Endoscopia terapêutica e a Hérnia de Disco



Grande parte da população já teve o desprazer de sentir dores nas costas pelos mais variados motivos. Estima-se que 80% das pessoas terão essa dor em algum momento da vida. Apenas uma pequena porcentagem, no entanto, diz respeito a algo realmente grave, que precisará de investigação mais aprofundada

A hérnia de disco representa 90% dos problemas ligados à coluna. Caracterizada como dor recorrente na região lombar, a hérnia discal, como também é chamada, tem mais de 2 milhões de registros por ano somente no Brasil.

A doença é definida como o deslocamento do núcleo gelatinoso de um disco vertebral por uma pequena abertura no invólucro exterior mais rígido. Em alguns casos, a patologia pode ser assintomática, isto é, não apresentar sintomas, o que costuma dificultar o diagnóstico. Em outros, as terminações nervosas próximas ao nervo podem ser comprimidas e ocasionar dores, dormência na região ou até mesmo fraqueza nos braços e nas pernas.

Uma das formas de prevenir o desgaste do disco da coluna é praticar atividades físicas de maneira regular, preferencialmente as que não são de alto impacto. Manter o peso adequado, prestar atenção na postura e evitar esforços radicais também são dicas de prevenção. Para quem tem o problema, uma das técnicas de cirurgia para a coluna elogiada por especialistas da área é a endoscopia terapêutica, que possibilita internação e recuperação mais rápidas e menos dolorosas.

A endoscopia terapêutica não deve ser feita em todos os tipos de hérnia, conforme esclarece Alexandre Fogaça: "A recomendação irá depender muito do nível da hérnia e da localização do disco em si. Por exemplo, se o disco estiver muito desgastado e o fragmento dele tiver migrado para localizações muito internas, a endoscopia é contraindicada".

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