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Hérnia de Disco Lombar e a Eletroterapia







A coluna vertebral constitui o eixo ósseo do corpo, conferindo resistência, mas também a flexibilidade necessária à movimentação do tronco. A coluna é formada por quatro curvaturas fisiológicas que são a lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e cifose sacral, sendo constituída por sete vértebras cervicais, doze vértebras dorsais, cinco vértebras lombares, cinco sacrais e quatro coccigeas. Hérnia de disco é uma protusão do núcleo pulposo, ou seja, a saída de uma parte do disco intervertebral do seu local natural; que pode comprimir uma ou várias raízes nervosas levando a uma alteração no funcionamento nervoso e dando lugar a sintomatologia radicular sensitivo-motora.

O tratamento fisioterapêutico tem como principais objetivos a analgesia e o restabelecimento da função. Para isso, o fisioterapeuta poderá fazer uso da termoterapia para relaxar a musculatura, eletroterapia, exercícios de alongamento, de trações vertebrais, propriocepção, pompagens e alongamento neural, além de outras técnicas.  A utilização de recursos físicos na fisioterapia vem sendo utilizada há muitos anos em praticamente todas as áreas. Com isso, o numero de recursos e equipamentos têm aumentado muito e uma área que tem despertado enorme interesse clínico é a "Eletroterapia". Esse termo refere–se a equipamentos que geram corrente elétrica e podem produzir efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, antiedematosos e contração muscular tanto para fortalecimento como para melhora da função.

Hérnia de Disco Lombar e a Eletrotermofototerapia

O quadro clássico de hérnia de disco lombar é uma dor de início agudo na região da coluna lombar e que vai se irradiar, em direção a perna até chegar ao pé. Além da dor, o paciente pode se queixar de formigamento e falta de força na perna afetada. Este quadro é conhecido como lombociatalgia, pois a dor é referida ao longo do trajeto do nervo ciático.

É a partir, principalmente, dos sintomas que o paciente apresenta e do exame físico, que o tratamento será planejado. O exame físico irá ajuda a determinar que planos do movimento da coluna são dolorosos e se existe restrição ao movimento. A postura deve ser avaliada, observando a presença de posturas antálgicas e a região lombar deve ser examinada na busca de anormalidades anatômicas. A irritabilidade das raízes nervosas é verificada com elevação das pernas esticadas tanto na posição. Nas radiculopatias correspondentes a L4, L5 e S1, os sinais de Lasegue e Bragard são positivos. Além disso, os estudos por imagens, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, vão colaborar para um bom diagnóstico

O uso de eletroterapia como complemento vital à fisioterapia oferece um programa de tratamento mais benéfico e eficaz para o paciente. Vamos ver alguns recursos que podem ser aplicados:

Laser

O laser na fisioterapia utiliza a amplificação da luz por emissão estimulada de radiação, produzindo, dessa forma, um efeito analgésico, anti-inflamatório, estimulante celular e modulador do sistema conjuntivo, auxiliando na regeneração e na cicatrização de diferentes tecidos.

O seu uso é recomendado para:

  • lesões nervosas periféricas;
  • cicatrização de feridas abertas;
  • processos inflamatórios e degenerativos de tecidos moles;
  • edemas periarticulares.

Contudo, o laser não é indicado em casos de neoplasias, processos bacterianos, em tecidos especializados (como os testículos e o ovário) e nem sobre a retina.

Neuroestimulação elétrica transcutânea (TENS)

O TENS (do inglês "Transcutaneous electrical nerve stimulation") é um pequeno dispositivo que é fácil para o paciente usar em casa. Ele ajuda a aliviar a dor crônica por meio da estimulação dos nervos e músculos através da pele, estimulando a produção dos analgésicos naturais do cérebro, as endorfinas. Os elétrodos podem ser colocados nos lugares em que eles são mais eficazes: diretamente sobre a área dolorida ou nervo causador do problema, ou mesmo no lado oposto do corpo. A intensidade da estimulação pode ser ajustada pelo paciente; algumas unidades possuem capacidades de frequência de 60 a 200 Hz ou estimulação de baixa frequência: menos de 10 Hz. Estudos demonstraram que a estimulação de baixa frequência pode se tornar desconfortável, mas fornece alívio mais duradouro da dor.

Estimulação galvânica (GS)

Guillaume Duchenne, o criador da eletroterapia, aprendeu que a aplicação de correntes alternadas no músculo produzia fortes contrações, independentemente da condição do próprio músculo. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi descoberto que isto impedia a atrofia (deterioração) muscular e era útil na restauração da massa muscular após ferimentos e lesões. GS de alta voltagem reduz espasmos musculares e edemas do tecido mole, reduzindo assim a dor. Ela é mais eficaz durante os estágios iniciais de tratamento, quando combinada com outras formas de fisioterapia, como gelo, calor e exercícios de reforço e de amplitude de movimento.

Corrente interferencial (IFC)

Esta forma de eletroterapia é similar à TENS, mas oferece uma frequência maior (4000 Hz), formas de onda que penetram mais profundamente na pele, causando menos desconforto. Ela bloqueia a transmissão dos sinais de dor juntos aos nervos enquanto estimula a produção de endorfina. A IFC frequentemente alivia a dor lombar crônica de pacientes que não foram ajudados pela TENS.

Ultrassom

Este método de eletroterapia alivia de maneira eficaz a dor nas articulações profundas e nos tecidos musculares. Seu calor intenso amacia e alonga o tecido conjuntivo, aumentando a mobilidade e o pleno uso das articulações. O Ultrassom é eficaz no tratamento de dor lombar crônica e recorrente, e amplitude de movimento reduzida em um segmento da espinha. Ele é mais eficaz quando usado em conjunto com um regime gradual de exercícios e alongamento dos músculos.

Efeitos colaterais e precauções

Efeitos colaterais são raros, mas ocasionalmente pode haver dor transitória após o uso de unidades TENS e IFC. As pás adesivas das unidades podem causar leve irritação cutânea. As pás dos elétrodos de TENS, IFC ou GS nunca devem ser colocadas sobre o coração ou sobre o marca-passo e seus elétrodos, pois isto pode causar arritmia cardíaca. Colocar as pás sobre a garganta pode causar a queda da pressão sanguínea, e colocá-las sobre um útero na gravidez pode prejudicar o feto.

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