posturais para evitar que movimentos que parecem bobos no dia-a-dia acabem acarretando uma patologia que pode atrapalhar os planos para uma nova prova ou meta.

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Agachamento x Hérnia de Disco: os limites da coluna vertebral



Agachar é uma ação natural do ser humano, e no decorrer do tempo, realizar o movimento constantemente pode ocasionar sérios danos à coluna vertebral.

A coluna é composta por vértebras, discos intervertebrais, nervos, músculos, medula e ligamentos. É nesse conjunto que acontece a maior parte das disfunções que causam dores nas costas. Porém, se dores na coluna não são tratadas de forma correta, podem se acentuar e evoluir para doenças mais graves, como a hérnia de disco, cujo estágio inicial está presente em quase 65% da população adulta brasileira, entre 25 e 50 anos de idade.

As vértebras da coluna estão unidas por articulações chamadas de discos intervertebrais, que são constituídos de material fibroso e gelatinoso, e desempenham a função semelhante a um amortecedor, proporcionando mobilidade para locomoção e movimentos de impacto. A hérnia de disco ocorre quando parte do disco (em geral os das vértebras cervical, dorsal ou lombar) se desloca para trás ou para o lado da coluna, comprimindo o nervo e causando dores. Segundo o fisioterapeuta e quiropraxista Gustavo Pilon (http://gustavopilon.com/), as dores são causadas por essa compreensão neural e não pela hérnia de disco em si. “Nenhuma hérnia de disco dói. A hérnia apenas vai doer, se o nervo for comprimido. Em qualquer estágio, se a hérnia não ‘apertar’ o nervo não haverá dor. A dor é um mecanismo de defesa”, explica o especialista, acrescentando que “destravando a coluna, liberando o nervo e flexibilizando novamente os músculos é possível em um prazo de duas a três semanas, dependendo de cada indivíduo, um tratamento eficaz para essas dores”.

No entanto, exercícios físicos podem minimizar as dores ocasionadas pela hérnia de disco, além de prevenir protrusões futuras, melhorar a nutrição do disco intervertebral, aumentar a difusão passiva de oxigênio e diminuir a concentração de hidrogênio.

Na musculação, os exercícios são efetivos e benéficos para o tratamento da hérnia de disco, já que possibilitam ao paciente trabalhar flexibilidade e força, fatores fundamentais para um retorno natural ao cotidiano, principalmente ao trabalho. Porém, de acordo com Gustavo, “o grande problema é quando a pessoa começa um exercício sem orientação, como o agachamento, aumentando uma carga na coluna e no joelho sem estar preparada para isso”.

Agachamento X Hérnia de Disco

O agachamento pode ser considerado um dos exercícios mais completos e complexos que existem, já que envolve diversos músculos, articulações e tendões. Por isso, pode ser um exercício contraindicado para pessoas com lesões mais graves na coluna, especialmente pessoas que estão na fase aguda de uma hérnia de disco. Para esse exercício ser realizado, é importante descobrir o limite do corpo de cada paciente. Segundo Gustavo, o exercício de agachamento requer cuidados e orientação profissional para não agravar o quadro da doença. “No agachamento, o principal cuidado é com o joelho e a lombar do paciente. É necessário não deixar o joelho ultrapassar a ponta do pé e a lombar fazer uma hiperlordose, aumentar a acentuação na sobrecarga posterior”, explica. Para ele, o ideal é evitar cargas elevadas e não realizá-lo com dor, em hipótese alguma.

As lesões normalmente são causadas pela má execução do movimento. Primeiramente, para uma boa execução do exercício é necessária uma carga que o praticante suporte e não sobrecarregue suas costas. Além disso, o espaço entre as pernas deve ser respeitado. Uma boa distância entre elas, afeta menos os quadríceps. Vale ressaltar que o melhor lugar para posicionar a barra é em cima do trapézio. O exercício pode não ser o mais indicado para as pessoas já diagnosticadas com hérnia de disco, porém ajuda a prevenir a doença por fortalecer a densidade óssea da lombar e sacro.

Os principais músculos que devem ser trabalhados para estabilizar a coluna e diminuir o risco de novas crises e novas hérnias são os multífidos, eretores da espinha e transverso do abdome. Para pessoas que possuem hérnia de disco é importante realizar atividades físicas de baixo impacto, como alongamento e fortalecimento da musculatura, tanto abdominal, quanto posterior da coluna. Essas atividades estabilizam a coluna, reduzindo a força para frente ou para trás da mesma. O ideal é dar prioridade para exercícios onde a posição é deitada ou em pé, como esteiras com velocidade lenta, exercícios localizados com pouco peso e alongamentos. Um indivíduo com uma ou mais hérnias de disco pode ter uma rotina normal de treinos, desde que haja uma atenção especial à região afetada.

Segundo Gustavo, se o paciente realizar um tratamento manipulativo para restaurar a mecânica da hérnia, destravar o bloqueio articular em cada articulação da coluna, diminuir a tensão muscular e introduzir exercícios funcionais para coluna lombar, a hérnia de disco não será um problema na vida desse indivíduo. “Para um trabalho de reabilitação com qualidade, eficiência e segurança é necessário procurar um profissional capacitado e qualificado para assegurar um corpo saudável”, finaliza.

