Tratamento cirurgico na Hernia de Disco Cervical


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O principal sintoma da hérnia de disco é a dor que se localiza, em geral, na região em que o disco intervertebral avariado provoca a compressão na raiz do nervo. Quando a cervical é a parte afetada, por exemplo, as dores podem se irradiar para uma dos braços e alterar a sensibilidade da região, causando dormência ou sensação de agulhadas.  A pessoa que vos escreve, quando exagera no trabalho, sente exatamente isso.

O tratamento da hérnia discal cervical, na ausência de compressão medular, é clínico, sendo indicada a intervenção cirúrgica para pacientes que falharam ao tratamento clínico adequado por 2 a 3 meses ou que apresentam dor refratária e/ou disfunção neurológica progressiva. Tem algumas técnicas cirurgicas que podem ajudar pacientes que não consigam melhorar com o tratamento clínico.

A nucleoplastia é uma técnica minimamente invasiva, na qual o disco intervertebral não é removido. Utilizando energia de faixa específica de radiofrequência, foi desenvolvida para ser uma alternativa ao tratamento cirúrgico convencional, na falha do tratamento clínico, para hérnias discais cervicais e lombares contidas e em casos selecionados de degeneração discal lombar (discopatia dolorosa). Por ser tratamento minimamente invasivo, tem por objetivo, por meio da inserção de dispositivo percutâneo no disco intervertebral, a ablação do núcleo pulposo de modo controlado, reduzindo, por conseguinte, a pressão intradiscal. Não se recomenda a nucleoplastia no tratamento de rotina nesses pacientes.

Instrumentação vertebral é um termo genérico utilizado para procedimentos cirúrgicos que implantam parafusos, dispositivos intersomáticos (espaçadores), placas e hastes, para a estabilização da coluna. A instrumentação e fusão são utilizadas para permitir estabilidade à coluna ou corrigir uma deformidade, como no caso de uma doença discal degenerativa que causa instabilidade ou escoliose progressiva, que é causa de deformidade.

A abordagem cirúrgica mais utilizada no tratamento da doença degenerativa discal cervical é a discectomia com ou sem fusão dos dois corpos vertebrais adjacentes. Os objetivos do tratamento cirúrgico podem ser resumidos em: obtenção da descompressão (envolve a remoção do disco intervertebral ou estruturas osteolíticas dos elementos neurais comprimidos), restauração do alinhamento (reparo da altura do espaço discal e altura do forame neural), e estabilidade da coluna cervical (eliminação de movimento).

E tem ainda a artroplastia que propõe preservar o movimento no local da discectomia e descompressão anterior. Movimento este que, em teoria, diminui a doença articular degenerativa aos níveis adjacentes operados.

Uma vez decidido pela cirurgia, o médico avaliará qual o seu quadro clínico, o que está te fazendo ter essas dores para decidir qual é o melhor método. É importante frisar que a cirurgia será paliativo. Se a sua hérnia foi causada por hábitos posturais ruins, se você não mudar esses hábitos, será uma questã de tempo para as dores voltar, infelizmente.

Eu, com a minha hérnia cervical, melhorei muito com a mudança de hábitos. Não passo mais 50 minutos sem levantar da minha cadeira de trabalho, inclui atividade física diária na minha vida e mudei algumas coisas na minha rotina, como ver tv virada para o lado esquerdo.  Quando exagero, o braço esquerdo perde a fora, há formigamento e um cansaço maior.  A minha relação com a hérnia é de paciência. Quando ela "apita", eu não vou além. E há 7 anos convivo com ela muito bem.

Tomei como base esse texto

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Dor do nervo ciático: doença ou sintoma?

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No próximo 16 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Coluna Vertebral, data em que diversas entidades de saúde chamam a atenção para os cuidados com a coluna. E dentre os temas mais importantes nas dores lombares, um em especial é o que mais leva pessoas aos consultórios médicos: a dor do nervo ciático, gerada em mais de 90% dos casos, pela hérnia de disco.

A hérnia de disco é uma doença que ocorre pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais lombares ou cervicais, que acabam por apertar as raízes nervosas que passam próximas a eles, e quando permanece por longo tempo, interfere na qualidade de vida e limita atividades simples do dia-a-dia do indivíduo por sua dor intensa, conhecida então como dor do nervo ciático.

