Dores nas costas podem ser sintomas de hérnia de disco

 

A hérnia de disco é caracterizada pelo envelhecimento, precoce ou natural, dos discos intervertebrais que estão entre as vértebras cervicais torácicas e lombares. "Os discos presentes entre as vértebras funcionam como amortecedores, evitando o choque entre os ossos. A hérnia acontece quando um destes discos estoura e o núcleo pulposo dele se dispersa", explica o neurocirurgião especializado em coluna, Dr. Márcio Vinhal, do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

O especialista afirma que a patologia é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, mas ressalta que o excesso de peso e a prática de exercícios sem orientação podem ocasionar à doença entre os mais jovens. O neurocirurgião também alerta que o tabagismo pode intensificar o desenvolvimento de hérnias. "O hábito de fumar pode diminuir a circulação sanguínea que irriga os discos vertebrais, levando ao ressecamento. Consequentemente, isso causa o desgaste deste tecido", acrescenta.

O neurocirurgião esclarece que os principais sintomas da doença são dores nas costas e pernas, além da perda de força dos membros.  Formigamentos também podem ser um sinal de pequenas hérnias de discos, também conhecidas como protrusões discais.

Dr. Márcio também enfatiza que a maioria dos casos pode ser tratada com medicação e fisioterapia. "Em situações mais graves a cirurgia é necessária, visto que o paciente não respondeu aos tratamentos não invasivos. A intervenção cirúrgica é realizada em último caso", complementa.

O Hospital Santa Luzia, local de trabalho do neurocirurgião, realiza dois tipos de cirurgia para o tratamento de hérnia de disco. "As hérnias de disco da região lombar podem ser tratadas com cirurgias endoscópicas. Esse tipo de procedimento normalmente não precisa de anestesia geral e a recuperação é bem rápida. Já as cirurgias para o tratamento das hérnias cervicais são feitas a partir da reconstrução da coluna. Em alguns casos, é necessária a substituição do disco prejudicado por um novo", conclui. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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