Anatomia da Hérnia de Disco Torácica









Embora na literatura existam publicações bastante antigas onde já são citadas as hérnias discais torácicas, até há pouco tempo era questionada a sua existência e com a melhora dos métodos diagnósticos por imagem passaram a ser bem mais reconhecidas e entendidas.

Ainda assim, hoje, a incidência de cirurgias para hérnias discais correspondem a apenas 0,2 a 1% de todas as cirurgias discais.


Um aumento no uso de imagens de ressonância magnética (RM), levou à descoberta de que talvez 15% das pessoas tem uma hérnia de disco torácica. Ver uma hérnia de disco torácica na ressonância magnética geralmente é acidental, ou seja, mostra-se quando a pessoa faz ressonância magnética para outro problema.

Poucas pessoas com uma hérnia de disco torácica sentem quaisquer sintomas ou tem problemas, como resultado desta condição. Em casos raros quando os sintomas surgem, a principal preocupação é se a hérnia de disco está afetando a medula espinhal.


Embora, muitas vezes, as pessoas referem-se a uma hérnia de disco torácica como uma hérnia de disco, o disco intervertebral realmente não escorrega para fora do lugar. Em vez disso, o termo hérnia, significa que o material do centro do disco ( o núcleo pulposo) tem sido espremido para fora do espaço normal. Na coluna torácica, esta condição afeta principalmente as pessoas entre 40 e 60 anos de idade.

O disco intervertebral é uma estrutura de tecido conjuntivo especializado que separa os corpos vertebrais. O disco é feito de duas partes. O centro, chamado de núcleo pulposo, é gelatinoso. Ele tem a maior capacidade do disco para absorver os choques. O núcleo é mantido no seu lugar pelo anel fibroso, constituído por uma série de anéis formados por fibras de tecido conjuntivo, em torno do núcleo gelatinoso. Os ligamentos são fortes e são feitos de tecido conjuntivo que unem os ossos entre si.

Os discos intervertebrais saudáveis ​​funcionam como amortecedores, amortecendo os impactos contra a coluna vertebral. Eles protegem a coluna contra a força da gravidade e contra as atividades de vida diária que aumentam a exigência de muita força na espinha, tais como saltos, corrida erguimento para a posição ereta e carregamento de pesos.

O canal vertebral é um tubo oco no interior da coluna vertebral. Esse canal vertebral envolve e protege a espinal medula, uma vez essa passa no seu interior. A medula espinal é semelhante a uma corda comprida feita de milhões de fibras nervosas (os neurônios). Assim como o crânio protege o cérebro, os ossos da coluna vertebral protegem a medula espinhal. O canal vertebral é estreito na coluna torácica. Qualquer condição que ocupe espaço-extra dentro deste canal pode ferir a medula espinhal.

Os vasos sanguíneos correm para cima e para baixo na coluna nutrindo a medula espinhal. No entanto, apenas a artéria espinal anterior, passa na parte da frente da medula espinhal, na região entre T4 e T9.

Os médicos chamam essa seção da coluna de zona crítica. Se este único vaso é danificado, como pode acontecer com a pressão de uma hérnia de disco torácica, a medula espinhal não tem outra forma de obter sangue. Não tratada, esta seção (T4 a T9) da medula espinhal, pode ocorrer problemas graves de fraqueza ou paralisia abaixo da cintura.


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