Desta forma, embora comumente relatada como uma doença, na verdade a dor ciática é um sintoma da hérnia de disco, que acomete cerca de 5,4 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2014. Dentre 10% restantes, estão atividades físicas pesadas, posturas erradas, tumores e fraturas na coluna.

Além da dor na região do quadril com extensão pelo nervo ciático, os sintomas da doença se caracterizam por formigamento, dormência e fraqueza que correm para as pernas e dedos.

Mais comum em pessoas entre 30 e 50 anos, a doença acontece quando o disco intervertebral é enfraquecido ou sobrecarregado, rompendo as fibras que o constitui (anel fibroso), fazendo com que o núcleo pulposo (material mucoide de cor esbranquiçada) ultrapasse seus limites.

Outros fatores também podem favorecer para o aparecimento da doença, como genética e envelhecimento, exercícios físicos intensos ou mal direcionados.

O diagnóstico inicial da hérnia de disco é clínico e só pode ser feito pelo médico, que examinará o paciente, analisará seu quadro e, dependendo do caso, solicitará exames complementares.

Em relação ao tratamento, mais de 90% dos casos são bem controlados com medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares), fisioterapia e eventuais infiltrações. Apenas os quadros graves, que não apresentam melhora da dor com os tratamentos conservadores é que possuem indicação para a cirurgia, minimamente invasiva ou videolaparoscópica.

Alguns pacientes podem necessitar de cirurgias convencionais, mas em ambos

 os casos e em mais de 95% dos pacientes, a resposta é bastante positiva".

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Vantagens e desvantagens da discectomia endoscópica sobre a cirurgia convencional

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A discectomia endoscópica é um tratamento seguro, minimamente invasivo e indicado para pacientes com dores na coluna – entre moderadas e severas – causadas por uma hérnia de disco.

É a ressecção do disco intervertebral ou parte dele (por exemplo, em hérnia de disco sintomática) com auxílio de um endoscópio, em geral, realizado sob anestesia local.

Quais as vantagens da discectomia endoscópica sobre a cirurgia convencional?
·        Menor incisão cirúrgica
·        Anestesia local
·        Menor duração
·        Alta no mesmo dia
·        Menor lesão tecidual

Quais as desvantagens da discectomia endoscópica sobre a cirurgia convencional?
·        Nova tecnologia
·        Alto custo

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Osteopatia promete tratar hérnias e dores nas costas sem remédio ou cirurgia


Um tratamento para problemas nos ossos, músculos e articulações que promete a cura de males como hérnias e dores nas costas sem remédio nem cirurgia. Parece mentira, mas existe. Trata-se da osteopatia, técnica criada no século 19 nos EUA pelo cirurgião Andrew Taylor Still. Insatisfeito com os métodos disponíveis na época para tratar os feridos na Guerra de Secessão americana, o médico passou a estudar anatomia e fisiologia em cadáveres para tentar entender melhor o funcionamento do corpo humano.

A partir dos resultados dessas pesquisas, o cirurgião desenvolveu o tratamento que consiste, basicamente, na estimulação manual dos tecidos (articulações, músculos, tendões, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático), com técnicas específicas, que incluem massagens e outros exercícios. Still acreditava que essas intervenções poderiam aumentar a capacidade de recuperação do organismo de forma natural.

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O principal diferencial da osteopatia é atuar nas disfunções e não apenas nos sintomas das doenças. As disfunções são o desequilíbrio ou o não funcionamento adequado de determinada estrutura ou sistema, o que normalmente desencadeia os sintomas. Não se trata de atuar apenas na melhora dos sintomas e sim atenuá-los a partir do tratamento de sua causa.

A técnica é indicada para problemas no sistema músculo-esquelético que causem dores (cervicalgias, lombalgias, dores no ombro, joelho, tornozelo, cabeça, hérnias de disco e ciáticas), alterações de sensibilidade (formigamentos, diminuição ou aumento da sensibilidade) e limitações articulares (perda do movimento) . O principal diferencial é a utilização somente do tratamento manual, com extrema eficácia e sem a utilização de medicamentos e de processos cirúrgicos.

