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Genética é a principal causa de Hérnia de Disco Cervical





De acordo com índices divulgados pela literatura internacional, a hérnia de disco acomete 15% da população mundial, sendo a maior parte dos casos observados em indivíduos com idade entre 25 e 45 anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) de 2009 apontam que cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem da doença – que consiste na degeneração dos discos intervertebrais (uma estrutura localizada entre as vértebras da coluna que funciona como amortecedor), levando ao rompimento do anel fibroso e o deslocamento do núcleo pulposo (material macio encontrado no centro do disco) em direção à raiz do nervo ou à medula espinhal.

No Brasil, um a cada três pacientes com hérnia de disco apresentará o problema nos discos cervicais. De acordo com Vinicius de Meldau Benites, médico da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, "a degeneração da coluna que leva à hérnia de disco é condição determinada, principalmente, pela genética individual, ou seja, algumas pessoas são mais predispostas do que outras para o desenvolvimento da doença".

O médico explica ainda que essa a "determinação genética" não está diretamente relacionada a uma área específica da coluna (cervical, torácica ou lombar), o que pode levar ao reaparecimento do problema em outros discos, após o tratamento de uma área específica. "Alguns pacientes, por exemplo, depois de tratados do problema na região do pescoço, podem apresentar, anos mais tarde, uma nova hérnia na região lombar e vice-versa".


Traumas – como os causados por acidentes de carro ou quedas de grandes alturas –, assim como lesões em decorrência de esforço repetitivo envolvendo o pescoço são outros fatores que favorecem o surgimento de hérnias cervicais. "Obesidade, tabagismo e sedentarismo são importantes aspectos desencadeantes – mas não causadores – desta doença". Por isso, o controle do peso e a manutenção de uma rotina saudável, com prática de atividades físicas que atuem no fortalecimento da musculatura da coluna são fatores importantes na prevenção deste mal. "Neste sentido, as atividades mais recomendadas são a musculação e o Pilates, obviamente com orientação de profissional habilitado. Os exercícios são indicados, inclusive, para pacientes que já foram operados, a fim de conferir proteção e minimizar as chances de surgimento de novas hérnias".

Dor

O principal sintoma da doença é a dor, que pode ser tão intensa ao ponto de limitar ou causar incapacidade temporária ao paciente, levando-o ao afastamento do trabalho e outras atividades de rotina. Além disso, formigamentos ou queimações no pescoço com irradiação para os ombros, braços ou região interescapular (localizada próxima ao osso grande e achatado que fica abaixo do ombro), perda de força nos braços e pernas (em razão da compressão de algum nervo), atrofia muscular das mãos e rigidez, também podem fazer parte dos sintomas relatados pelos pacientes. "Ao perceber que qualquer um desses sintomas persiste por mais de duas semanas, ou quando a evolução da intensidade é muito rápida, o paciente deve procurar um médico especialista em doenças da coluna", explica Benites.

O diagnóstico poderá exigir, além da avaliação do médico, a realização de exames de imagem, como ressonância magnética (o melhor para a identificação da hérnia de disco cervical) e radiografias ou tomografias computadorizadas (que permitem uma melhor visualização da parte óssea da coluna). "A eletroneuromiografia é um exame fisiológico, utilizado para avaliar a função dos nervos e por isso também pode ser solicitado em algumas situações", esclarece.

A busca por terapias alternativas (como massagens e acupunturas), normalmente procuradas antes da busca por um médico especialista, em geral não acarretam malefícios diretos ao paciente, quando realizadas por profissionais especializados. "Entretanto, o hábito de retardar a consulta médica pode atrasar o diagnóstico, prejudicando o paciente".

Procrastinação da consulta médica também pode estar associada ao medo que muitos pacientes sentem não apenas do diagnóstico, mas das terapias curativas por ele indicadas. "O receio da cirurgia é muito comum. Porém, mais de 95% dos casos são tratados por meio de terapias conservadoras, que incluem o fortalecimento muscular e, se necessário, uso de medicação específica para dor", destaca o neurocirurgião.

Segundo ele, somente quando essa conduta não traz os resultados esperados e o paciente mantem queixa de dor muito intensa, ou então, associada a sintomas motores evidentes (perda de força ou atrofia muscular) a cirurgia é indicada, a fim de evitar que as sequelas se agravem. "Quando não há dúvidas de que a hérnia é, exclusivamente, a fonte dos sintomas apresentados, é indicada a cirurgia. Isso porque apenas a sua retirada será capaz de aliviar os sintomas".

O especialista explica que há dois tipos principais de procedimentos, indicados de acordo com as especificidades de cada caso. A primeira, chamada artrodese consiste na substituição do disco doente por um espaçador, responsável pela união entre as vértebras. A segunda, chamada artroplastia, também prevê a retirada do disco, substituindo-o por uma prótese, o que permite preservar o movimento do segmento tratado. "Qualquer que seja o caso, o objetivo está concentrado na cura do problema e recuperação da qualidade de vida do paciente".

Retirado daqui




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