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Quiropraxia e a hérna e disco


O que é?

A coluna vertebral é composta por 33 vértebras que juntas, são capazes de sustentar o corpo, proteger a medula espinhal e realizar o movimento. São sete vértebras cervicais, doze torácicas, cinco lombares, cinco sacrais formando o osso sacro, e quarto coccígeas, também fundidas e formando o osso cóccix. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, localizam-se os discos intervertebrais que servem para amortecer o impacto e com isso, proteger a coluna vertebral.


Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de desordens discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física, da má postura e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de desordens discais.


Quando estes discos se desgastam, parte deles sai da posição normal e comprimem tecidos delicados da Coluna Vertebral. Esta condição é também conhecida como hérnia de disco.


Quais os Sintomas?


A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante.


Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são: parestesia (formigamento) nos membros superiores e/ou inferiores, com ou sem dor; e perda de força dos membros superiores e/ou inferiores, com ou sem dor.

Nos casos aonde existe a perda de força mesmo sem a presença de dor, o tratamento cirúrgico pode ser o mais indicado.

Como é o Tratamento?


O tratamento Quiroprático nas desordens dos discos intervertebrais é dividido em três etapas e possuem altíssimos níveis de eficácia. A primeira etapa dedica-se na redução dos sintomas dolorosos causados pela lesão discal. É muito importante entender que, todo processo inflamatório da coluna vertebral provoca um ciclo vicioso de tensão muscular, perda de movimento articular, aumento da inflamação local, e aumento da dor que consequentemente, tensionará ainda mais a musculatura e dará continuidade a este ciclo.


Após controlado os sintomas dolorosos, inicia-se a segunda etapa, que consiste em restaurar o movimento articular e preparar os componentes estabilizadores da coluna para evitar quadros de recidiva do paciente. Nesta etapa, exercícios musculares dirigidos são fundamentais para preparar os músculos que estabilizam a coluna vertebral e com isso, garantir que não haja o retorno dos sintomas da lesão discal.


A terceira etapa está na manutenção. Uma vez ocorrido uma lesão discal, é muito importante que haja acompanhamento com um quiropraxista para garantir que as atividades do cotidiano não prejudiquem o funcionamento da coluna e despertem os sintomas inflamatórios da lesão do disco intervertebral.

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Sintomas da Hérnia de Disco Torácica


O quadro clínico varia dependendo da localização da hérnia discal torácica, compreendendo desde os caos de hérnias laterais com compressão do nervo intercostal até os quadros de hérnias centrais com quadro de mielopatia ou hérnias centrolaterais com quadro clínico de mielopatioa e dor radicular.

Os sintomas da hérnia de disco torácica variam amplamente. Os sintomas dependem onde ela se forma e qual é o tamanho da hérnia de disco, e se a medula espinhal foi comprometida.

A dor é geralmente o primeiro sintoma. A dor pode ser localizada sobre o disco lesado, mas pode se espalhar para um ou ambos os lados do meio das costas.

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Os pacientes entre a quarta e a sexta décadas da vida podem apresentar quadro de dor radicular do tipo intercostal, nos casos de hérnias laterais ou quadro neurológico decorrente de compressão medular nas hérnias centrais.

Entre as alterações neurológicas decorrentes de compressão medular os pacientes podem apresentar parestesia, paresia radicular em geral do tipo espástica, ataxia e alterações esfincterianas.

Além disso, os pacientes geralmente sentem “dor em faixa” em torno do peito. Os pacientes podem, eventualmente, denunciar sensações de agulhas e dormência. Outros dizem sentir que a perna ou músculos do braço ficaram fracos. O material do disco herniado que pressiona a medula espinhal pode causar alterações no intestino e também na função da bexiga.

No diagnóstico diferencial devemos incluir doenças neurológicas e tumores do sistema nervoso que podem provocar quadro clínico semelhante, e em destaque deve ser alertado o diagnóstico diferencial com afecções de vísceras torácicas e abdominais.

Para ilustrar o diagnóstico diferencial cita-se uma que se queixava de dor no hipocôndrio direito, que durante a investigação dessa dor foi submetida a exame ultrassonográfico que mostrou presença de cálculos na vesícula. Com este quadro a paciente foi submetida a uma colecistectomia e, no entanto, não apresentou melhora da dor no pós-operatório. Foi prosseguida a investigação, sendo reconhecida uma hérnia discal torácica comprimindo o nervo intercostal que foi ressecada, com melhora do sintoma.

Ainda ilustrando o diagnóstico diferencial, cita-se o caso de um paciente que apresentou dor na região anterior do tórax, sendo submetido a uma cinecoronariografia, pois se acreditava tratar de coronariopatia e ao prosseguir a investigação se reconheceu uma hérnia discal torácica que era responsável pelos sintomas.

As hérnias discais torácicas podem afetar áreas longe da coluna. Uma hérnia localizada na parte superior da coluna torácica pode irradiar dor e outras sensações para um ou ambos os braços. Se a hérnia ocorrer no meio da coluna torácica, a dor pode se irradiar para a região abdominal ou em faixa no peito, simulando problemas cardíacos. A hérnia de disco torácica inferior pode causar dor irradiada para a virilha ou para os membros inferiores e pode imitar dor na loja renal.

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