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No Brasil, a osteopatia desembarcou apenas em 1989, quase um século depois da fundação da Escola Americana de Osteopatia, nos EUA, em 1892. Hoje, há cerca de 1.000 especialistas na técnica no Brasil, número considerado baixo. Isso se deve ao tempo de formação e dificuldade da especialização. A França, por exemplo, possui 30.000 osteopatas para uma população três vezes menor

Apesar de ser considerada uma prática da medicina alternativa, a osteopatia é reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) e só pode ser exercida por fisioterapeutas formados e com cinco anos de pós-graduação específica na técnica. Ela está baseada na anatomia, na fisiologia e semiologia, e não deve ser considerada esotérica. A sua validade é bastante concreta tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) a recomenda.

O tratamento começa com uma avaliação minuciosa do paciente, que consiste em diversas perguntas sobre o histórico de disfunções e doenças, cirurgias, sinais e sintomas, e as relações entre eles. Depois realiza-se a inspeção e a palpação com diagnóstico clínico (testes) e só então tem o inicio do tratamento com técnicas específicas para cada paciente. Portanto, as técnicas selecionadas e a evolução é totalmente individual entre os pacientes com a mesma queixa.

No início, o paciente passa pela intervenção uma vez a cada intervalo de 7 ou 15 dias. Com a melhora do quadro clínico, o tempo entre as sessões pode ficar mais espaçado. O tratamento não possui contraindicações. Pode-se abordar crianças, bebês, idosos e gestantes, com um prognóstico positivo e rápido.

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Dormência e perda da sensibilidade podem estar ligadas à hérnia de disco

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Dores nas costas atrapalham pequenos afazeres diários e podem ter diversas causas. Uma das mais comuns é a hérnia de disco, uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, mas prevalece em indivíduos entre 30 e 50 anos. Em jovens, está associada a determinados tipos de exercícios repetitivos e mal executados, o que causa uma compreensão do disco na lombar. Já na fase adulta ou idosa, entram as lesões degenerativas da própria vertebra. Dependendo da gravidade, as formas de tratamento podem variar entre a realização de uma cirurgia, prática de exercícios ou tratamento medicamentoso para diminuir a dor e o desconforto, os principais sintomas de quem possui a hérnia de disco.

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Os sintomas de uma hérnia podem variar conforme a sua localização. O principal sintoma da hérnia cervical, por exemplo, é a dor localizada no pescoço. É comum quem sofre com a hérnia cervical queixar-se de dores e a sensação de formigamento nos ombros e nos braços. Pode haver dificuldade em movimentar o pescoço e apresentar falta de força muscular. Já na hérnia de disco lombar, as principais queixas são as dores nas costas que irradiam para uma das pernas, coxas e podem chegar até os pés. Características ligadas à doença são dormência e a perda da sensibilidade. A dor localizada na lombar normalmente piora os movimentos, podendo intensificar quando o indivíduo tosse, ri ou mesmo quando se esforça para evacuar.

A manifestação dos sintomas é diferente dependendo da sua localização e intensidade da compressão da hérnia, que determinará se o indivíduo sentirá dor, perderá a sensibilidade ou apresentará fraqueza. "Tais sintomas podem surgir subitamente, desaparecer espontaneamente e retornar em intervalos pequenos. Mas, também podem ser constantes e ter longa duração. A princípio o tratamento é conservador, com analgésicos e anti-inflamatórios. Além disso, também é recomendado que o paciente procure melhorar a postura, fazer alongamentos e exercícios que fortaleçam a musculatura.

Caso os medicamentos não consigam reverter o quadro de dor ou dormência e a hérnia influencie nas funções motoras do paciente, é preciso pensar no tratamento cirúrgico. Hoje, o tratamento é minimamente invasivo, oferecendo ótimos resultados com mínimos riscos ao paciente. Se o indivíduo persistir com algum desses sintomas, deve procurar o ortopedista para que ele faça uma avaliação minuciosa e determine se deve ao não fazer fisioterapia, devido à gravidade da lesão.

Não existe um grupo específico de exercícios para a hérnia cervical. Cada caso é único, os exercícios devem ser personalizados, realizados com perfeição e com a indicação de um profissional para que o quadro não se agrave. A prática de exercícios para a hérnia cervical é fundamental, durante a fisioterapia. Por exemplo, exercícios que fortalecem os músculos das costas ajudam a melhorar a postura. Um fisioterapeuta é o profissional indicado para ensinar e orientar o paciente, para que ele pratique em casa e melhore o quadro.

