Geralmente, dor nas costas antecede hérnia de disco



Presente em 80% da população mundial adulta, a lombalgia – ou dor nas costas – precede a hérnia de disco em dez anos em 76% dos casos, segundo especialistas do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Embora não seja mortal, a hérnia pode levar indivíduos ativos a se aposentarem por invalidez, sendo as causas multifatoriais, como permanecer sentado por longas horas e o comportamento sedentário. Devido à repercussão econômica causada pelas lombalgias e hérnias de disco, elas se tornaram a primeira causa de pagamento de auxílio doença e a terceira causa de aposentadoria por invalidez. Por isso, os especialistas recomendam que as pessoas fiquem alertas às dores nas costas.

A idade média para o aparecimento da primeira crise de dor é de aproximadamente 37 anos, sendo que em 76% dos casos há antecedente de dor lombar de uma década. Por causa da correria do dia a dia, má postura e sedentarismo, muitos brasileiros não se preocupam em fazer atividades físicas e cuidar da postura.

Cerca de 30% a 40% das pessoas com lombalgia apresentam, de forma assintomática, hérnia de disco lombar, e de 2% a 3% já estão acometidas pelo sintoma desta patologia, cuja prevalência acima dos 35 anos é de 4,8% entre os homens e 2,5% entre as mulheres. Atingindo cerca de 5,4 milhões de brasileiros, segundo o IBGE, o problema é consequência do desgaste da estrutura entre as vértebras que, na prática, funcionam como "amortecedores" naturais do impacto entre elas. Desta forma, a estrutura se desloca e comprime os nervos da região.

Apesar de muitos considerarem apenas a cirurgia quando há uma crise, muitas pesquisas têm apontado tratamento convencional e exercícios físicos como solução para cerca de 90% dos casos. Uma combinação de fisioterapia com exercícios de fortalecimento dos músculos posturais, incluindo musculação e pilates, pode ser benéfica para esses pacientes.

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