O ortopedista orienta como prevenir casos de hérnia de disco lombar. A primeira coisa ao se pensar em hérnia de disco lombar é que o paciente evite o sobrepeso, tenha hábitos de vida saudáveis, realize exercícios abdominais, que colaboram para reforçar a musculatura abdominal e vertebral, e faça alongamentos ao longo do dia.

Todo exercício precisa ser orientado por um profissional, para que não haja um desgaste muscular e nem a compressão do disco da lombar.

Como diagnosticar a hérnia de disco?

Um exame físico cuidadoso é quase sempre o primeiro passo para diagnosticar a hérnia de disco. O profissional examinará o pescoço, ombros, braços e mãos ou na região lombar, quadris, pernas e pés. e avaliará os sintomas, além de ser necessário uma série de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, ressonância magnética e radiografia da coluna.

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Anatomia da Hérnia de Disco Torácica



Embora na literatura existam publicações bastante antigas onde já são citadas as hérnias discais torácicas, até há pouco tempo era questionada a sua existência e com a melhora dos métodos diagnósticos por imagem passaram a ser bem mais reconhecidas e entendidas.

Ainda assim, hoje, a incidência de cirurgias para hérnias discais correspondem a apenas 0,2 a 1% de todas as cirurgias discais.


Um aumento no uso de imagens de ressonância magnética (RM), levou à descoberta de que talvez 15% das pessoas tem uma hérnia de disco torácica. Ver uma hérnia de disco torácica na ressonância magnética geralmente é acidental, ou seja, mostra-se quando a pessoa faz ressonância magnética para outro problema.

Poucas pessoas com uma hérnia de disco torácica sentem quaisquer sintomas ou tem problemas, como resultado desta condição. Em casos raros quando os sintomas surgem, a principal preocupação é se a hérnia de disco está afetando a medula espinhal.


Embora, muitas vezes, as pessoas referem-se a uma hérnia de disco torácica como uma hérnia de disco, o disco intervertebral realmente não escorrega para fora do lugar. Em vez disso, o termo hérnia, significa que o material do centro do disco ( o núcleo pulposo) tem sido espremido para fora do espaço normal. Na coluna torácica, esta condição afeta principalmente as pessoas entre 40 e 60 anos de idade.

O disco intervertebral é uma estrutura de tecido conjuntivo especializado que separa os corpos vertebrais. O disco é feito de duas partes. O centro, chamado de núcleo pulposo, é gelatinoso. Ele tem a maior capacidade do disco para absorver os choques. O núcleo é mantido no seu lugar pelo anel fibroso, constituído por uma série de anéis formados por fibras de tecido conjuntivo, em torno do núcleo gelatinoso. Os ligamentos são fortes e são feitos de tecido conjuntivo que unem os ossos entre si.

Os discos intervertebrais saudáveis ​​funcionam como amortecedores, amortecendo os impactos contra a coluna vertebral. Eles protegem a coluna contra a força da gravidade e contra as atividades de vida diária que aumentam a exigência de muita força na espinha, tais como saltos, corrida erguimento para a posição ereta e carregamento de pesos.

O canal vertebral é um tubo oco no interior da coluna vertebral. Esse canal vertebral envolve e protege a espinal medula, uma vez essa passa no seu interior. A medula espinal é semelhante a uma corda comprida feita de milhões de fibras nervosas (os neurônios). Assim como o crânio protege o cérebro, os ossos da coluna vertebral protegem a medula espinhal. O canal vertebral é estreito na coluna torácica. Qualquer condição que ocupe espaço-extra dentro deste canal pode ferir a medula espinhal.

Os vasos sanguíneos correm para cima e para baixo na coluna nutrindo a medula espinhal. No entanto, apenas a artéria espinal anterior, passa na parte da frente da medula espinhal, na região entre T4 e T9.

Os médicos chamam essa seção da coluna de zona crítica. Se este único vaso é danificado, como pode acontecer com a pressão de uma hérnia de disco torácica, a medula espinhal não tem outra forma de obter sangue. Não tratada, esta seção (T4 a T9) da medula espinhal, pode ocorrer problemas graves de fraqueza ou paralisia abaixo da cintura.

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Conceitos e causas da Espondilose Cervical



Vamos falar sobre Espondilose cervical?

Espondilose cervical é o conjunto de alterações consequentes da artrose da coluna cervical. Com a idade, os discos intervertebrais perdem sua elasticidade, por perda progressiva do seu conteúdo de água. Quando a nutrição do disco se torna insuficiente, há perda dos seus elementos constituintes, que leva a redução da altura do disco, da sua resistência aos movimentos e aos traumas, mesmo pequenos, facilitando a sua ruptura e degeneração. Estas alterações discais são seguidas de reações ósseas das vértebras adjacentes, com a formação de osteófitos, ou bicos-de-papagaio, que tendem a fundir as vértebras.

Este conjunto de alterações pode predispor a uma redução do canal vertebral e dos forâmenes de conjugação. O canal vertebral contém a medula espinhal, que é uma estrutura nervosa responsável pela transmissão de todos os impulsos nervosos que chegam dos membros ao cérebro e que levam os estímulos nervosos do cérebro para os nervos e, conseqüentemente, para os músculos do corpo.
Não há uma causa única para a espondilose cervical. Pode haver uma predisposição à mesma nas pessoas cujo canal vertebral é congenitamente estreito.

Pequenos traumas repetidos contribuem para que os discos intervertebrais sejam lesados progressivamente, iniciando o processo de espondilose. Algumas profissões e atividades esportivas aumentam este risco.

Outro fator importante é o tabagismo, pois compromete a micro-circulação sangüínea e prejudica a nutrição do disco. Os osteófitos, os ligamentos e as facetas articulares hipertrofiados e os fragmentos discais protruidos, em conjunto, reduzem o canal e os forâmenes vertebrais, levando a compressão da medula e das raízes espinhais.

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Hérnia de disco: acompanhamento físico e psicológico é fundamental

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A hérnia de disco é uma das doenças de coluna mais comuns. Seu tratamento costumava causar grande medo nas pessoas, pois era necessário uma grande cirurgia e longo tempo de recuperação. Hoje, médicos especialista em coluna oferecem um tratamento minimamente invasivo, oferecendo ótimos resultado com mínimos riscos ao paciente.

O paciente com hérnia de disco costuma apresentar dor que pode irradiar-se da parte inferior da coluna passando pela coxa, pela perna e chegando até o pé. Pode haver perda de sensibilidade e dificuldade ao movimentar membros inferiores. Normalmente estes sintomas são observados em um lado somente, porém são bastante incômodos.

A maioria dos casos de hérnia de disco podem ser tratados efetivamente com métodos conservadores como medicação, fisioterapia e cuidados posturais. Somente quando não obtemos melhora com métodos conservadores, utilizamos métodos minimamente invasivos como a foraminotomia cervical para ressecção da herniação. Esta técnica caracteriza-se por uma recuperação muito rápida no pós operatório. Nos casos onde a foraminotomia não esta indicada devido ao comprometimento do disco, utiliza-se método de preservação de movimento, como o disco artificial cervical, ou ainda métodos de estabilização rígida como a fusão cervical (artrodese).  

Abordagem psicologica no tratamento das dores da coluna

Assim como os fatores psicológicos podem contribuir para os problemas, a atitude, a compreensão e aceitação do paciente são pontos importantes no auxilio ao controle da dor crônica. Junto com o tratamento físico o paciente devera receber aconselhamento e acompanhamento psicológico para melhorar seu estado emocional.
Desenvolver uma atitude positiva sobre a recuperação aumenta as chances de que esta seja mais curta e fácil. 

Fatores que contribuem para dor

"A atitude, a compreensão e aceitação do paciente são pontos importantes no auxilio ao controle da dor crônica"

Depressão - É muito comum pacientes com dores crônicas na coluna desenvolverem algum nível de depressão. Há uma duvida quanto ao que vem primeiro: se a dor crônica ou a depressão. De qualquer maneira a depressão deve ser considerada e tratada adequadamente para que possa se alcançar o melhor resultado possível dos demais tratamentos.

Estresse - O estresse relacionado a outros aspectos da vida comumente aumentam a dor nas costas e pescoço. É muito importante identificar estes fatores de stress e a aprender a lidar com eles de maneira que não afete negativamente a dor. 

Medo e ansiedade - Estes são sentimentos comuns quando a dor volta após um período sem sintomas. Muitos questionamentos são feitos em relação às causas possíveis do retorno da dor. Irei perder os movimentos? Tenho câncer? Medo e ansiedade fazem com que a dor pareça maior do que realmente é.

Insônia - A insônia causada pela dor pode causar agitação, fadiga, transtornos de humor e irritabilidade. Tudo isso pode intensificar a dor. Restabelecer o ciclo de sono é um dos primeiros passos no tratamento da dor crônica. 

Opções de Tratamento

Técnicas de relaxamento são indicadas para lembrar ao paciente de relaxar física e emocionalmente com o objetivo de diminuir o desconforto na área afetada da coluna. O estresse físico e mental pode contribuir com este incomodo.

Atividades de lazer - Empenhar-se na realização de atividades que possam distrair sua mente e esquecer da dor forçando o seu cérebro a se concentrar em outras coisas que não a dor.

Pacing - é um auxiliar muito importante no processo de recuperação. É usado para ajudar a controlar a quantidade de trabalho que um paciente pode desenvolver em um determinado período de tempo a fim de evitar uma recaída ou mesmo a fadiga que também pode causar a dor.

Biofeedback - é um tratamento que usa eletrodos para monitorar a atividade muscular na área afetada da coluna e mostra isso em um monitor. Isto possibilita ao paciente visualizar o relaxamento dos músculos.

Existem, portanto, muitas maneiras de solucionar ou aliviar a dor nas costas. Procure um médico especialista em coluna e informe-se. 

Escrito por: Juliano Lhamby

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Obesidade sobrecarrega a coluna e aumenta as chances de hérnia de disco

 

Se na década de 70 a maior preocupação era com a desnutrição, hoje é a obesidade que chama atenção e coloca a saúde dos brasileiros em risco. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que 50,1% dos homens brasileiros com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%. São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres.

A obesidade passa longe de ser um problema somente estético, a doença está associada a diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta e infarto. Além disso, o sobrepeso pode atingir a coluna vertebral: 25% das pessoas obesas apresentam mais de chances de sofrer dores na coluna. Para ter a coluna afetada não é necessário entrar na categoria de obeso: cada 10 quilos a mais do que o recomendado aumenta o risco de dor nas costas. As pessoas obesas são as que mais enfrentam problemas na coluna, pois a obesidade sobrecarrega o peso sobre a coluna vertebral e pressiona os discos, causando uma hérnia no futuro. Mas o que muita gente não sabe &e acute; que não são apenas os obesos que correm esse risco. Aqueles que brigam com a balança também estão expostos a alterações na coluna.

As dores nas costas são bastante frequentes, afetam 36% da população do Brasil, segundo estudo feito pela Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz. Mas o problema é quando uma simples dor na costa impede a pessoa de realizar tarefas simples. Quando a dor é constante, acompanhada de formigamento, queimação e uma dor aguda que atinge o quadril, perna e nádegas, pode indicar um quadro de hérnia de disco.

A hérnia de disco é provocada por uma lesão dos discos que compõem a coluna vertebral. Esses discos estão localizados nas vértebras e agem como amortecedores, absorvendo os choques. 80 a 90% das hérnias de disco podem ser tratadas sem cirurgia, ou seja, apenas com tratamentos convencionais  que envolvem fisioterapia, exercícios físicos e medicamentos prescritos por um médico. Porém, quando a pessoa é obesa a cirurgia pode ser a mais indicada.

A cirurgia de hérnia de disco é indicada somente quando há perda motora ou de reflexo. Além disso, pacientes acima do peso são mais propensos a ter que passar por uma cirurgia para o tratamento cirúrgico da hérnia de disco em comparação a pacientes que não são obesos.

O problema é que a obesidade aumenta as chances de complicações cirúrgicas, o tempo operatório, a perda de sangue e o tempo de internação hospitalar. Estudos apontam que as chances das cirurgias feitas para aliviar a dor lombar e problemas de hérnia de disco não serem bem sucedidas são maiores em pacientes cujo IMC é superior a 40.

Além disso, outras doenças que estão associadas à obesidade também podem interferir na recuperação do paciente. Mesmo sabendo de todos os riscos, o paciente obeso deve conversar com o médico e avaliar quais são as chances reais de fazer uma cirurgia de coluna. Geralmente, quando a cirurgia é minimamente invasiva apresenta menos riscos de complicações do que as do tipo tradicional para os pacientes obesos.

Saúde em primeiro lugar

Perder peso é o primeiro passo para evitar e tratar doenças da coluna em pessoas obesas. O paciente obeso deve se preparar antes de submeter ao tratamento cirúrgico. É importante que ele comece adotando hábitos saudáveis. Além disso, as atividades físicas são grandes aliadas da hérnia de disco. O exercício compensa a fraqueza muscular típica dos pacientes com hérnia de disco.

Se você já foi diagnosticado com hérnia de disco, consulte seu médico para saber quais são os exercícios que pode fazer em casa para aliviar eventuais dores nas costas.

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Cirurgia endoscópica para tratar hérnia de disco

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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP passa a oferecer um procedimento inédito no SUS (Sistema Único de Saúde), o tratamento de hérnia de disco lombar por cirurgia endoscópica. A técnica é aplicada com anestesia local e possibilita que o paciente tenha alta no mesmo dia.

Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC, estudos mostram que a cirurgia feita com o auxílio do endoscópio é tão eficaz quanto a tradicional, com a vantagem de ser menos invasiva.

A técnica é aplicada com anestesia local e sedação para permitir monitorar os movimentos do paciente. Após a anestesia, é feita uma pequena incisão e inserida uma cânula por onde passará o endoscópio e os instrumentais apropriados para a retirada do disco lesado.

Cerca de 300.000 pessoas são submetidas por ano a procedimentos cirúrgicos abertos para tratar a hérnia de disco no Brasil. O especialista explica que apesar do alto índice de sucesso nesse tipo de procedimento, as complicações (como infecções) e o tempo prolongado de reabilitação foram fatores cruciais par ao desenvolvimento de novas técnicas minimamente invasivas, como a endoscopia.

O Hospital das Clínicas, maior complexo hospitalar da América Latina, passará a oferecer o novo tratamento de forma regular. Porém, apesar da técnica englobar quase todos os tipos de hérnias de disco, cabe ao médico avaliar, individualmente, se o procedimento é indicado para o paciente.

Do Portal do Governo do Estado

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Acupuntura para Hérnia de Disco

Acupuntura para Hérnia de Disco

A hérnia de disco pode resultar em diferentes dores e inflamações. Embora a acupuntura não possa curar a doença degenerativa do disco que é freqüentemente associada com esta condição, no mínimo, ele pode ajudar com o desconforto e dores associadas, que freqüentemente acompanha a hérnia discal. Hérnia de disco são mais comuns na região lombar, mas também pode acontecer no pescoço.

Causas da hérnia de disco

Os discos em sua coluna estão entre as vértebras e agem como almofadas. São eles que permitem a flexibilidade da coluna e absorvem os choques desses movimentos de flexibilidade. Conforme você envelhece, esses discos começam a se degenerar, em alguns casos pode ocorrer ainda na juventude. Quando essa degeneração ocorre o disco pode pressionar o nervo, causando dor e inflamação.

Medicina Tradicional Chinesa

No ponto de vista da Medicina Tradicional Chinesa, a maioria das doenças possuem tanto um excesso como alguma deficiência, por exemplo a dor e a inflamação causada pela hérnia de disco pode ser considerada uma síndrome de excesso de sangue e Qi estagnado. Qi estagnado refere-se a um bloqueio do Qi, ou energia, que dificulta esse fluxo, e pode ocasionar em uma deficiência no rim. Portanto, geralmente o tratamento consiste em um abordagem para lidar com as duas frentes e com ambos aspectos.

Alívio da dor e inflamação

Os pontos de acupuntura serão orientados para o alívio e redução da dor e da inflamação, esses pontos serão locais, no local específico da dor e em toda a região afetada. Outros pontos podem ser escolhidos com uma certa distância a partir da área localizada, que são conhecidos por serem eficazes para o alívio da dor, como por exemplo o ponto do intestino grosso. Estes pontos são específicos para remover a qi e a estagnação do sangue (inflamação) que irá causar e incentivar o alívio da dor.

Fortalecimento da coluna

Na medicina tradicional chinesa, degeneração dos discos está ligada a deficiência renal. Não se refere apenas ao órgão, mas sim com a energia do rim ou qi. Portanto, o acupunturista provavelmente irá escolher alguns pontos para fortalecer o seu corpo em geral e principalmente a energia do rim. Embora a hérnia de disco (degenerações) não pode ser curada, a acupuntura pode ajudar com o retorno do disco ou da hérnia para seu devido lugar mais rapidamente. E pode ainda ajudar a “retardar” o processo das alterações degenerativas.

Pesquisas

O uso da acupuntura para o alívio da dor tem sido uma das terapias mais pesquisadas. Uma análise de estudos randomizados e controlados por Eric Manheimer, da Universidade de Maryland Center for Integrative Medicine, concluiu que a acupuntura realmente aliviar a dor. No entanto, pesquisas mais extensas ainda estão sendo realizadas.

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Saiba como evitar a hérnia de disco cervical


Saiba como evitar a hérnia de disco cervical Flávio Neves/Agencia RBS

A má postura durante a realização de tarefas no dia a dia, ao dirigir, na realização de atividades físicas, permanecer sentado durante extensos períodos na mesma posição, a obesidade e o sedentarismo são fatores que acarretam, em longo prazo, em danos à coluna. Um desses exemplos é a hérnia de disco cervical que também é proveniente do processo degenerativo do disco e das vértebras da coluna por causa do envelhecimento.

No Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. Ela é caracterizada pelo processo pelo qual o disco intervertebral (responsável pela estabilidade da coluna e que fica localizado entre duas vértebras situadas na coluna vertebral), sofre uma ruptura na sua parte chamada de anel fibroso que envolve o núcleo pulposo.

- Com isso, provoca a saída do núcleo pulposo por meio de uma fissura no anel fibroso, gerando uma compressão nas raízes cervicais responsáveis pela inervação de membros superiores -descreve o médico neurocirurgião, Dr. Paulo Porto de Melo (formado pela UNIFESP e Colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA).

O médico neurocirurgião explica que os principais sintomas da hérnia cervical são, frequentemente, localizados na região do pescoço.

- Essa dor no pescoço, além de agravar em dificuldades para movimentá-lo de um lado para outro, pode irradiar para o ombro e braços, gerando sensação de formigamento, dormência e, em alguns casos, diminuição da força muscular nos membros superiores -diz o Dr. Porto de Melo.

Como evitá-la

Mudar o estilo de vida é a primeira recomendação a ser seguida por quem pretende evitar problemas oriundos da hérnia discal vertebral.

- Manter uma vida saudável e distante do sedentarismo é essencial. Realizar diariamente atividades físicas com orientação de um profissional ou alongamentos também contribui para o fortalecimento das musculaturas posturais, responsáveis pela estabilidade da coluna - informa o especialista.

Confira outras dicas do Dr. Paulo Porto de Melo para evitar o acometimento de dores provenientes da hérnia de disco cervical:

- Controle o peso corporal para não sobrecarregar a coluna;

- Evite o consumo de álcool e de cigarro, pois as substâncias presentes na composição de ambos provocam uma redução nos vasos que nutrem o disco intervertebral;

- Tenha cautela ao carregar peso. A recomendação é transportar bolsas e mochilas que não ultrapassem mais de 10% do seu peso. Além disso, no caso de sacolas, divida o peso em dois volumes para equilibrar o volume;

- Ao sentar-se para ler, escrever ou trabalhar, mantenha os pés sempre apoiados e escore as costas no encosto da cadeira;

- No caso de mulheres, evite abusar do uso de saltos muito altos, pois provocam uma curvatura da região lombar, motivando uma hiperlordose. Provocando, desta forma, uma fadiga muscular;

- Para lavar ou passar, utilize um banquinho para apoiar um dos pés, o que alivia a tensão lombar;

- Evite realizar trabalho físico muito pesado para não ocasionar lesões na lombar;

- Para dormir, não opte pela posição de bruços, pois ela aumenta a tensão lombar. O indicado é deitar-se de lado e colocar um travesseiro entre as pernas para alinhar a cervical. Para levantar da cama, vire-se na posição lateral e empurre o corpo para cima com a ajuda de um dos braços.

Fonte: Zero Hora

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